RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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XAVIER BOTELHO. (Sebastião José) HISTORIA VERDADEIRA DOS ACONTECIMENTOS DA ILHA DA MADEIRA

DEPOIS DO MEMORAVEL DIA 28 DE JANEIRO. ESCRITA POR ORDEM CHRONOLOGICA POR SEBASTIAÕ JOSÉ XAVIER BOTELHO, E COMPROVADA COM TESTEMUNHOS DA MELHOR FÉ DOS SEUS EMPREGOS, JERARQUIA E INDEPENDENCIA PARA DESTRUIR HUM LIBELLO FAMOSO IMPRESSO EM LONDRES POR HUM CIDADAÕ FUNCHELENSE, Que sem pejo urdio a seu bel prazer aquelle tecido de calumnias, o qual precede esta historia, para que os leitores possaõ fazer huma idéa exacta, e verdadeira de todos os acontecimentos. LISBOA: NA OFFIC. DE ANTONIO RODRIGUES GALHARDO, Impressor do Conselho de Guerra. 1821.

In 8.º de 20x14 cm. Com 20x14 cm. Com 61 pags.

Cartonagem recente com ex-libris da biblioteca do grande bibliofilo Avila Perez .

Obra sobre os acontecimentos de 1820, quando era Governador e Capitão-General Sebastião Xavier Botelho. Os ecos da revolução iniciada no Porto chegaram tardiamente à Madeira e provavelmente o incerto quanto ao desfecho dos acontecimentos levaram o Governador resguarda-se até ter conhecimento, em Janeiro de 1821, da aceitação do sistema representativo por D. João VI. Aquando da proclamação solene no Funchal, em 28 de Janeiro de 1821, Sebastião Xavier Botelho aparece na guarita do baluarte norte da Fortaleza-Palácio de São Lourenço dando vivas ao Rei, às Cortes, à Constituição e ao Governo do Reino, perante a multidão aglomerada no Largo da Fortaleza. Posteriormente ocorreu uma reacção por parte da Igreja – na pessoa do Bispo de Elvas, residente no Funchal – que se recusou a assinar a Constituição, tendo ocorrido vários incidentes públicos e privados relatados neste opúsculo.

Inocêncio VII, 224: “SEBASTIÃO XAVIER BOTELHO, Par do Reino em 1835 Comendador da Ordem de Cristo, etc. Tendo-se formado na faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, foi sucessivamente Provedor dos Resíduos e Cativos, Juiz dos Direitos Reais da Casa de Bragança, Desembargador da Relação do Porto, Inspector Geral dos Transportes para o Exercito, Juiz do Comissariado Britânico durante a Guerra Peninsular Inspector dos Teatros, Desembargador da Casa da Suplicação do Rio de Janeiro Deputado da Junta dos Arsenais e Fundições no Brasil, Director do Liceu Nacional em 1822 Capitão General da Ilha da Madeira e de Moçambique, e nomeado no mesmo cargo para as ilhas dos Açores e reino de Angola, Membro do Conservatório Real de Lisboa, etc. Nasceu em Lisboa a 8 de Maio de 1768, sendo filho natural de Tomás José Xavier Botelho, que o era legítimo do quarto Conde de S. Miguel, Álvaro José Xavier Botelho. Morreu a 21 de Maio de 1840, como se lê no epitáfio do seu túmulo, colocado no cemitério dos Prazeres. Para a sua biografia veja. Elogio Historico, escrito pelo Sr. Alexandre Herculano, e impresso no tomo II das Memórias do Conservatório, e a Resenha das Famílias titulares de Portugal (a pag. 220), onde vem miudamente descritos os seus postos, cargos e condecorações. História verdadeira dos acontecimentos da Ilha da Madeira depois do memorável dia 28 de Janeiro, escrita por ordem cronológica.... para destruir um libello famoso, impresso em Londres por um cidadão funchalense. Lisboa, na Offic. de António Rodrigues Galhardo 1821. 4.º de 61 pag'.


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Referência: 1006JC123

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