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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. AMATUS LUSITANUS. [aliás João Rodrigues de Castelo Branco] Curationum medicinalium centuriae quatuor. Hieronimus Froben. Basel. 1556.AMATI LVSITANI, | MEDICI PHYSICI PRAESTAN= | tissimi, Curationum medicalium Centuriae quator, quarum duoe priores ab auctore sunt recognite, due posteriores nunc primum edite, uaria omnes | multiplicique rerum cognitione refertae: Quibus praemissa est Commenta- | tio De introitu medici ad aegrotantem, deque crisi & diebus decre | toriis, medicae rei studiosis utilíssima. | Accessit his Index rerum memorabilium copiosissimus. | [Marca de Hieronimus Froben]. BASILEAE, ANNO M. D. LVI. In fólio de 33x22 cm. Com [xvi], 406, [xxxiv] fólios. Encadernação da época inteira de pele com ferros a seco nas pastas e nervos na lombada, um pouco cansada. Exemplar com grandes margens, título de posse rasurado na folha de rosto, leves manchas de humidade, sublinhados e anotações coevas. Ex-libris armoriado de Malan de Merindol e assinaturas de posse dos médicos Cornelius Niessenhaue e Eduardus Niessenhaue, 1620, nas folhas de guarda. Amato Lusitano, médico português de origem hebraica, publicou sucessivamente ao longo da sua vida um total de sete centurias, que foi acrecentando ás edições. Nesta edição das primeiras quatrocentas; as duas primeiras centúrias (ou centenas) foram revistas pelo autor em relação às edições anteriores. Obra com as primeiras Quatro Centúrias (ou centenas) de casos médicos com os seus tratamentos e comentários pelo mais excelente médico português, conhecido por Amato Lusitano. As duas centúrias seguintes até aqui nunca tinham sido publicadas, estão todas repletas de premissas e de importantes conhecimentos. Na introdução contém um capítulo, ou livro, com código deontológico, onde se encontra o que é necessário analisar e as medidas terapêuticas que deverão ser tomadas pelos médicos nos primeiros dez dias e nos vinte dias de acompanhamento da doença. A obra é antecedida por um índice de todas as centúrias com o título de cada caso clínico. As melhores centurias começam pela descrição da situação clínica, passando para a abordagem terapêutica e terminam com a Scholia (comentário; discussão; explicação) é aqui que o autor demonstra toda a sua qualidade cientifica e erudição, fundamentando as suas opiniões nos autores clássicos e nos seus contemporaneos. No final da obra encontra-se um índice analítico com as expressões e palavras mais importantes. Trata-se da primeira edição conjunta das quatro centúrias, conservando os textos das dedicatórias prefácios de cada volume. Na primeira centúria existem duas curas diferentes com o número de ordem 52 repetido. A obra não inclui a dedicatória prefácio da segunda centúria. Contém a dedicatória prefácio da primeira centúria (fol. a2) dedicada ao Cosmo de Medicis Príncipe da Toscânia, a dedicatória prefácio a D. Afonso de Lencastre, embaixador de Portugal na Santa Sé, datada de 1554, integrada no texto da terceira centúria desta edição (p. 211); e na quarta centúria (p.316) datada de 1553 inclui uma carta do filósofo toledano Ambrósio Nicandro que foi quem lhe chamou Amatus (“vocatur enim Amatus” pag. 316). Cada caso clínico contém um título, antecedido de uma letra capital decorativa xilogravada, seguindo-se na maioria dos casos a “Scholia” (texto que se encontra impresso com outro tipo de letra de caixa mais reduzida) com o comentário/explicação/discussão científica do autor, e respectivas remissões aos autores clássicos e às opiniões e opções dos seus colegas médicos. O autor escolheu conjuntos de práticas médicas que se afastavam do padrão quotidiano para com elas explicar procedimentos e recomendar terapêuticas. Transformou-as em livros de memórias do seu exercício profissional ao longo de 40 anos. Os seus casos foram recolhidos em toda a Europa por onde viajou: Península Ibérica; Península Itálica e Flandres, tendo depois estado na Península Balcânica. GEPB, VI, 188: “Castelo Branco. (João Rodrigues de) mais notável médico português do século XVI, conhecido por Amato Lusitano, nasceu em Castelo Branco em 1511 e morreu a 21.I.1568. Era judeu e estudou medicina em Salamanca. Começou, desde muito novo, a mostrar aptidões excepcionais para esta ciência, o que lhe permitia fazer clínica nos hospitais daquela cidade, a despeito da sua pouca idade, com o consentimento dos seus mestres. Querendo voltar a Portugal, mas receando o estabelecimento do tribunal da Inquisição, deliberou visitar vários países estrangeiros, em todos contraindo amizade com notáveis homens da ciência, espalhando-se rapidamente por toda a Europa, a fama da sua grande erudição e processos clínicos. Recebeu convite de vários governos para exercer a medicina nos seus países, optando pela Itália, aí fixando residência. Professor de anatomia em Ferrara, o seu nome está ligado à descoberta da circulação do sangue, tendo sido ele, quando assistente e colaborador de Canano, quem, na veia ázigos descobriu as válvulas venosas, descoberta que depois foi atribuída a Canano e contestada por Vesálio, Falópio, Eustáquio e outros. Devem-se-lhe notáveis observações cirúrgicas e médicas. Naturalista, prático e observador muito subtil, foi ao mesmo tempo extraordinário terapeuta, muito versado em botânica médica. Vítima na Itália de diversas perseguições por seguir a religião hebraica, veio a falecer em Salónica, no Império Otomano, onde se refugiara. Amato Lusitano é justamente tratado pelos modernos tratados da história da medicina como o tipo do médico erudito do séc. XVI, pela maneira maravilhosa como estava adestrado na prática médica e cirúrgica, e que não só possui os conhecimentos aproveitáveis do hipocratismo, do galenismo, e do arabismo, isto é, não só tinha a cultura clássica, mas a latina. Sabendo o latim, o grego, e provavelmente o árabe, o que lhe permitia a leitura no original de toda a obra de valor que se acumulara até ao seu tempo, Amato possuía também um espírito crítico privilegiado e uma decidida tendência para deixar em segundo plano o estudo dos textos já antiquados, preferindo reunir observações completas e em elevado número como único meio de progredir no estudo das doenças, não só do debaixo do ponto de vista da sintomatologia como da etiologia e tratamento. No seu entender, considerava os doentes como verdadeiros tratados a consultar, tendo sido desta forma que reuniu documentos valiosos sobre a Anatomia, a Patologia, a Epidemiologia, e a terapêutica médica e cirúrgica. Escreveu entre outras obras que se perderam, as seguintes obras em latim: Index Dioscorides, 1536; In Dioscórides De Medica Materia Librum Quinque Enarrationis, 1556; Curationium Centurioe Septem, 1556; e outras, em expunha as suas doutrinas sobre a ciência que tão notavelmente cultivou”.
The work is preceded by an index of all the centuries with the title of each clinical case. At the end contains an index of important words and phrases. Each case study contains a title, preceded by a decorative capital letter, followed in most cases the "Scholia" (its text is printed with a different and smaller font) with the scientific commentary / explanation / discussion of the author, and the references to classical authors and the points of view and options of his medical colleagues. The author chose sets of medical practices that departed from the standard everyday with them to explain procedures and recommend a treatment. He turned his medical practice for over 40 years into a compendium of clinical memoirs. His cases have been collected throughout Europe where he traveled: Iberian Peninsula, Italian Peninsula and Flanders, and later in the Balkan Peninsula. This is the first joint publication of “Four Centuries”, preserving the text of the dedicatory prefaces to each volume. In the first century there are two different cures with the order number 52 repeated. It does not include the dedication preface to the second century. Contains the dedicatory preface to the first century (Fol. a2) dedicated to Cosmo de Medici Prince of Tuscany; the dedicatory preface to D. Afonso de Lencastre, Ambassador of Portugal to the Holy See, dated 1554, included in the text of the third century of this issue (p. 211); and in the fourth century (p.316), dated 1553, includes a letter from the philosopher of Toledo, Ambrose Nicander, who the one calling the author Amatus ("vocatur enim Amatus" page. 316). GEPB, VI, 188, " Amato Lusitano, born João Rodrigues, in Castelo Branco, in 1511, and died in Thessaloniki in 21.I.1568. He was the most outstanding Portuguese physician of the sixteenth century. He was of jewish background and studied medicine at Salamanca in Spain. Showing exceptional skills for this science at a young age; it allowed him to enter the clinical hospitals of the city with the consent of his masters. Amato fearing the establishment of the Inquisition decided to visit many foreign countries, in all contracting friendship with notable men of science; spreading rapidly across Europe the fame of his great learning and clinical processes. He was invited by various governments to practice medicine in their countries, opting to Italy, and settling there. Professor of anatomy at Ferrara, his name is linked to the discovery of blood circulation. He was then assistant and collaborator of Canano, and discovered the venous valves - findings later attributed to Canano. In his medical and surgical observations Amato was a very good observer, an extraordinary therapist, and well versed in medical botany. Victim of various persecutions in Italy he died in Thessaloniki, in the Ottoman Empire. Amato Lusitano is justly treated by modern medicine as the prototype of medical scholar of the XVI Century for the wonderful manner he was trained in medical practice and surgery, knowing Latin, Greek, and probably Arabic, which allowed him to read the original value of all the work that had accumulated up to his time. Amato also had a critical mind and a privileged the tendency to leave in the background the study of texts already outdated, preferring to gather observations as the only way to progress in the study of diseases, not only on the point of view of symptoms as well as the patient’s reactions to treatment. In his view he considered patients as “living treatises”, and in this way he brought together valuable documents on the Anatomy, Pathology, Epidemiology, and surgical and medical therapy. He wrote many other works that were lost, and the following works in Latin: Index Dioscorides, 1536; In Dioscorides De Materia Medica Librum Quinquis Enarrationes, 1556; Curationium Septem centurions, 1556, and others in exposing its doctrines on the science he so remarkably cultivated". Bound in contemporary calf, rubbed, front outer joint cracked, lacking ties, inner hinges cracked and repaired between endpapers and title or last leaf. Minor spotting and slight water staining in places, some old manuscript underlining and annotations, ink stains to few leaves, contemporary handwritten ownership at bottom of titlepage. Printed in a large margin paper. Ex-libris with the coat-of-arms of Malan de Merindol and signatures of Cornelius Niessenhaue and Eduardus Niessenhaue, 1620, Medical Doctors. Bibliographical references: VD 16, R2727; IA 104.557; Adams A 915; Wellcome I 263; DSB 8, 554 (Lusitanus). B. Machado I, 129 (1741); Enciclopédie Méthodique, Médicine, II p. 105 (1790); M. Lemos, p. 202 (1907); Friedenwald [1944/1967] nº 14 (1937); L. Dias, p. 141 (1940); BGP, III, 162 / / 22, p. 459 (1983); A. Gouveia, p. 77 (1985), Alves Dias (José) Amato Lusitano e a sua Obra, nº 21, p. 115 (2011). No copies available at the BNP. Referência: 1111CS001
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