RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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GOYA Y LUCIENDES, Francisco. LOS PROVERBIOS. [DISPARATES] THE FOUR EXTRA UNPUBLISHED ORIGINAL ENGRAVINGS. LOS QUATRO GRABADOS ORIGINALES SIN PUBLICAR EN VIDA DE GOYA.:

LLUVIA DE TOROS + QUE GUERRERO! + OTRAS LEYES POR EL PUEBLO + UNA REINA DEL CIRCO.

[In] L’ART: Revue Hebdomadaire Illustrée, Troisième Année. Tome II. Tome IX de la Collection [3º año, volume II] A. Ballue Éditeur, Paris. 1877.

In fólio (de 42x30 cm) com 324 págs.

Encadernação do editor em percalina vermelha, luxuosamente gravada a ouro.

Ilustrado no texto e com 24 gravuras originais em extratexto, entre as quais as 4 gravuras inéditas de Francisco Goya.

Revista L´Art, de 1877, perfeitamente conservada, onde foram publicadas pela primeira vez as 4 gravuras adicionais aos “Provérbios” de Francisco Goya y Luciendes. Gravuras a água-forte, água-tinta e buril e colocadas em extratexto, juntamente com uma gravura auto-retrato de Francisco Goya em anterrosto e aberta por Milius.

Neste volume as quatro gravuras de Goya encontram-se nas seguintes páginas: Lluvia de Toros (pág. 6); Otras Leyes por el Pueblo (pág. 40); Que Guerrero! (pág. 56); e Una Reina del Circo (pág. 82)

As outras gravuras presentes neste volume são, na sua maioria, obras de grandes mestres como Beaucourt, Henriette Browne, Antonio Gai, Theophile Chauvel, J. J. Henner, Gonzalez, Ulisse Butin, J. P. Laurens, Eugene Abot, Andrea di Sarto, Leonardo da Vinci (fotogravura), Alphonse Legros, Ad. Lalause, J. L. Charbonnel, entre outros.

Estas quatro gravuras deveriam ter sido publicadas com a obra Los Proverbios (…), publicada em 1864 pela Academia das Belas Artes de San Fernando, com apenas 18 gravuras, dado que as chapas originais de Goya se encontravam na posse de Eugenio de Lucas.

“Los Provérbios», ou «Los Disparates», é uma colecção de 22 gravuras a água-tinta e buril e são o último trabalho gráfico de Goya, realizado entre 1815 e 1823, quando o pintor saiu de Espanha. Entre todas as gravuras feitas por Goya, esta série é talvez a de mais difícil interpretação. Os temas abordados vão de visões oníricas, violência e sexo, o ridicularizar de instituições ligadas ao “Antigo Regime”, até uma crítica generalizada ao poder instituído. No entanto, além destas conotações, as gravuras apresentam um mundo de imaginação e riqueza relacionado com a noite, o circo e o grotesco. Cada gravura tem significado por si só, em grupo e em sequência gráfica.

Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828) nasceu em Aragão e é um dos mais importantes pintores e gravadores espanhóis. Entra na Academia de Belas Artes de Parma em 1771, recebendo uma menção honrosa e a sua primeira encomenda. A partir daqui a sua carreira foi evoluindo, efectuando diversos trabalhos sob encomenda durante a sua permanência em Saragoça. Mais tarde muda-se para Madrid (1774) e começa a pintar retratos. Entra na Academia de Belas Artes de San Fernando e em 1785 é nomeado Pintor da Corte de Carlos IV.

Após ter presenciado os horrores das Guerras Napoleónicas, Goya transforma a sua arte num ataque ao comportamento louco dos seres humanos, retratando o sofrimento sem sentido, tantas vezes injusto e não merecido. Pela primeira vez a guerra era descrita como fútil e vã, e também pela primeira vez, não havia heróis, só assassinos e assassinados.

Em 1824, Goya exilou-se em Bordéus, França, tendo aí morrido quatro anos mais tarde.

Goya é considerado “Inquieto” e muitas vezes o Shakespeare do pincel. A sua produção artística inclui uma grande variedade de retratos, paisagens, cenas mitológicas, tragédia, comédia, sátira, farsa, homens, deuses e demónios, feiticeiros, numa abordagem por vezes obscena.

 

 In folio (42x30 cm) with 324 pp.

Editor´s binding in full red percaline. Gilt and black tools on boards and spine.

Illustrated in text and with 24 original engravings hors-text including 4 unpublished prints by Francisco Goya.

This edition of L´Art magazine (1877) is in perfect condition. The techniques used in the prints were etching, aquatint and engraving. The print with the self-portrait of Francisco Goya was engraved by Milius.

Location of Goya´s prints: Lluvia de Toros (p. 6); Otras Leyes por el Pueblo (p. 40); Que Guerrero! (p. 56); and Una Reina del Circo (p. 82)

Most of the other prints in this volume are from great Masters like Beaucourt, Henriette Browne, Antonio Gai, Theophile Chauvel, J. J. Henner, Gonzalez, Ulisse Butin, J. P. Laurens, Eugene Abot, Andrea di Sarto, Leonardo da Vinci (fotogravura), Alphonse Legros, Ad. Lalause, J. L. Charbonnel, among others.

The four prints should have been included in Goya´s Los Proverbios, published in 1864 by the Fine Arts Academy of San Fernando, but the original plates were in possession of Eugenio de Lucas.

“Los Provérbios», ou «Los Disparates», is a collection of Goya´s latest work, done between 1815 and 1823, after the painter has left Spain. Among all the engravings done by Goya this series is perhaps the more difficult to interpret. The themes range from oneiric visions, violence and sex, the ridicule of institutions connected to the “Old Regime”, to a general critic to the establishment. Nevertheless, and besides these connotations, the prints show a world of imagination and richness related to the night, the circus and the grotesque. Each engraving as a meaning of its own, but also works in group and within a graphic sequence.

Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828) was born in Aragon, Spain, being one of the most important Spanish painters and engravers. He enters the Fine Arts Academy of Parma in 1771, receiving an honourable mention and his first order. From then on, he develops his career doing several ordered works during his stay in Zaragoza. In 1773 he moves to Madrid where he starts painting portraits. He enters the Academy of Fine Arts of San Fernando and becomes Master Painter of the court of King Charles IV of Spain.

After having witnessed the horrors of the Napoleonic Wars, Goya uses his art to attack the crazy behaviour of humankind, portraying the senseless suffering, so many times unfair and undeserved. For the first time the war was described as futile and vain, and also for the first time there were no heroes, just killers and killed.

In 1824, Goya went into exile in Bordeaux, France and died there four years later.

Goya is considered as “Unquiet” and sometimes as the Shakespeare of the brush. His artistic productions include a wide variety of representative portraits, landscapes, mythological scenes, tragedy, comedy, satire, farce, men, gods and demons, wizards, with a sometimes rather obscene approach.

Referência: 1709JC005
Local: M-10-A


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