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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. VELOSO. (Fr. Mariano da Conceição) ALOGRAPHIA DOS ALKALIS FIXOS VEGETAL OU POTASSA, MINERAL OU SODA E DOS SEUS NITRATOS, SEGUNDO AS MELHORES MEMORIAS ESTRANGEIRAS, Que se tem escripto sobre este assumpto.DEBAIXO DOS AUSPICIOS E DE ORDEM DE SUA ALTEZA REAL O PRINCIPE DO BRAZIL NOSSO SENHOR. POR Fr. MARIANNO DA CONCEIÇÃO VELLOSO. Menor Reformado da Provincia da Conceição do Rio de Janeiro, &c. PARTE PRIMEIRA Do Alkali fixo vegetal ou Potassa. LISBOA. M. DCC. XCVIII. [1798] NA OFFIC. DE SIMÃO THADDEO FERREIRA. In8.º de 20x15 cm. Com xiv-(i)-245 pags. Encadernação da época inteira de pele com ferros a ouro na lombada e nas cercaduras das pastas. Ilustrado com 3 gravuras desdobráveis, 1 tabela desdobrável e 21 estampas de espécies botânicas, representadas em chapas calcográficas coloridas manualmente e intercaladas no texto com a sua explicação cientifica. Esta obra, segundo o autor (vide página inumerada) é uma colecção de papéis a que se deu o nome de Alografia por tratar sobre a natureza dos sais, particularmente dos que são conhecidos pelo nome de Alcalis e constitui-se em quatro partes sendo esta a primeira baseada nos conhecimentos de Watson e de Born procurando mostrar a pratica dos melhores potasseiros europeus na extracção da potassa. Deste modo apresenta as memórias de Watson sobre os sais e alcalis e a sistematização de Born sobre os ácidos puros (Sulfídrico, muriático, nítrico, florídico, etc) e as experiências das substâncias alcalinas na branqueação e na coloração efectuadas por Kirwan. Por último o autor apresenta todo o processo industrial de combustão e redução dos vegetais a cinzas, e respectivo processo de lixiviação das cinzas para a obtenção das potassas. A explicação das 3 gravuras desdobráveis que antecedem as estampas coloridas do herbário, retratam uma oficina de potassa composta de 60 tonéis de lixiviação onde, através de vários recipientes, as lixívias passam às caldeiras de evaporação, das quais são cinco de ferro fundido dispostas para secar o salino. Na página referente aos livros publicados por este impressor encontra-se a publicação, nesta data, do Tomo II sobre a o tema da Soda, e o Tomo III sob o tema do Salitre, bem como vários cadernos soltos ao mesmo respeito. No final de cada volume o autor colocou as estampas da flora alográfica, das plantas de melhor nota, para a extracção de cada um dos sais, entre as quais figura em primeiro plano a Joanesia, descoberta e classificada pelo autor segundo a reforma botânica lineana, em homenagem ao Príncipe e futuro rei D. João VI. O autor salienta a importância das plantas e a sua nobreza acima de qualquer metal precioso, pois delas conseguem-se tirar matérias-primas tão ou mais puras do que dos metais e minérios, constituindo assim esta obra um monumento ao patrocínio régio dos estudos de botânica em Portugal e no Brasil. Inocêncio V, 54 e XIII, 122 “FR. JOSÉ MARIANNO DA CONCEIÇÃO VELLOSO, Franciscano da provincia da Conceição do Rio de Janeiro, d'onde veiu para Portugal, ao que supponho, em companhia de Luis de Vasconcellos e Sousa, vice rei que fôra no Brasil, quando este se recolheu do seu governo. Foi em Lisboa Director da Typographia Chalcographica, Typoplastica e Litteraria do Arco do Cego, creada em 1799 sob os auspicios de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, então ministro d'estado. Sendo este estabelecimento pouco tempo depois mandado incorporar na Imprensa Nacional por decreto de 7 de Dezembro de 1801, que se designava a esse tempo pelo titulo de Regia Officina Typographica, e passou a ter o de Impressão Regia, foi o P. Velloso nomeado para o logar de Director litterario da mesma juntamente com os professores Custodio José de Oliveira e Joaquim José da Costa e Sá, e o brasileiro Hypolito José da Costa. Filho de José Velloso da Camara e de Rita de Jesus Xavier. Vestiu o habito franciscano no convento de S. Boaventura em Macacú, em 1761 professou em 1762 recebeu as ordens sacras em 1766 eleito prégador em 1768. Em 1771 auxiliava os estudos de geometria no convento de S. Paulo, e então recebeu o titulo de confessor. Os seus estudos predilectos foram de botanica e refere se que, logo nos primeiros annos da vida claustral, transformára a cella n'um museu e n'um herbario. - Morreu de hydropesia na enfermaria do convento de Santo Antonio, do Rio de Janeiro, na noite de 13 para 14 de julho de 1811, sendo seguidamente a sua livraria, onde existiam alguns manuscriptos de Velloso, offerecida pelos religiosos á bibliotheca publica. Ficou sepultado no claustro”. Referência: 0912JC013
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