RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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SERMÃO DA PURISSIMA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA SENHORA NOSSA, Que na festa, que, como a sua Protectora, lhe faz a ACADEMIA REAL, [ ENCADERNAÇÃO ARMORIADA. - D. JOÃO V. ]

Na Capella do Paço do Duque aos 15. de Dezembro de 1753. PREGOU, ESTANDO PRESENTES S. MAGESTADE E ALTEZAS, O PADRE Fr. JOSÉ MALAQUIAS. Lente de Véspera no seu Convento de S. Domingos, Consultor do Santo Officio, Examinador das Trez Ordens Militares, e Academico do Numero da Real Academia da Historia Portugeza. Lisboa, Anno 1754.

De 24x17 cm. Com 23x17 cm. Com (lxxvi)-41-(vii b) pags. Encadernação da época inteira de marroquim vermelho romano. Apresenta em ambas as pastas o super libris da biblioteca do rei D. João V, a lombada com nervos, as janelas fechadas, os planos com filetes, cercaduras e ferros decorativos, tudo lavrado a ouro. Corte das folhas dourado. Exemplar especial impresso em papel muito encorpado e com grandes margens. Bela vinheta decorativa no inicio do texto com o brasão de armas do rei D. José I. Os livros armoriados com o brasão de armas do rei D. João V são extremamente raros, curiosamente em 1754, data em se publicou este sermão o monarca conhecido como rei Sol já tinha falecido. Não existe exemplar na biblioteca Nacional de Lisboa.

Inocêncio IV, 429. “FR. JOSÉ MALACHIAS, Dominicano, Mestre na sua Ordem, e Academico da Acad. Real de Historia. - N. em Lisboa a 3 de Novembro de 1713. No Almanach de 1786 vem ainda incluido o seu nome, como Deputado da Inquisição de Lisboa porém já não apparece no de 1788 o que induz a crer, que morreu nesse intervalo. - E. Sermão da purissima Conceição da Virgem Maria senhora nossa, prégado na festa que, como a sua protectora lhe paz a Academia Real a 15 de Dezembro de 1753. Lisboa, por Miguel Manescal da Costa 1754. 4.º gr. de LXXVI - 41 pag. - Delle tenho visto pouquissimos exemplares. Na extensissima dedicatoria relata o auctor todo o processo das controversias a que déra logar desde o principio a opinião pia (convertida hoje em dogma pela definição da Sancta Sé), de ter sido a senhora preservada em sua conceição do contagio da culpa original. Ahi se mostra erudito sabedor da theologia escholastica, e da historia ecclesiastica. Este sermão occasionou fortissimas impugnações contra o seu auctor por parte dos defensores da eschola contraria, isto é, dos Escotistas, que no ponto da definibilidade do mysterio seguiam, como se sabe, doutrina inteiramente opposta á de Sancto Thomás. Além da Dissertação historico-critica de Fr. Antonio dos Remedios, que já fica mencionada no Diccionario tomo I, n.º A, 1328 de uma Dissertação theologica de D. Fr. Manuel do Cenaculo, que referirei no artigo relativo a este escriptor e de mais alguma cousa impressa, que até agora não chegasse ao meu conhecimento, sahiu ainda a obra seguinte, de que vi um exemplar na livraria de Jesus: Escudo Marianno critico e theologico, manejado por um soldado do regimento em que militou o alferes de Jesus Christo, e patriarcha dos pobres (S. Francisco de Assis): dado á luz por Antonio Diniz e Sousa. Lisboa, na Offic. dos Herdeiros de Antonio Pedroso Galrão 1755. 4.º de XXXV-219 pag. - O auctor que julgou a proposito occultar o seu nome debaixo de tão extranha periphrase, era Fr. José de S. Gualter Lamatide, franciscano da provincia de Portugal, falecido nas ruinas do terremoto do 1.º de Novembro do dito anno, segundo nos declara o abbade Barbosa, que pertencendo ao partido contrario, tacha este escripto de «invectiva pouco concludente» qualificando em outra parte o sermão impugnado de «obra em que o seu auctor, vencida a cega emulação de alguns antagonistas, triumphou gloriosamente entre os applausos dos maiores sabios!» Nem foi só com obras impressas, que os franciscanos tractaram de repulsar o ataque do seu adversario. Forjaram ao mesmo tempo satyras manuscriptas, em que o flagellavam despiedadamente. Entre estas ha umas decimas curiosas, e que certa tradição antiga, e não sei até que ponto digna de credito, attribue ao citado Cenaculo. Como estou persuadido de que serão de bem poucos conhecidas, e as tenho por documento não de todo desprezivel para a nossa historia litteraria, aqui as transcreverei fielmente da copia que possuo: Ao P. Fr. José Malachias, frade dominico, prégando na festividade da Academia Real um escandaloso e abominavel sermão, contra a fé pia do mysterio da Conceição immaculada da sanctissima Virgem Maria, senhora nossa. Para perfeita intelligencia do conteudo cumpre saber, que Diogo Barbosa fôra o censor que revêra e approvára o Sermão por parte do Desembargo do Paço e seu irmão Ignacio Barbosa o que egualmente o approvára por parte da Academia Real como se vê das respectivas qualificações de ambos, que andam nos exemplares impressos do mesmo Sermão.”


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Referência: 0911LM012

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