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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. SÁ DE MENESES. (Francisco de) MALACA CONQVISTADAPOEMA HEROICO POR FRANCISCO DE SAA DE MENEZES. ANTIGAMENTE Impresso: agora refornado. OFFERECIDO A Real Magestade de el Rey Dom AFFONSO VI. Nosso Senhor. EM LISBOA. Com todas as licenças necessárias. Por Paulo Craesbeeck, anno 1658. In 8º (de 18x13 cm) com [xii], 396 pags. Encadernação da época em pergaminho flexível com o título manuscrito na lombada. Exemplar da 2ª edição com oxidação natural do papel utilizado na impressão. Obra clássica da literatura portuguesa e importante fonte para a história das nossas conquistas no Oriente cuja primeira edição foi publicada em 1634. Barbosa Machado 2, 250. Inocêncio III, 52 e IX, 370: “Francisco de Sá de Menezes, Comendador da Ordem de Cristo, e natural da cidade do Porto. Depois de viúvo professou na Ordem de S. Domingos, entrando no Convento de Benfica, com o nome de Fr. Francisco de Jesus, e morreu piamente, segundo dizem, no ano de 1664. Sahiu em segunda edição com o seguinte título: Malaca conquistada: poema heroico. Antigamente impresso, agora reformado. Offerecido á real magestade d"el-rei D. Affonso VI nosso senhor. Lisboa, por Paulo Craesbeeck 1658. 4.º (Barbosa tem erradamente Pedro em logar de Paulo, e o mesmo erro se acha no pseudo Catalogo da Academia.) Colige-se do prologo respectivo que o auctor ía já adiantado em anos, quando empreendeu esta reimpressão do poema, no qual fez consideráveis mudanças e acrescentamentos: de modo que, só no primeiro livro dos dez que o compõem, tem de mais quatorze estâncias. Pelo que, a segunda edição é indubitavelmente preferivel á primeira. Os preços de uma e outra no mercado tem sido contudo os mesmos, valendo os exemplares de qualquer delas de 1:200 até 1:600 réis, quando bem tratados. Não têm sido concordes os juízos dos críticos acerca do mérito deste poema. José Maria da Costa e Silva o tinha em grande conta, e afirma que « pelo bem arquitectado de sua fabula, variedade e bem sustentado dos caracteres, movimento dramático, rica invenção dos seus episódios, formosura de suas descrições, e poesia verdadeiramente épica, lhe cabe de justiça o primeiro lugar entre os nossos épicos, depois de Camões». Francisco Dias Gomes é-lhe menos favorável. «Este poema (diz ele) tem tido seus panegiristas, apesar dos defeitos que desfiguram o plano da sua invenção como epopeia, das frequentes incorrecções da sua dicção, e do pouco conhecimento que teve o seu autor das cesuras, que constituem a harmonia métrica do idioma.» (Obras poeticas, pag. 40.) E n"outro logar (pag. 296) afirma positivamente: «que a Malaca é a mais inferior das nossas epopeias regulares, sem que contudo sirva de descrédito ao nosso idioma.» Um dos críticos, que não só pretende emparelhar este nosso epico com Luis de Camões, mas quase o julga superior, e considera a sua Malaca conquistada ao menos como a nossa segunda epopeia nacional, é Bartolomeu Soares de Lima Brandão. (V. nas suas Obras poéticas a nota a pag. 116).”
Referência: 1305JC043
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