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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. SÁ-CARNEIRO. (Mário de) CÉU EM FOGO:OITO NOVELAS de Mario de Sá-Carneiro. Livraria Brazileira Monteiro & Compª, Rua Aurea - Lisboa -1915. In 4º (de 23,5x16cm) com 325 páginas e 3 fólios finais inumerados, incluindo o colofón. Brochado. Exemplar apresenta: - capa de brochura desenhada por Pacheco com leves danos, leves falhas, e oxidação natural do papel. - dedicatória do autor sobre a folha de anterrosto datada (sem local, Lisboa?) « em 18 Maio 1915 ». - Justificação da tiragem: 337 [exemplar nº 337 de uma tiragem não justificada/identificada no exemplar]. - o cartão ou lembrete original da edição com as ERRATAS. A obra presenta 3 fólios finais incluindo o colofon que transcrevemos: «Acabou de se imprimir este volume do 'CÉU EM FOGO' aos 28 de Abril de 1915, nos prelos da Tipografia do Comércio, 10, Rua da Oliveira, ao Carmo, Lisboa. A fotogravura da capa foi executada nos ateliers de A ILUSTRADORA, 17, Largo do Carmo - Lisboa. » Mário de Sá-Carneiro [Lisboa 1890- Paris, 1916]; foi um poeta, contista e ficcionista português, um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal e um dos mais reputados membros da Geração d’Orpheu. Nasceu, no seio de uma abastada família alto-burguesa, Inicia-se na poesia com doze anos, sendo que aos quinze já traduzia Victor Hugo, e com dezasseis, Goethe e Schiller. Em 1911, com vinte e um anos, vai para Coimbra, onde se matricula na Faculdade de Direito, mas não conclui sequer o ano. Em 1912 veio a conhecerFernando Pessoa, aquele que foi, sem dúvida, o seu melhor amigo. Desiludido com a «cidade dos estudantes», segue para Paris a fim de prosseguir os estudos superiores, com o auxílio financeiro do pai. Cedo, porém, deixou de frequentar as aulas na Sorbonne, dedicando-se a uma vida boémia, deambulando pelos cafés e salas de espectáculo, chegando a passar fome e debatendo-se com os seus desesperos, Entre 1912 e 1916 (o ano da sua morte), que se inscreve a sua fugaz – e no entanto assaz profícua – carreira literária. Entre 1913 e 1914 vem a Lisboa com certa regularidade, devidoàa I Guerra Mundial. Com Pessoa e ainda Almada Negreiros integrou o primeiro grupo modernista português. As cartas que trocou com Pessoa, entre 1912 e o seu suicídio, são como que um autêntico diário onde se nota paralelamente o crescimento das suas frustrações interiores. Em 1915, volta a reunir novelas, mais precisamente oito, num volume a que dá o título de Céu em Fogo. Estas novelas revelam igualmente as mesmas perturbações e obsessões que já a sua poesia expressava. José Pacheco [Lisboa, 1885-1934]. desenhador da capa desta obra, assinava «Pacheko». Realizou poucas obras como arquitecto e como pintor, mas teve intensa actividade como animador cultural e artista gráfico, interessando-lhe particularmente a tendência simbolista herdada do final do século xix. Por este aspecto compreende-se a sua imediata identificação com o poeta Mário de Sá-Carneiro. Nas ansiosas cartas enviadas por Sá-Carneiro a Pacheko, durante o mês de Outubro de 1913, pode observar-se a confiança depositada no artista gráfico. Tal como Sá-Carneiro, não aderiu facilmente ao cubismo que os intrigava, mas foi inteiramente conquistado pelos Ballet Russes. Regressando a Lisboa, em 1913, intensificou a sua amizade com Sá-Carneiro. Em Dezembro de 1913 foi para Paris, de onde manteve correspondência com Sá-Carneiro. O primeiro número da revista Orpheu teve capa de José Pacheko. Pela mesma altura realizou também a capa de Céu em Fogo de Sá-Carneiro. Referência: 1702JC004
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