RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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KEMPIS. (Thomas a) IMITAC,AM DE CHRISTO

Que vulgarmente se intitula CONTEMPTUS MUNDI, Dividida em quatro livros; Escrita pelo Ueneravel THOMAS DE KEMPIS, Conego Regualr de S. Agostinho. EM LISBOA. Na Officina de Domingos Carneiro. ANNO 1679.

In 12º (de 14x8 cm) com [viii], 342, [viii] pags.

Encadernação da época em pergaminho flexível com o titulo caligráfico na lombada e atilhos nas pastas.

Ilustrado com 4 gravuras de página inteira xilogravadas com cercaduras ornamentais executadas com tarjas de motivos vegetalistas e 3 vinhetas, nomeadamente: 1ª gravura Crucificação de Cristo, no reverso do fólio A4 que antecede o Livro Primeiro da Imitação de Cristo (do Desprezo do Mundo). - 2ª gravura a Ressurreição no reverso do fólio D4 que antecede o Livro Segundo da Imitação de Cristo (da Conversão interior) e Ascensão de Cristo aos Céus, esta gravura encontra-se impressa ao contrário [possivelmente com significado velado: Cristo ressuscitou e encontra-se na terra entre os homens, i. e. no plano inferior da gravura]. - 3ª gravura: é igual à 1ª Crucificação no reverso do fólio E12 que antecede o Livro Terceiro da Imitação de Cristo (da Consolação Interior). - 4º gravura: É igual á 1ª e á 3ª Crucificação de Cristo no reverso do fólio M8 que antecede o Livro Quarto da Imitação de Cristo (ou Tratado da Sagrada Comunhão) cuja primeira folha de texto se encontra especialmente impressa dentro de uma esquadria tipográfica com tarja decorativa.

Vinhetas: - 1ª vinheta na folha de rosto verso do fólio A1 [Cristo e todos os homens carregam a sua cruz] - 2.ª vinheta no verso fólio A2 (retrato de meio corpo do P. António da Conceição Evangelista Fundador do Mosteiro de Xabregas) na dedicatória da obra a P. António da Conceição. - 3ª vinheta no verso do fólio D4 monograma da Companhia de Jesus IHS ladeado de 2 querubins colocada no final da Imitação de Cristo e precedendo o “Aviso da Madre Theresa de Jesu para as freiras, tiradas de suas obras, e trazidos neste lugar para todos os que desejam guardar a perfeição espiritual”. - 4ª vinheta igual a 3ª no reverso do fólio R4 que antecede o índice.

3ª edição em língua portuguesa, as antecedentes foram publicadas em Lisboa, por João da Costa nos anos de 1670 e 1673, sendo a tradução portuguesa das mesmas atribuída a Fr. António Pádua e Belas. Exemplar com título de posse manuscrito coevo no pé da folha de rosto “Pedro Quarª de Carvº” [Pedro Quaresma de Carvalho?].

A Imitação de Cristo é uma obra devocional sobre a vida de Jesus, atribuída ao monge copista Tomás Kempis, foi escrita originalmente em latim e terá sido traduzida em português circa de 1468, por Frei João Álvares, Abade Comendador do Mosteiro Beneditino de Paço de Sousa, com o intuito de transmitir os seus ensinamentos aos frades do Mosteiro, de forma a manter intacta a disciplina monástica e o desapego do mundo. Esta vontade é expressa numa carta que acompanha o manuscrito que é enviado pelo Abade, ausente em Bruges em 1468, aos monges do seu mosteiro. A primeira edição em português impressa de que há notícia data de 1670, com tradução de Diogo Vaz Carrilho: “Imitação de Cristo que vulgarmente se intitula Contemptus Mundi, escripta em latim pelo Venerável Thomas de Kempis”. Lisboa, João da Costa.

Inocêncio II. 177 , III, 217: “ Padre Diogo Vaz Carrilho, Presbytero da Congregação do Oratorio, e durante algum tempo Preposito na casa de Sancta Helena da cidade de Cadix. Foi natural de Lisboa, e segundo diz Barbosa, varão insigne em virtudes, que exercitou pelo largo espaço de sua vida, sem todavia nos declarar as datas do seu nascimento e óbito. IMITAÇÃO DE CHRISTO, obra «a mais bela que tem saído das mãos dos homens» na opinião do abbade Rahrbacher, e que traduzida em todas as linguas da Europa, contava, segundo o cálculo feito há já bastantes annos, para mais de mil e oitocentas edições! Longa e renhida controversia se levantou, e subsiste ainda na república litteraria acerca de quem seja o verdadeiro auctor deste livro, que no original latino se intitula Contemptus Mundi. Pretenderam uns attribui-lo ao chanceller da Universidade de Paris, João Gerson; outros a Fr. João Gersen, abade de Verceil; e outros finalmente a Thomás de Kempis, cónego regular de Santo Agostinho. Mais de cento e trinta obras têm sido escritas, com o fim de esclarecer esta questão bibliografica, porém o resultado de todo este trabalho é que o ponto pende indeciso, e se torna cada vez de resolução mais dificil. Tão poderosos são os argumentos que tem contra si qualquer dos pareceres que se tracte de abraçar! Vindo porém ao nosso principal intento, que é a enumeração das traducções, que em nossa linguagem se fizeram do Contemptus Mundi começarei por indicar a mais antiga, a que aludem alguns nossos bibliografos, e que segundo elles, foi impressa em Leiria, ainda no seculo XV. (Seria esta porventura a que se diz fizera Fr. João Alvares, secretário do Infante Santo D. Fernando?). António Ribeiro dos Sanctos menciona essa edição na sua Memoria para a hist. da Typ. Port. no século XV, ja por vezes citada; mas nem ele, nem algum outro declaram ter visto exemplar dela em local designado, nem memória de que o houvesse em tempo conhecido. Assim esta notícia pertence à classe das tradições incertas, e suspeitosas, de que o bibliógrafo consciencioso não pode tirar partido”.

 Binding: contemporary flexible vellum with handwriten title at spine.

Illustrated with four full page woodcut plates, ornamental framings, three vignettes, including: 1st plate of the Crucifixion of Christ, on the reverse of folio A4 prior to the First Book of the Imitation of Christ (the Contempt of the World). - 2nd engraving: the Resurrection and Ascension of Christ into heaven on the reverse of folio D4 preceding the Second Book of the Imitation of Christ (the Inner Conversion). This plate is printed upside down [possibly with veiled meaning: Christ is risen and is on earth among men]. - 3rd engraving: equal to the 1st one, the Crucifixion, stands on the reverse of folio E12 preceding the Third Book of the Imitation of Christ (Inner Consolation). - 4th engraving: equal to 1st and 3rd plates of the Crucifixion of Christ standing on the reverse of folio M8 preceding the Fourth Book of the Imitation of Christ (or Treaty of Holy Communion) whose first text sheet is specially printed with a decorative typographical frame.

Vignettes: - 1st vignette on title page folio A1 [Christ and all men carry their crosses] – 2nd vignette on the back folio A2 (half body portrait of Father António da Conceição Evangelista Founder of the Monastery of Xabregas, Lisbon) in the dedication of the work to P. António da Conceição. - 3rd vignette on the reverse of folio D4 monogram of the Society of Jesus IHS flanked by two cherubins; placed at the end of the Imitation of Christ and preceding the 'Notice of Mother Theresa of Jesus for the nuns, drawn from her works, and brought onto this place to everyone who wish to reach the spiritual perfection'. - 4th vignette (equal 3rd vignette) on the reverse of folio R4 preceding the index.

3rd English edition, the previous editions were published in Lisbon by João da Costa in the years 1670 and 1673, in a translation attributed to Fr. António Padua e Belas.

Copy with handwritten contemporary ownership at bottom of title page: “Pedro Quarª de Carvº” [Pedro Quaresma de Carvalho?].

The Imitation of Christ is a devotional book about the life of Jesus, attributed to the copyist monk Thomas of Kempis originally written in Latin. It has been translated into Portuguese circa 1468, by Frei João Álvares, Abbot of the Benedictine Monastery of Paço de Sousa with order to convey its teachings to the monks of the monastery and to regulate the monastic discipline and detachment from the world. This will is expressed in a letter accompanying the manuscript that is sent by the abbot, absent in Bruges in 1468, to the monks of his portuguese monastery. The first (known) printed edition is in 1670, translated by Diogo Vaz Carrilho.

Inocêncio II. 177, III, 217: 'the most beautiful work that has gone out of the hands of men' in the opinion of Abbot Rahrbacher, and translated into all the languages of Europe, had, according to the calculation already more than eighteen hundred editions! Long and fierce controversy arose, and still subsists about who is the true auctor of this book, which in the original Latin is entitled Contemptus Mundi. The oldest translation to Portuguese, according to some of our bibliography was printed in Leiria, still in the 15th Century”.


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Referência: 1305JC058

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