RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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MONTARROIO MASCARENHAS, José Freire de. EPANAPHORA INDICA.

Na qual se dà noticia da viagem, QUE O ILLUSTRISSIMO SENHOR MARQUEZ DE CASTEL NOVO Fez com o Cargo de Vice Rey ao Estado da India, e dos primeiros progressos do seu governo; e se referem tambem os sucessos da viagem do EXCELLENTISSIMO, E REVmo. SENHOR D. Fr. LOURENÇO DE SANTA MARIA, Arcebispo Metropolitano de Goa, PRIMAZ DA AZIA ORIENTAL, Sua chegada, entrada, e suas funçoens Archiepiscopaes, ESCRITA Por J. F. M. M. LISBOA: Ano M. DCCXLVI. – MDCCLII. [1746 - 1752].

Obra em 6 partes encadernadas em 1 volume. In 4º (de 21x16 cm » 19,5x13 cm).

Encadernação do séc. xx inteira de pele com nervos e ferros a ouro e a seco ao gosto do século dezoito.

Ilustrado com um mapa desdobrável (de 33x59 cm) impresso em chapa de metal e com a legenda: “Planta de Goa na Índia e suas Terras confinantes. F[eito] por d’Orgeval,. 1747”. Abrange as Terras já Conquistadas e as Terras do Bonsulo, a Ilha de Goa, e a Provincia de Salcete até ao Cabo da Rama.

Conjunto de 6 partes com folhas de rosto próprias impressas em datas diferentes: 1746, 1747, 1748 (2 partes nesta data), 1750 e 1752; encontrando-se todas as partes por aparar.

Exemplar com leves manchas de acidulação natural do papel.

Obra contém as notícias sobre a expansão militar portuguesa ocorrida neste período e sumariadas nas folhas de rosto, das quais reproduzimos excertos, nomeadamente: na Parte II o Marquês de Castelo Novo, Vice-Rei do mesmo Estado, e nele Capitão General das Armas Portuguesas, destruindo a Rama Chandra Saunto, e Zeimaro Sanctu, Bonsulôs, Sadassays de Cudalle Principes Poderosos no continente da Índia, vizinhos de Goa; na Parte III expõe-se a expugnação  da Fortaleza de Terecol pelo mesmo Vice-Rei, a tomada da Armada dos Bounsulós; e a rendição da Cidade de Rary; na Parte IV na qual se deram os progressos Politicos, Militares, e Civis, que no decurso do ano de 1747 se fez no Governo do Marquês de Alorna Vice-Rei e Capitão General do Estado da Índia; na Parte V continuam os progressos do governo de Marquês de Alorna e expõem-se as rendições das Praças de Neuty, Carly, e Vangrollen, e mais sucessos do ano de 1748; na Parte VI continuam-se e finalizam-se os progressos do Governo do Vice-Rei  Marquês de Alorna e expõem-se as disposições que se fez para defender o Estado da Invasão que nele pretenderam fazer os Bonsulós, aliados com os Dessais de Chicory, e Quintur, e com os Marattaz, a gloriosa peleja de duas Naus Portuguesas com a Armada dos Maratas; e a entrega que se fez do governo do Estado da Índia ao Marquês de Távora.

Inocêncio IV, 352: “José Freire de Monterroyo Mascarenhas, natural de Lisboa, e filho de Manuel Alvares Freire Mascarenhas e de D. Ursula Maria de Monterroyo, [nasceu em 1670 – faleceu circa 1749 (?)]. Concluídos na pátria os estudos de humanidades, o doutrinado nas especulações filosóficas e matemáticas, tais como naquele tempo se ensinavam em Portugal, quis ampliar os seus conhecimentos, e para o conseguir empreendeu em 1693 uma viagem de instrução. Consumiu nela dez anos, discorrendo nesse intervalo por Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Hungria, Itália e Inglaterra, tornando-se versado nos idiomas de todos estes países, e adquirindo variado cabedal de notícias da historia contemporânea, e dos diversos interesses políticos e diplomáticos das potências europeias. Nos anos de 1704 a 1710 serviu como Capitão de cavalaria na guerra da successão de Espanha. Entrando no ócio da paz, voltou-se de novo para a lição dos livros, e mais principalmente para a dos jornais políticos e noticiosos que então se publicavam na Europa, a cuja imitação fez ressurgir em Portugal a Gazeta de Lisboa, de que foi redactor por mais de quarenta anos, publicando durante o mesmo período em pequenas relações e folhetos avulsos a noticia de todos os sucessos, mais ou menos importantes, que por então excitavam o interesse e curiosidade do público. Foi membro de quase todas as Academias e associações literárias que no seu tempo que floresceram em Portugal, tais como as dos Unícos, dos Canoros, dos Generosos, dos Anónimos, dos Aplicados, da Scalabitana, etc. 3429) (C) Epanaphora indica, na qual se dá noticia da viagem do ill.mo e ex.mo sr. Marquez de Castello-novo. Lisboa, sem nome do impressor 1746. 4.º de 59 pag. Anonymo. Epanaphora indica. Parte II. Ibi, 1747. 4.º de 70 pag. Parte III. Ibi, 1748. 4.º Parte IV. Ibi, 1749, 4.º Parte V. Ibi, 1750. 4.º Parte VI. Ibi, por Francisco da Silva 1752. 4.º de 72 pag”.


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Referência: 1312CS069

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