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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. RIGAUD. (Lucas) COZINHEIRO MODERNO, OU NOVA ARTE DE COZINHA, [3.ª EDIÇÃO]ONDE SE ENSINA PELO METHODO mais fácil, e mais breve o modo de se prepararem varios majares, tanto de carne, como de peixe: Mariscos, legumes, ovos, lacticinios: Varias qualidades de massas para pães, empanadas, tortas timbales, pasteis, bolos, e outros pratos de entremeio: Varias receitas de caldos para differentes sopas: Caldos para doentes, e hum caldo portativo para viagens longas. Com huma observaçaõ sobre algumas fructas o tempo de se colherem, tanto para se comerem na sobre mesa, como para doces, e se conservarem para o Inverno. DADO Á LUZ Por LUCAS RIGAUD Hum dos Chefes da Cozinha de Suas Magestades Fidelíssimas, &ampc. Terceira Edição correcta, e emendada. LISBOA M. DCC. XCVIII. [1798]. Na Offic. de Simão Thaddeo Ferreira. De 15x9,5 cm. Com (viii)-461 pags. Encadernação da época inteira de pele. Exemplar com leves manchas de humidade e picos de traça marginais nas ultimas páginas. Publicado em Lisboa no ano de 1780, o Cozinheiro Moderno de Lucas Rigaud foi a segunda obra de teor culinário a ser impressa em território português. Elaborada, segundo o autor, como antítese da Arte de Cozinha de Domingos Rodrigues, tentou estabelecer na sociedade portuguesa do final de Setecentos um novo modelo de gosto e cozinha. Certamente inspirado pela fama alcançada pelo seu companheiro de profissão, Lucas Rigaud faria uma obra à imagem e semelhança do Le Cuisinier Moderne de Vincent La Chappelle, com o claro intuito de introduzir definitivamente a nouvelle cuisine francesa em Portugal, bem como toda a variedade de receitas estrangeiras que a caracterizava. Das 715 receitas apresentadas, onde 146 são assinaladas como preparações “à moda” de determinado país, região ou personalidade, inclui 14 receitas de pratos “à Portuguesa” e cuja análise permite, em certa medida, conhecer e compreender a persistência de determinadas práticas alimentares, de origens recuadas, e que compõem o que hoje podemos denominar de identidade alimentar portuguesa. Não utilizava o gengibre, cominhos, anis ou açafrão nas suas receitas, advogando que os alimentos deveriam ter o seu gosto “natural”. Em substituição destes temperos usava diferentes ervas, como o manjericão, alecrim, cebolinho, funcho, coentros e trufas brancas. Dada a sua origem francesa, o azeite não consta de nenhuma das suas receitas, sendo a manteiga utilizada na sua substituição. Do seu autor pouco se sabe: de provável origem francesa, terá contado com uma larga atividade profissional em várias cortes europeias ao longo de trinta anos, após a qual fixou residência em Portugal em data indeterminada e tornou-se um dos cozinheiros reais de D. José I e, após a morte deste, de D. Maria I. Ref.: Inocêncio V, 203-204, 188. GOMES. (João Pedro) Cozinhar “á Portugueza” com Lucas Rigaud: identidade alimentar portuguesa no Cozinheiro Moderno. Referência: 1002CS006
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