RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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CAMÕES, Luís de. THE LUSIAD, OR PORTUGALS Historical Poem: [FIRST ENGLISH EDITION]

WRITTEN In the Portingall Language BY LUIS DE CAMOENS; AND Now newly put into English BY RICHARD FANSHAW Esq. Printed [by Thomas Newcombe] for Humphrey Mosely, at the Prince’s Arms in St. Paul Church-yard, M. DC. LV. [1655].

In 4º gr. [de 28x18 cm] com [1 grav. frontis], [20], [2 grav. desd.], [1], 224 pags.

Encadernação tardia do século XIX inteira de pele marroquim em polido natural. Ferros a ouro em duplo filete nas esquadrias das pastas e nas dianteiras das mesmas. Lombada com ferros a ouro gravados em casas fechadas e no rótulo vermelho. Pequeno desgaste nos cantos da encadernação. Folhas de guarda em papel decorativo.

Exemplar apresenta um (ou dois) antigos ex-libris grosseiramente removidos das folhas de guarda posteriores; e mantem dois ex-libris: sendo um ex-libris armoriado de Sir Robert Johnson Eden (5º Baronete de Eden); e em baixo outro ex-libris simples de David Enderton Johnson.

Primeira edição inglêsa. Obra impressa por Thomas Newcombe para Humphrey Mosely, em 1655, e ilustrada com uma gravura em frontispício com o busto de Camões, e mais duas gravuras de página inteira, intercaladas  nas páginas iniciais inumeradas [entre pags. 20-21] representando o Infante Dom Henrique (O Navegador) e Vasco da Gama, ambos em corpo inteiro, com belas armaduras e roupas coevas ao seu tempo. A gravura de frontispício encontra-se ligeiramente aparada à cabeça (sem perda da imagem) e as de página inteira (tal como é usual nas cópias que não são em grand papier) encontram-se dobradas nas margens e fortemente encadernadas, escondendo o A de CEUTA. A gravura de Vasco da Gama encontra-se algo vincada nas margens e com leve acidulação e com alguns picos de oxidação em redor das margens.

Primeira edição da tradução de Fanshawe, sendo esta a primeira tradução em língua inglesa do poema épico nacional de Portugal.

Referências bibliográficas: Wing C-397; ESTCR18836; Bibl. Angl. Poetica 256; Grolier, Wither to Prior 349; Pfortzheimer 362.

Inocêncio XIV, 229:Versões inglezas 1.ª The Lusiad, or, Portugals Historicall Poem: written In the Portingall Language by Lviz de Camoens; and Now newly put into English by Richard Fanshaw Esq.; London, Printed for Humphrey Moseley, at the Prince"s Arms in St. Pauls church-yard, M.DC.LV. Folio de 22 (innumeradas)224 pag. Com o retrato de Camões (collocado antes do rosto), e o do infante D. Henrique e Vasco da Gama (collocados antes da traducção o poema), tendo esta ultima estampa a assignatura do artista T. Cross. O frontispicio tem esta epigraphe: HORAT. Dignum laude virum Musa vetat mori; Carmen amat quisquis, Carmine digna facit. O retrato de Camões, evidentemente ampliado do que se vê na edição de 228 Manuel de Faria e Sousa, e com o mesmo defeito, isto é, o olho esquerdo fechado, tem por baixo os seguintes versos: SPAINE gaue me noble Birth: Coimbra, Arts LISBON, a highplac"t loue, and Courtly parts: AFRICK, a Refuge when the Court did frowne: WARRE, at an Eye"s expence, a faire renowne. TRAVAYLE, experience, with noe short sight Of India, and the World; both which I write INDIA a life, wich I gaue there for Lost On Mecons waues (a wreck and Exile) tost To boot, this POEM, held up in one hand Whilst with the other I swam safe to land. TASSO, a sonet: and (what"s greater yit) The honour to giue Hints to such a witt PHILIP a Cordiall, (the ill Fortune see!) To cure my Wants when those had new kill"d mee My Country (Nothingyes) Immortal Prayse (so did 1, Her) Beasts cannot browze on Bayes. Este volume contém: a epistola dedicatoria a lord Strafford, datada de 1 de maio de 1655; satira de Petronii Arbitrii, com a versão em frente; o soneto de Tasso a Camões, com aversão por baixo, e o poema, traduzido em oitavas rimadas. Não é vulgar. Póde considerarse mui raro o exemplar perfeito. Em alguns falta um ou outro dos tres retratos. Tambem apparecem exemplares sem estampas, o que é mais vulgar. Reproduzo em frente o retrato do infante D. Henrique. No leilão de Gomes Monteiro foi arrematado um exemplar por 50$000 réis. Um ultimo exemplar vindo de Londres, com alguns defeitos, foi vendido em Lisboa para o sr. Marques por 27$000 réis.

Inocêncio V, 273: « VERSÕES INGLEZAS (460) 1. Richard Fanshaw, embaixador britânico na Corte de Portugal na regência de D. Luiza de Gusmão; falecido em Madrid no ano de 1666: The Lusiad, or Portingal" Historical Poem writen in the Portingall language by Luis de Camoens, and now newly put in to english by Richard Fanshaw,. etc. London 1654. Fol. Com os retratos de vulto inteiro do infante D. Henrique, Vasco da Gama, e Camões. Parece que esta versão fora publicada sem o consentimento do tradutor, e durante a sua ausência de Londres ».

Nota bibliográfica sobre edições de Os Lusíadas em língua inglesa: Palau não menciona edições inglesas; Samodães relativamente a edições inglesas só menciona a edição de Londres, de Edward Moxon, 1853; Ameal relativamente a edições inglesas só menciona as edições de Londres, de Kegan Paul, 1878 e da edição de Lisboa/Londres, de Chatto & Windus, de 1880; Duarte de Sousa relativamente a edições inglesas também só menciona edição de Lisboa/Londres, de Chatto & Windus, de 1880. Brunet relativamente a edições inglesas dos Lusiadas só menciona a edição de W. J. Mickle, Oxford, 1776; e a edição de Th. Moore Musgrave, de Londres, 1826.

Os Lusiadas foram publicados pela primeira vez em Lisboa em 1572, e posteriormente publicados em castelhano em 1580 (por Gomez de Tapia, Salamanca, 1580 e Benito Caldera, Alcalá de Henares, 1580), sendo a presente versão inglesa também a primeira tradução numa língua não ibérica. Richard Burton na introdução à sua própria tradução referiu Fanshawe como sendo “the best because so quaint” (o melhor porque tão pitoresco). O último tradutor dos Lusíadas para a língua inglesa opiniou que: “a versão de Richard Fanshawe, de 1655, ainda se revela uma esplendida leitura. Ainda que contenha uma linguagem própria desse tempo, esta tradução retém a doçura e o ritmo, e uma energia profunda que convém melhor do que as versões seguintes, porque a cadência da leitura. convém mais ao tema de uma viagem intelectual que é simuladamente uma aventura física. O tradutor tomou algumas liberdades, normalmente em busca das rimas. Mas, numa coisa, a sua versão é mais verdadeira do que as versões subsequentes: os povos que os Portugueses encontraram na África e na Ásia são, tal como no original português, consistentemente chamados de “povos/nações” [Amongst Nations, of other Stars]; […] e esta versão é a que melhor captura a vitalidade do original” (vide palavras preliminares na publicação de Oxford World Classics Edition).

 FIRST EDITION of Fanshawe’s translation, the first English translation of Portugal’s national epic. Illustrated with engraved frontispiece bust portrait of Camoens, and 2 full-lenght engraved portraits, of Prince Henry (The Navigator) and Vasco da Gama, fontispiece just trimmed within plate-nark at upper border (no loss to image), the full-length portraits folded (as usual in ordinnary paper copies), the folding plates tightly bound in, making the A of CEUTA hard to see, the Vasco's plate a little frayed at the edges, slightly browning, mostly around the edges, and a few spots.

Late 19th century polished calf, double gilt fillets on sides, spine gilt in compartments, Brown lettering piece, a few minor bumps and scrapes, a bookplate (or two) messly removed from inside back cover, inside the cover the engraved armorial bookplate of Sir Robert Johnson Eden (5th Baronet), and below this the label of David Enderton Johnson.

The Lusiads were first published in Lisbon in 1572, (there was a Spanish translation in 1580 (by Gomez de Tapia, Salamanca, 1580 e Benito Caldera, Alcalá de Henares, 1580), being the present the first translation into a non-Iberian language. Richard Burton, in the introduction to his own translation called Fanshawe’s version of 1655 “the best because so quaint” and still a splendid read. Though its language has dated, it retains a sweetness and a rustling, grotesc energy which conveys better than any version since this voyage was an intellectual as well as physical adventure.  He takes some liberties of style, usually in the pursuit of rhymes, but in his version is truer than any subsequent translation. The people the Portuguese encountered in Africa, and Asia are, as in the original, consistently called 'people'.... [Fanshawe] version still best captures the intellectual vitality of the original" (preliminary matter to the Oxford World Classics Edition).

 

 

Referência: 1709JC003
Local: M-11-B-36


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