RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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PACHECO PEREIRA COELHO DE MELLO. (José Mascarenhas) SENTENÇA DA ALÇADA QUE EL-REY NOSSO SENHOR Mandou conhecer da Rebellião succedida na Cidade do Porto em 1757

e daqual SUA MAGESTADE FIDELISSIMA NOMEOU PRESIDENTE JOAÕ PACHECO PEREYRA DE VASCONCELLOS, Fidalgo da Caza Real, do Concelho do mesmo Senhor, e seu desembargador do Paço, Deputado, e Promotor do Tribunal da Junta da Cruzada, &c. E ESCRIVAM JOZE’ MASCARENHAS PACHECO PEREYRA DE MELLO, Moço Fidalgo da Caza Real, do Dezembargo de Sua Magestade, e Dezembargador da Caza da Sulpplicaçaõ, Juiz Executor da Real Fazenda da Cruzada, Académico do numero da Academia Real da Historia Portugueza, das Reaes Academias, da Historia Geográfica, e Mathematica de Madrid, e Valhadolid, &c. PORTO: Na Officina do Capitaõ Manoel Pedroso Coimbra, Anno de 1758. In 4.º de 24,5x18 cm. Com (viii)132 pags. Encadernação da época inteira de pele, com falhas na lombada. Ilustrado com uma gravura alegórica representado o escudo de armas do rei D. José I coroado pela justiça, assinada Carl. Peixot. sculp. Port. Arnaldo Gama descreve este facto histórico no livro Motim Há Cem Anos. Está sentença que condenou há morte 26 pessoas, sendo 21 homens e cinco mulheres, dos quais se executaram 13, 8 tinham-se ausentado do reino, sendo banidos, das cinco mulheres 1 encontrava-se grávida e por isso não se executou a sentença. Puniram-se severamente um total de 478 pessoas, muitas foram degredadas, confiscadas, açoitadas etc. etc. Tratou-se de uma grande rebelião popular comandada pelo Juiz do Povo José Fernandes da Silva (de alcunha o Lisboa, provavelmente oriundo do Bairro Alto) e que foi apoiada por boa parte da sociedade portuense da época. Os amotinados forçaram a extinção da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, instituída em Setembro de 1756, determinando que se fechassem as tabernas da mesma Companhia e se devassassem os armazéns da companhia, abrindo alguns deles tabernas próprias sem licença. Curiosamente o Desembargador deste caso acabou por ser degredado para o Brasil, provavelmente por Jacobinismo. Inocêncio V, 65. “João Pacheco Pereira. N. na cidade de Faro, no Algarve, em 25 de Junho de 1720, sendo filho de João Pacheco Pereira de Vasconcellos, desembargador do Paço, etc. Depois de ter sido em Lisboa Desembargador da Casa da Supplicação, e Juiz executor da Fazenda da Bulla da Cruzada, foi a final despachado para o Brasil, provavelmente em 1758. José Mascarenhas achando se no Brasil, foi ahi mandado prender pelo Marquez de Pombal, em Janeiro de 1760, naturalmente por crime de inconfidencia, falso, ou verdadeiro, que se lhe imputou, e sepultado, isto é recolhido em uma das fortalezas d'aquelle estado, até á queda do ministerio. Regressou á patria, depois de solto.”


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Referência: 1003CS046

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