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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. PORTO. (Fr. Rodrigo do) MANVAL DE | Confessores & penitentes,| Que clara & brevemente contem a vniuersal |decisam de quasi todas as duuidas q[ue] em | as confissões soem ocorrer dos pec- | cados, absoluições, restituyções, | censuras, & irregularidades. | Composto po ho muyto resoluto, & celebre Doutor Martim de Azpilcueta | Navarro Cathedratico jubilado de Prima em Canones, na Vniversidade | de Coymbra. Pola ordem de hu[m] Padre | Portugues, da prouincia da Piedade. | Acrecentado agora por ho mesmo Doutor, cõ as determinações de | muytas duuidas, que despoys da outra reformaçam lhe fora mandadas. | Hua das quaes vay sinalada com este sinal de estrella*. As outras em cinco | Comentários, de vsuras, cambios, Symonia mental. | Defesam do proximo, Defurto notauel, | & irregularidade. | Com seu Reportorio copiosissimo. COM PRIVILEGIO APOSTOLICO Real de Portugal, Castela, & Aragão. Impresso em Coimbra por Ioam de Barreyra. | Impressor da vniuersidade. M. D. LX. (1560) Uendese a Cruzado, em papel. De 21x14,5 cm. Com (xvi)-750-(ii) pags. Segue-se: COMENTARIO | resolutorio de onzenas, sobre ho capitulo | primeyro da questã. iiij. da .XIIIJ. causa, | cõposto por ho Doctor Martim | de Azpilcueta Nauarro. | Dirigido iuntamente cõ outros sobre ho principio do cap. | final de usuris. E ho capitulo final De Symonia. & ho | Capitulo Non in inferenda. Xxiij. quest. iij. E ho | cap. final. xiij quaest. final. | Ao muy alto & muy poderoso Senhor Dom Carlos, | Príncipe de Castela, & outros muytos & | muyto grandes Reynos | Nosso Senhor. | Para mayor declaraçam do que tem tratado em seu | Manual de Confessores. | Impresso em Coimbra, nos paços delRey | por Ioam de Barreyra Impressor | da Vniuersidade. | 1560. Com 168 pags. Segue-se: Reportorio geral & muy | copioso do Manual de Confessores. E dos | cinco come[n]tarios pêra sua decraraçam compostos… | Impressos em Coymbra por Ioam de Barreyra. | 1560. Com (lxxii) pags. inumeradas. Encadernação da época inteira de pele de porco sob tábuas de madeira, com falha na pasta posterior e vestígios da presença de fechos de prata. Exemplar com leves manchas de humidade nos primeiro e nos últimos fólios. Ex-libris manuscrito na folha de rosto “Da Livraria De Sam joan de Tarouca” e assinatura de posse coeva na folha do “Prologo introductorio.” Terceira edição em português, a primeira é de 1549 e a segunda de 1552. Impressão quinhentista de 42 linhas, composta em caracteres redondos e itálicos, as notas marginais em latim. Apresenta três páginas com a dedicatória á Princesa D. Joana, impressas em caracteres góticos. Capitulares xilogravadas e 3 frontispícios próprios para cada paginação. Privilegio para Portugal dado por D. João III, Privilegio para Castela dado pelo príncipe D. Filipe, futuro rei de Portugal. Privilegio dado pela Princesa D. Joana de Áustria, infanta de Portugal, mãe de D. Sebastião passado em nome por Carlos V. Privilegio para os reinos de Aragão dado por Carlos V. Licenças de Martinho Ledesma e Pedro de Llanes. Inocêncio considera o Comentário Resolutorio uma obra independente. Inocêncio VII, 181. “FR. RODRIGO DO PORTO. Franciscano da provincia da Piedade, natural da cidade do seu appellido. - Viveu no seculo XVI, porém não constam as datas precisas do seu nascimento e obito. O Manual (n.º 370) é em gothico. Camillo Castello Branco dizia que tinha comprado um exemplar da edição de 1549 por 800 réis e o vendera por 4$500.” Inocêncio VI, 152 e XVI, 372. “Azpilcueta V. a sua biographia e retrato na Collecção dos retratos e elogios de varões e donas, etc., por Pedro José de Figueiredo, e mais resumida nos Estudos biogr. de Barbosa Canaes a pag. 200. - Ha na Bibl. Nacional um seu retrato de meio corpo pintado a óleo.” Palau 1990 I, 150. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira III, 956. “Martinho de Azpilcueta. Celebre jurisconsulto espanhol nascido perto de Pamplona (Navarra) e chamado por isso Doutor Navarro, aparentado com famílias ilustres e antiquíssimas, às quais pertenceu também São Francisco Xavier. Foi convidado pelo governo francês a fazer parte do Parlamento de Paris. Recusando aquela honra. Regressou a Espanha, obtendo a cátedra de Prima Canones na famosa Universidade Salamanca, lugar que desempenhou com um critério tão inovador, que produziu uma verdadeira revolução no que então significavam os estudos universitários. Seguindo o conselho de Carlos V, aceitou o convite de D. João III de Portugal, para reger uma cátedra em Coimbra. Adquiriu grande renome após dezasseis anos de ensino, findos os quais foi reformado com um soldo de 1000 ducados anuais. Em prémio dos seus serviços o rei ofereceu-lhe o bispado de Coimbra, mas ele não aceitou. Confessor de Dona Joana de Áustria, foi-lhe por esta oferecido o bispado de Santiago de Compostela que também recusou. Filipe II convidou-o para exercer um posto no Conselho do Rei e outro no Tribunal Supremo da Inquisição, mas também não aceitou nenhum deles, preferindo dedicar-se exclusivamente às suas actividades de homem de Direito. Tomou para si a defesa de Frei Bartolomeu de Carranza, processado pela Inquisição, e conseguiu salvá-lo à força de talento e de dialéctica jurídica. Em Roma na intimidade dos papas Pio V, Gregório XIII e Sisto V, que apreciaram muito os seus dotes de talento, viveu ainda 19 anos. Faleceu em Roma em 1586, sendo-lhe prestadas honras soleníssimas por ordem do Papa Sisto V. Recebeu sepultura no templo de Santo António dos Portugueses. A mais importante das suas obras, o Manual de Confesores y Penitentes, foi publicada em Portugal e Espanha simultaneamente, e mais tarde em várias edições em Antuérpia, Roma, Colónia, Paris, Veneza e Wizburgo.” Azevedo e Samodães, 2535. “A composição tipográfica, embelezada de varias letras iniciais de desenhos de fantasia (gravura em madeira), foi executada com caractees redondos e itálicos de vários corpos, e ainda com algum gótico. Terceira edição do Manual de Confessores de fr. Rodrigo do Porto, reformado e largamente ampliado pelo célebre catedrático da Universidade de Coimbra dr. Martim de Azpilcueta Navarro. Os exemplares são presentemente muito raros.” Pinto de Matos, 47. “É livro estimado e pouco vulgar.” Anselmo 153. Referência: 0911LM055
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