RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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FRÓIS DE FIGUEIREDO. (Luís Botelho) CORO CELESTE A QUATRO VOZES:

Vida musica em Solfa Métrica, da esclarecida, Augustiniana, BEATA RITA ADVOGADA PODEROSA DOS IMPOSSÍVEIS com um humilde ramilhete de seus milagres, colhido na floresta das suas virtudes, com hum encómio mais à mesma Santa, & hum período Latino à sua morte, com que a devoçaõ obsequiosa do Author coroa o Livro. OFFERECIDO AO SENHOR SYLVESTRE PEYXOTO DA SYLVA. AUTHOR LUIS BOTELHO FROES DE FIGUEYREDO, Philosopho, Canonista, natural da Villa de Santarem. LISBOA, Na Officina de ANTONIO PEDROZO GALRAM. Anno de 1714.

De 20x15 cm. Com (viii)-176 pags. Encadernação da época em pergaminho flexível com vestígios dos atilhos em pele. Exemplar limpo e sólido. A obra é constituída pelas seguintes partes: Coro Celeste Primeira, Segunda Terceira e Quarta Voz e Floresta da Graça Milagres Póstumos da Beata Rita.

Barbosa Machado III, 63: “LUIZ BOTELHO FROES DE FIGUEIREDO natural da celebre Villa de Santarem recebendo a primeira graça na Parochial Igreja do Salvador a 11. de Dezembro de 1675. Foraõ seus progenitores Ignacio de Mattos de Figueiredo Froes, e D. Helena de Anhaya e Souza ambos da principal nobreza daquella Villa. A natureza o ornou de rara memoria, summa agudeza, e feliz engenho pois quando contava onze annos ja sabia latim, e Rethorica. Na Universidade de Coimbra estudou Filosofia, e Jurisprudencia Canonica. Passou a Corte onde tirou brazaõ de Armas a 23. de Dezembro de 1706. em que provava a nobreza da sua ascendencia. Por ordem delRey D. Pedro II. examinou, e descreveo o sitio de Peniche para nelle se fazer certa obra. Dezenganado de naõ alcançar o que justamente pertencia se recolheo ao Seminario do Varatojo onde naõ perseverou por graves molestias que lhe impediaõ observar aquelle Instituto. Deixando a patria passou a Madrid onde se despozou a 28. de Agosto de 1715. com D. Josefa Rita Fernandes de Montojo filha de D. Diogo Fernandes de Montojo Coronel Engenheiro, e de D. Izabel de Pineda Maldonado. ElRey de Castella Filippe V. lhe fez merce de o incorporar na Universidade de Alcala de Henares na qual se graduou valendo-se dos annos que tinha frequentado a de Coimbra. Restituido a Madrid exercitou com fama de grande Letrado o emprego de Advogado dos Conselhos Reaes, e tendo o despacho de Corregedor de Alicante falleceo naquella Corte a 15. de Outubro de 1720.”

Inocêncio V, 232 e XIII, 352. “Do Côro celeste existem duas edições, ou antes impressões do mesmo anno, sendo a primeira dedicada a Silvestre Peixoto da Silva, e a segunda a Ignacio Pedro de Mello. As licenças são tambem differentes, sendo porém tudo o mais igual em ambas. Alem d"isso, a dedicatoria da segunda impressão menciona a primeira, dizendo: «Poucos mezes ha que saíu á luz este livro, e toda esta primeira impressão se distribuiu logo...». Contém effectivamente a narração da vida e morte da sancta, em uma especie de poema, dividido em quatro partes, ou cantos, a que o auctor chama vozes. Luis Botelho Fróes de Figueiredo Philosopho e Canonista, conforme elle se intitula nas suas obras. Esteve por algum tempo recolhido no seminario do Varatojo porém voltou para o seculo, sem que chegasse a professar. Depois casou‑se, e a final passou para o serviço de Castella. - N. em Santarem a 11 de Dezembro de 1675, e m. na cidade de Alicante a 15 de Outubro de 1720.”


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Referência: 0903LM006

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