RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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CAETANO DE SOUSA, Frei José. MEMORIAS DA VIDA, E VIRTUDES DA SERVA DE DEOS SOROR MARIA JOANNA

RELIGIOSA DO CONVENTO REAL DO SANTÍSSIMO Sacramento do Louriçal da primeira Regra de S. Francisco: OFFERECIDAS A’ SERENISSIMA SENHORA D. MARIA FRANCISCA, ISABEL, JOSEFA, ANTONIA, GERTRUDES, RITA, JOANNA, Princeza do Brasil, e Duqueza de Bragança nossa Senhora; E DADAS A’ LUZ PELA ABBADESSA DO REAL Convento do SS. Sacramento do Louriçal: EXTRAHIDAS DO PROCESSO QUE FORMOU DESPOIS do seu fallecimento, por auctoridade do Ordinário, e outros documentos, a instancias do Excellentissimo, e Reverendíssimo D. Miguel da Anunciaçaõ, Bispo Conde, Prelado do mesmo Convento: ESCREVEU-AS Fr. JOSEPH CAIETANO Doutor Theologo pela Universidade de Coimbra, Religioso Carmelita da Observancia. LISBOA, Na Officina de MIGUEL RODRIGUES, Impressor do Eminentissimo Cardial Patriarca. M. DCC. LXII. [1762].

In 8º (de 20,5x14 cm) com [36], 323 pags.

Encadernação da época inteira de pele com nervos e ferros a ouro na lombada por casas fechadas. Corte das folhas marmoreado.

Trata-se da biografia de Soror Maria Joana (Maria Joana Sanches da Graça, Évora (1712 – Louriçal, 1755) uma das primeiras mulheres portuguesas escritoras. As obras autobiográficas eram sujeitas a censura dentro da clausura eclesiástica. Assim poder-se-á tratar de uma autobiografia, tal como aconteceu com a obra da sua contemporânea Soror Isabel do Menino Jesus (Portalegre, 1673-1752). A biografia de Soror Joana é atribuída a um seu confessor ou biógrafo, referindo-se que a maior parte dos seus manuscritos foram queimados. No caso dos manuscritos de Soror Isabel do Menino Jesus (vide nossa referência 1302JC166) viemos a provar que tal não aconteceu. Na obra de Soror Joana são referidos no prólogo como tendo sido alguns manuscritos expressamente preservados. Alguns ainda hoje se preservam no INTT tal como o Manuscrito da Livrara do Convento “Cartas que escrevia a seu confessor para notícias para notícia [sic] da sua consciencia e por receito do mesmo a serva […]”

Estas escritoras são consideradas místicas ou “alumbradas”; sendo consideradas visionárias do apocalipse (materializado do Terramoto de Lisboa de 1755 ocorrido pouco depois da suas mortes) e visionárias do Quinto Império e de uma nova ordem social e moral. Existe um paralelo entre estas escritoras (ambas freiras, místicas, de grande erudição e cultura intelectual, nascidas no Alto Alentejo, com obras póstumas publicadas impressas em 1757 (Soror Isabel) e 1762 (Soror Joana); o que traduz um espirito da época. No caso de Soror Maria Joana sugere-se no prólogo que terá sido amiga da Princesa Maria Francisca Isabel a quem a edição se encontra dedicada.

Inocêncio IV, 286. “FR. JOSÉ CAETANO DE SOUSA, Carmelita calçado, cujo instituto professou em 1732. Foi Doutor e Lente de Teologia na Universidade de Coimbra, e exerceu alguns cargos e comissões importantes. – Socio da Academia Liturgia Pontifícia, etc. – Nasceu em Lisboa a 22 de Abril de 1717, e morreu a 10 de igual mês de 1798. – V. o seu Elogio histórico pelo cónego Luis Duarte Villela da Silva.”

Referência: 1607JC009
Local: FR-6-F-12


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