RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

Clique nas imagens para aumentar.



CAMÕES, Luís de. OS LUSIADAS, POEMA EPICO DE… [Edição do Morgado de Mateus, 1836]

Nova edição correcta, e dada à luz, conforme á de 1817, in-4º, Por Dom Joze Maria de SOUZA-BOTELHO, Morgado de Matteus, Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa. PARIS, NA OFFICINA TYPOGRAPHICA DE J. P. AILLAUD, quai Voltaire, nº 11. M DCCC XXXVI. [1836].

In 4º (20x12,5);  cx, 420 pags.

Encadernação artística da época em pele marroquin vermelho com finos ferros a ouro na lombada, rolados nas esquadrias e nas conchas das pastas. Ilustrado. Corte dourado por folhas.

Ilustrado com o retrato do autor no anterrosto.

Exemplar com 2 ex-libris e um título de posse na folha de guarda manuscrito pelo Prof. Hernâni Cidade.

O Morgado de Mateus oficial de marinha, académico e ex-embaixador em França, soube que tinha havido duas edições dos Lusíadas, com variantes, publicadas em 1572. Tratava-se de uma tradição oral passada de bibliotecário em bibliotecário. Porém ninguém tinha verificado a tradição e procurado saber a exatidão nestas afirmações. O Morgado de Mateus foi confrontado com uma situação única na história da literatura portuguesa e da literatura europeia. A importância do estudo e da fixação do texto. Um facto paradoxal é de que a obra tinha sido preparada, ilustrada e impressa num país (a França) que lutava com a própria pátria do Morgado de Mateus (Portugal), e sob a autoridade de um homem que devia ter tido o bom senso de retornar à sua terra natal há já muito tempo. Relativamente à fixação da ortografia também aqui esta obra ( na edição monumental) estabeleceu um marco histórico porque até esta data a Academia das Ciências de Lisboa nunca tinha fixado a ortografia em qualquer dos seus trabalhos (vide Anne Gallut).

 In 4º (20x12,5); cx, 420 pgs.

Illustrated with the author´s portrait in the foreground.

Contemporary artistic binding in red morocco leather finely gilt at spine, gilt frames at boards. Gilt edges. Copy with 2 ex-libris and a ownership title of Professor Hernani Cidade on previous blank page.

Morgado de Mateus, a naval officer, academic and former ambassador to France, learned that there had been two editions of the Lusiads, with variants, published in 1572. It was a past oral tradition of librarian to librarian. But no one had checked the tradition and sought to know the exactness of these statements. Morgado de Mateus was confronted with a unique situation in the history of Portuguese literature and European literature. The importance of studying and fixing the text. A paradoxical fact is that the work had been prepared, illustrated and printed in a country (France) at war with Morgado de Mateus’s homeland (Portugal) and under the authority of a man who was thought to have had the good sense of returning to his homeland a long time ago. With regard to spelling fixation, here too, this work (in the monumental edition) established a historical milestone because, to that date, the Lisbon Academy of Sciences had never fixed its spelling in any of its works (see Anne Gallut).

Referências bibliográficas:

José do Canto, pag. 18, entrada 67: « Com um retrato de Camões. No verso deste título lê-se na Typographia de Firmino Didot, Impressor do Instituto. [... ] é a mesma edição de 1819 só com a mudança do rosto e do título da Advertencia. »

Inocêncio XIV, 149.

ANNE GALLUT, Le Morgado de Mateus, Éditeur des Lusíadas, Klincksieck & Bertrand, 1970; pags. 93, 102, 122, 123, 133, 139:

« Le Morgado apprit qu´il n´y avait pas eu une édition des Lusíadas mais deux, parues en 1572 à Lisbonne chez António Gonçalves. Le noeud de la question se tenait là: en savait par une tradition orale transmise de bibliothecaire en bibliothécaire qu´il y avai eu deux éditions en 1572. Personne n´avait verifié cette tradition et pourtant on jugeait que tel exemplaire appartenait a la primière edition, tel autre a la seconde et cella sans les avoir comparés, san avoir jamais cherché à savoir pourquoi l´un était plus ancien que l´autre. Le Morgado était en face d"une situation unique dans l´histoire de la litterature portugaise, et peut-être de la litterature européenne. La beauté du livre égalait le sérieux de la critique des textes princeps. A cela s´ajoutait le fait que le livre avait été préparé, illusté et imprimé dans un pays (la France) qui avait combattu le leur (le Portugal), et sous l´autorité d"un homme qui, pensaient-ils (les portugais), aurait dû regagner sa patrie depuis longtemps. […] On ne pouvait non plus parler d´ortographie moderne de la langue portugaise: l´Academie (de Lisbonne) ne l´avait jamais fixée dans aucun de ses travaux. »

Referência: 1405JC071
Local: M-9-A-4


Caixa de sugestões
A sua opinião é importante para nós.
Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
Caixa de sugestões
 
PayPal MasterCard Visa American Express
free counters