RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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CAMÕES. (Luís de) LA LUSIADE DU CAMOENS,

POEME HEROIQUE, SUR LA DECOUVERTE des Indes Orientales. Traduit du Portugais, Par M. Duperon de Castera. A PARIS, Huart David Briasson Clousier. M. DCCXX.XV [1735]. Obra em 3 volumes.

In 8.º de 17x10 cm. Com [iv]-lxix-[iii]-319, [iv]-364-[i] e [iv]-334-[i] pags.

Encadernações da época inteiras de pele com ferros a ouro na lombada e filete exterior nas pastas. Corte por folhas carminado. Guardas interiores em papel decorativo.

Ilustrado com 10 gravuras extra-texto abertas a talhe-doce, antecedendo cada Canto.

Exemplar com título de posse manuscrito nas margens das folhas de rosto de cada volume sem afectar manchas gráficas: “Huttensche Bibliotheka”. 1ª edição francesa dos Lusiadas. Consta na colecção camoneana de José do Canto, 238, onde se refere: “A tradução é em prosa, acompanhada de numerosas notas, no fim de cada canto. O tomo I contém a dedicatória, em verso, ao Príncipe de Conty prefácio e vida de Camões, a qual é corroborada com muitos trechos das Poesias de Camões, que se referem aos lances mais notáveis da sua vida. Tanto estas citações como os epitáfios latinos de Manuel de Sousa Coutinho, de Mateus Cardoso, e o soneto de Torquato Tasso, encontram-se traduzidos em verso francês. O privilégio é de 19, 22 de Maio de 1734”.

Inocêncio (V, 239 e 270) referiu esta edição como sendo impressa em Amesterdão: “mais antigas as duas seguintes traducções. Louis Adrien Duperon de Castera, francez: La Lusiade de Camoens, poeme heroique sur la decouverte des Indes orientales: traduit du portugais par Mr. Duperon de Castera. Amsterdam, 1735. 12.º 3 tomos. - Segunda edição, Paris, 1768. 12.º 3 tomos. Esta versão é feita em prosa, precedida da vida do poeta, e de um prefácio apologético do tradutor. Cada canto do poema é acompanhado de notas históricas, críticas e alegóricas. Duperon deu á luz a sua versão quando tinha vinte e oito anos de idade. LUIS DE CAMÕES, nasceu (conforme a opinião mais seguida, e que melhores fundamentos apresenta) em Lisboa, no ano de 1524. Partiu para a Índia em Março de 1553, e lá serviu e militou perto de dezasseis anos, regressando a Portugal no de 1569, e aportando na baía de Cascais em Abril de 1570. Morreu, segundo se acha actualmente comprovado por documentos insuspeitos a 10 de Junho de 1580, contando por consequência 56 anos de idade. Recomenda-se por muito curioso o paralelo feito entre ele e Miguel de Cervantes, no qual se apontam notáveis coincidências, tanto na fortuna como nas circunstâncias pessoais destes dois grandes homens. Não creio que deva deter me em particularizar quaisquer sucessos, ou notícias da vida daquele tão justamente apelidado pela posteridade Príncipe dos poetas de Espanha, do homem que, segundo o pensamento de Schlegel, «resume em si uma literatura toda inteira»: nem mesmo julgo necessário encher espaço com a enumeração das fontes históricas e biográficas, a que possam recorrer os que desejarem tomar conhecimento de tudo o que a respeito dele se acha escrito por naturais e estranhos. Os poucos e sucintos apontamentos que poderiam ter aqui lugar, coligidos a esse intento no decurso das minhas investigações bibliográficas, tornaram se hoje sobre deficientes, ociosos na maior parte, e quase de todo inúteis, á vista do trabalho magistral empreendido pelo zelo ilustrado e patriótico do Sr. Visconde de Juromenha”.


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Referência: 0901JC026

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