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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. PEREIRA BAIÃO. (D. José) CHRONICA DO MUITO ALTO, E MUITO ESCLARECIDO PRINCIPE D. SEBASTIAÕ DECIMOSEXTO REY DE PORTUGALCOMPOSTA POR D. MANOEL DE MENEZES, Cronista mòr do Reyno, e General da Armada Real, &c. PRIMEIRA PARTE, Que contém os successos deste Reyno, e Conquistas em menoridade. LISBOA OCCIDENTAL, NA OFFICINA FERREYRIANA. M. DCC. XXX. (1730) De 29,5x19,5 cm. Com (xx)-392 pags. Encadernação da época com nervos, rótulo vermelho e ferros a ouro na lombada que está um pouco cansada. Folha de rosto impressa a duas cores, impressão a duas colunas. A segunda parte nunca chegou a ser totalmente publicada e são raríssimos os exemplares apresentam as poucas folhas que ainda se imprimiram. Inocêncio V, 97 e VI, 60. “P. JOSÉ PEREIRA BAYÃO, Presbytero secular, natural de Gondolim, termo de Villa-cova, no bispado de Coimbra. - N. a 23 de Março de 1690, e m. em Lisboa a 8 de Maio de 1743. - Barbosa na Bibl. tece pomposos e hyperbolicos elogios ao seu saber, dizendo «que era tão profundamente instruido na historia Portugueza, que referia todos os successos de que ella se compõe sem abrir livro, podendo restituil-a de memoria, se se perdesse, distinguindo com judiciosa critica o falso do verdadeiro, o certo do duvidoso, etc. etc.» E não menos «que fôra ornado de summa modestia, incorrupto procedimento e solida piedade.» Tudo assim será: mas parece que ha nos escriptos que nos deixou provas mais que sufficientes para julgarmos que a sua consciencia litteraria não era das mais apertadas, ou por outra, que não escrupulisava em sacrificar a verdade aos interesses, quando podia tirar d'ahi algum partido. O fragmento da segunda parte é rarissimo de encontrar, e d'elle tenho apenas notada a existencia de tres exemplares um no Archivo Nacional outro na livraria do sr. conselheiro Macedo e o terceiro que pertenceu ao advogado Abranches, e foi depois da morte d'este comprado pelo sr. Agostinho Pereira Merello, que ouvi dizer dera por elle 18:000 réis! Lembro-me de ouvir citar mais um ou dous exemplares, em poder de pessoas de cujos nomes não fiz memoria. Logo que esta chronica se publicou em nome de D. Manuel de Menezes foi reconhecida a fraude, e presumiu-se que era, senão toda, na maior parte, da propria lavra do seu publicador Bayão. Teve este de soffrer provavelmente algumas invectivas, que o obrigaram a levantar mão da empreza, e em logar de concluir a impressão da segunda parte, houve por melhor refazer de novo a obra, mais accrescentada e dal-a á luz em seu nome, com o titulo seguinte: Portugal cuidadoso e lastimado com a vida e perda do senhor D. Sebastião. D. MANUEL DE MENEZES, Commendador da Ordem de Christo, General da armada portugueza, Chronista-mór e Cosmographo-mór do reino, etc. - Foi natural de Campo-maior, na provincia do Alemtejo, e m. a 28 de Julho de 1628 Quanto a Chronica d'el-rei D. Sebastião, por elle escripta, e que deixára incompleta, existia o manuscripto no mosteiro d'Alcobaça, segundo declara Barbosa no tomo III da Bibl. (Vej. tambem D. Francisco Manuel, Epanaphoras pag. supracitada). Nunca se imprimiu, sendo-lhe falsamente attribuida (são palavras formaes de Barbosa) e apocrypha a que o P. Bayão publicou em seu nome, como já tive occasião de notar no tomo v, n.º I, 4552.” Referência: 0911LM032
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