RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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BARROS, André de. VIDA DO APOSTOLICO PADRE ANTONIO VIEYRA

Da Companhia de JESUS, CHAMADO POR ANTONOMASIA O GRANDE: ACCLAMADO NO MUNDO Por Principe dos Oradores Evangelicos, Prégador Incomparavel DOS AUGUSTISSIMOS REYS DE PORTUGAL, Varão esclarecido em Virtudes, e Letras Divinas, e Humanas, Restaurador das Missões do Maranhaõ, e Pará. DEDICADA AO SERENISSIMO SENHOR INFANTE D. ANTONIO PELO P. ANDRÉ DE BARROS Da Companhia de JESUS. LISBOA: Na nova Officina SYLVIANA. M.D.CC.XLVI. [1746].

In fólio (de 30x21 cm) com [xxvi], 686 pags.

Encadernação da época inteira de pele com nervos e finos ferros a ouro na lombada por casas fechadas (com falta de um dos rótulos) e esquadrias douradas sobre as pastas.

Folha de rosto impresaa a duas cores. Ilustrado com belas vinhetas por Debrie e outros autores (uma delas repesentando Lisboa antes do terramoto); e com uma bela gravura de página inteira com o Padre António Vieira na Amazónia, pregando os índios do Brasil, assinada por Carlus Grandí, e datada de 1742.

Exemplar com leves picos marginais no interior.

Borba de Moraes Vol. I, pag. 83: '29x20 cm. 12 unnum ff. 686 pags. 1 portrait of Father Antonio Vieira engraved by Carolus Grandi and several vignettes representing the life of Vieira. Frontis in red and black. Sommervogel 1/927; Rodrigues, 348; S. Leite 9/359; Samodães 329'.

Inocêncio I, 59. “Padre André de Barros, Jesuita, Mestre de Theologia e Philosophia, Reitor do Noviciado de Lisboa, e Preposito na casa professa de S. Roque, Academico da Academia Real de Historia. Gosou no seu tempo dos creditos de grande prégador. - N. em Lisboa e ahi morreu no anno de 1754 aos 79 de edade. Vida do apostolico Padre Antonio Vieira, da Companhia de Jesus. Lisboa, na nova Off. Silviana 1746. Fol. de XXVI 686 pag. com o retrato do P. Vieira no acto de cathequisar um indio. Edição feita com esmero.

Um distinto crítico, tratando do mérito literário do autor, exprime-se assim: «Na vida do Padre Vieira mostra-se mais panegirista que historiador largo e até prolixo em coisas menos importantes, e nimiamente conciso nas mais graves. Emprega o estilo corrupto, que era estimado no seu tempo. Admirando com razão a simplicidade e candura das relações que escreveu Vieira, nem por isso o quis imitar na da sua vida.» Apesar destes defeitos, o livro foi incluído como classico no Catalogo chamado da Academia. P. Antonio Vieyra: “homem inegavelmente grande, e um dos maiores engenhos que Portugal há produzido, nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1608, e foi baptizado na freguesia da Sé a 15 do dito mês. Morreu na cidade da Baía de Todos os Santos, então capital dos estados da América portuguesa, a 18 de Julho de 1697. O espírito de nacionalidade, que poderá ser diversamente qualificado, parecendo a uns caprichoso, e a outros plausível, suscitou há pouco uma notável questão por parte de alguns brasileiros, que pretendiam desapossar Portugal da glória de ter visto nascer este varão insigne, contestando a opinião comum e geralmente assentada dos biografos, que lhe deram Lisboa por seu primeiro berço. Descobriram-se fundamentos mais ou menos procedentes, e buscaram-se rasões especiosas, que podiam até certo ponto justificar a dúvida, e cohonestar a pretenção.

A vida e acções do P. Vieira tem sido por vezes digno assunto das penas de respeitaveis escriptores, que nos puzeram ao alcance das suas particularidades, conforme o que cada um pôde obter. É o primeiro na ordem chronologica o P. André de Barros seu contemporaneo, postoque pessoalmente o não tractasse na Vida que compoz e imprimiu em Lisboa, 1746. É no sentir commum dos doutos o classico mais auctorisado, e por isso ninguem duvidou jámais usar de vocabulo, phrase, ou expressão achada nos seus escriptos, exceptuando apenas uma ou outra palavra, que o uso deu por antiquada. Seguir sempre em tudo e por tudo o falar de Vieira é uma segurissima regra de conseguir não só a pureza, mas o louvor de ter todo o conhecimento das subtilezas do idioma portuguez: porque nenhum outro classico temos, que escrevesse tanto, e sobre tão diversos assumptos. - Quanto ao estylo, pagou o irrecusavel tributo ao seculo em que viveu, e não aconselhariamos a ninguem que o imitasse, no que tem de vicioso. Muito mais poderia adduzir no mesmo sentido porém cumpre poupar a paciencia dos leitores, para quem taes digressões são ás vezes causa de enfadamento, havendo-as por prolixas e escusadas.

Direi agora alguma cousa acerca dos retratos que existem do P.Vieira. O primeiro, citado por Barbosa, é o que se gravou em Bruxellas, já depois do falecimento do dito padre em 1697, do qual não tive ainda occasião de ver algum exemplar. Porém d’elle são copias, conforme o mesmo Barbosa, os que pelo tempo adiante se abriram em Roma, Veneza e Barcelona, sendo-o tambem um, que no anno de 1745 reproduziu em Lisboa o artista francez Debrié, e que costuma acompanhar os exemplares da Arte de Furtar das edições de 1744. A perfeita conformidade d’este com os de Roma e Veneza posso eu attestar de facto proprio, porque possuo transumptos de todos tres, bem como dos dous modernamente gravados em Londres, e Paris, aquelle para ajuntar á edição da Arte de Furtar feita em 1820, este para adornar a collecção das Cartas Selectas compilada pelo sr. Roquete, a que já acima alludi. De todos elles differe notavelmente, tanto nas feições, como por ser de corpo inteiro, o que anda á frente da Vida de Vieira do P. André de Barros, gravado em Roma no anno de 1742 por Carlos Grandi. Lembro-me de ver em minha infancia, na sacristia da egreja do extincto Collegio de Nobres, incendiada depois com todo o edificio em 1842, um quadro pintado a oleo, e de grandes dimensões, onde estava retratado o P. Vieira, de vulto inteiro, na acção de prégar, e fazendo (segundo a lembrança que d’elle posso ter ao fim de quarenta annos) attendivel differença no semblante dos outros retratos acima mencionados. Por muito tempo julguei que elle tivesse perecido pasto das chamas, com outros que adornavam a dita sacristia, desde que aquella casa servira de noviciado dos padres da Companhia: porém ha pouco me asseverou pessoa para mim de muito credito, que todos foram salvos do incendio, e conduzidos para local seguro, onde ainda permanecem. Na casa da contadoria da Imprensa Nacional ha tambem um quadro pintado a oleo com o retrato de Vieira de meio corpo, que ali se conserva com outros, pelo menos desde o principio do presente seculo: porém este parece-me copiado de qualquer das gravuras supra mencionadas, por ser em tudo conforme a ellas..”

 Binding: contemporary full calf gilt at spine, and gilt with frames at folders.

Title page printed in two colors. Illustrated with beautiful vignettes by Debrie and by other authors (one depicting Lisbon before the earthquake of 1755 by Simon at the fisrt text page), and with a beautiful full page engraving of Father António Vieira in Amazonia, preaching to the Indians of Brazil, signed by Carlos Grandi, dated 1742.

André de Barros, the author of this biography, enjoyed in his time the credits of a great preacher. Vieira was undeniably a great man, and one of the greatest writers that Portugal produced. He was born in Lisbon in 1608 and died in the city of Baía, then the capital of the Portuguese America, in 1697.


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Referência: 0911LM019

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