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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. KEMPIS, Herman de REGRA: STATUTOS E DIFFINÇOÊS DE ORDEM DE SANCTIAGUO. (ORDER OF SANTIAGO)Setubal; 13 December 1509. In 4º. Folio. [3] ff., cxv ff. Xylographic title, first page of Prologue within a seven-part historiated woodcut frame, full-page cut of St. James on horseback trampling two fallen Moors, similar small scene at beginning of Prologue of a mounted knight trampling a prostrate enemy, 2 impressions of a banner, one with reverse coloring, and the arms of the Order, numerous elaborate woodcut initials of varying size. 18th-cebtury red velvet over boards, in morocco-backed box; cloth split at joints and the nap mostly worn away. First edition of the rules and statutes of the Portuguese branch of the Order of Santiago, a military Order founded in 1161 which was inspired by the legend of St. James’ miraculous appearance to help the army of Aragon defeat the Moors of Clavigio. This is the first book printed at Setubal: it´s printer, the German Herman de Kempis worked in Portugal from 1509 to 1518, and this is the earliest known book from his press. It is also the only Setubal imprint in the King Manuel Catalogue. Setubal was probably chosen as the place of printing because of its proximity to Palmela, which at that time was the seat of the Order, the Grand Master being Dom Jorge, Duke of Coimbra. A meeting of the General Chapter had been called at Palmela in 1508 to bring the rules and statutes up to date. The Azevedo e Samodães catalogue calls this “preciosa e da maior raridade” and the King Manuel catalogue says “the most beautiful and perfect of all the works he issued…an evocation of the times when men fought with Faith in a great crusade.” Reference: King Manuel 12; Palha 2574; Norton P43; Anselmo 434; Azevedo 2660; BN (Portuguese National Library) 543 (ff 6 and 69 missing); BN 544 (variant) Provenance: Azevedo e Samodães Library (stamp); H.P.Kraus (ex-libris) KEMPIS, Herman de REGRA: STATUTOS E DIFFINÇOÊS DE ORDEM DE SANCTIAGUO. Setubal; 13 December 1509 Folio. [3] ff., cxv ff. Título xilogravado, primeira página do Prólogo dentro de uma moldura dividida em sete partes, com 1 gravura de quarto de folha de um cavaleiro montado pisoteando um inimigo prostrado. Gravura de página inteira de S. Tiago a cavalo pisoteando dois Mouros caídos na página que antecede o texto, 2 impressões de uma bandeira, uma com coloração reversa e as armas da Ordem, inúmeras capitulares abertas em madeira de tamanho variável. Encadernação em veludo vermelho do século 18º sobre tábuas, tecido gasto nas juntas e a lombada um pouco cansada. Primeira edição das regras e estatutos da filial portuguesa da Ordem de Santiago, uma Ordem militar fundada em 1161, inspirada pela lenda da aparência milagrosa de S. Tiagopara ajudar o exército de Aragão a derrotar o Mouros de Clavigio. Este é o primeiro livro impresso no Setubal: O seu impressor, o alemão Herman de Kempis trabalhou em Portugal de 1509 a 1518, e este é o primeiro livro conhecido da sua oficina. É também a única marca de Setubal no Catálogo do Rei D. Manuel. Setúbal foi provavelmente escolhido como o lugar da impressão devido à proximidade de Palmela, que na época era a sede da Ordem, sendo o Grão Mestre Dom Jorge, Duque de Coimbra. Uma reunião do Capítulo Geral foi convocada em Palmela em 1508 para atualizar as normas e os estatutos. O catálogo de Azevedo chama essa obra "preciosa e da maior raridade" e o catálogo do Rei D. Manuel diz "A mais bonita e perfeita de todas as obras que ele emitiu ... uma evocação dos tempos em que homens lutaram com Fé numa grande cruzada". Referência: Rei D. Manuel 12; Palha 2574; Norton P43; Anselmo 434; Azevedo 2660; BN (Biblioteca Nacional Portuguesa) 543 (faltando 6 e 69); BN 544 (variante) Proveniência: biblioteca de Azevedo (carimbo); H.P.Kraus (ex-libris) Deschamps 241 «Caetobrix/Cetobriga/Setúbal […] ni Panzer, ni Falkenstein, aucun bibliographe espagnol ni portugais, ne citent cette ville parmi cellles qui ont joui des bénéfices de la typographie à une époque recollée: M. Ternaux, seul a la glorie d’avoir touvé un livre imprimé à Setubal en 1509: Regra e Estatutos da Militar Orden de S. Yago - Setubal 1509, in fol. M. Ternaux ne cite malhreureusement pas la source où il puisè se renseignement: peut-être provient-il de M. Ribeiro dos Santos qui a publié une mémoire sur la typographie portugaise, que M. Brunet a omis dans sa table et qui nous n’avons pu nous procurer». Palha 2574 “Premiere edition três rare et preciese, de cette version portugaise inconue aux bibliographes étrangers et cittés Inocencio. Le titre en quatre lignes à gros charactere est graves sur bois; au verso ce trouve la table; le reto du deusieme fol. Prelim. Est encadré d’une brdure sur bois avec une vignette coloriée à la main; le verso du troisième f. esto cupé par une figure sur bois à pleine page colorie. Ce volume contien en autre, trois figueres sur bois coloriés. Le f. 38, sign. Ij. Contine le intitulé cuaderno do regimento do capilulo geeral, dont le texte resta blanc. Belle exemplaire. Très bien conserve. Le troisième f[olio] prelim. est une reproduction sur different papier”. Este exemplar continha o folio 3, respeitante a gravura de página inteira fac-similado, ou seja, reproduzido posteriormente. Azevedo e Samodães 2660. "A edição primitiva, preciosa e da maior raridade, foi estampada em Setúbal, foi Herman de Campos, ou Kempis. Consta de um fól. de CXV ff., e a impressão duas cols. Por página foi executada com caracteres góticos. As reimpressões seguintes são datadas: Lisboa, 1542, e 1548, ambos em formato de 4º, com caracteres góticos e executadas pelo mesmo impressor Germão Galhardo." Este catálogo apenas apresenta uma edição de 1694, descrevendo no fim da ficha a primeira edição da obra. Tendo em conta esta descrição e tambem que o presente exemplar contém o carimbo oleográfico da Biblioteca dos Condes de Azevedo e Samodães; fica claro que José dos Santos – emérito bibliógrafo português – já não encontrou este exemplar na referida biblioteca de Azevedo & Samodães aquando da sua elaboração do catálogo para o leilão realizado no ano de 1922. Quando descreve a colação da obra não faz referência aos três fólios preliminares inumerados. Constatando-se assim que o exemplar já não estava presente para venda porque esta primeira edição é apenas descrita no fim da elaboração da ficha da edição de 1694. Esta situação pode-se dever a duas possibilidades: Era frequente os condes oferecerem exemplares de grande importância, da sua biblioteca, a amigos proximos, ou em reconhecimento de favores importantes. A segunda possibilidade, bastante mais coerente com a nossa experiência comercial e bibliográfica, é de que as obras de grande raridade e importância internacional, foram retiradas da biblioteca antes do leilão. Dom Manuel II, nº 12, Vol 1, Pag. 196 a 219 A Regra da Ordem de Santiago, impressa em Setúbal, em 1509, é a obra mais antiga que se conhece do “imprimidor” Hernan de Kempis (Hernão de Campos) . A ela se referem, entre outros Inocêncio (vol.vii, pag. 61), Mattos (pag 481), Sousa Viterbo (O movimento tipográfico em Portugal no sec. XVI, pag. 136) e Anselmo e Proença (Bibliographia das obras impressas em Portugal no séc. XVI, nº 434). Acerca de Herman de Kempis escrevem estes dois autores. “Hermão ou Armão Campos, Campis, Kempos ou Kempis, que por todos estes nomes é designado, foi um impressor alemão que de 1509 a 1518, trabalhou em Lisboa, e ocasionalmente em Setúbal e Almeirim, só ou de parceria com Valentim Fernandes e Roberto Rabelo, e do qual se conhecem uns dez trabalhos. [...] As suas impressões em caracteres góticos que usou de dois feitios, com abundancia de tarjas e de capitães ornadas, recomendam-se por uma nitidez e apuro que nada desmerecem das dos seus contemporâneos. Pode considerar-se um impressor da melhor escola Alemã. Ordinariamente os títulos dos seus trabalhos são xilografados, como era vulgar ainda no seu tempo; e como marca, ou ilustração predominante neles usou o escudo das armas reais com o grifo no timbre e a esfera armilar. O escudo é o mesmo que Germão Galharde depois também empregou. Pouco sabemos de Herman de Kempis, senão que imprimiu em Portugal de 1509 a 1518, como vimos: aportuguesou o nome durante a sua estada, o que outros também fizeram. […] Todas as suas edições são muito raras; A regra da ordem S. Thiago [Santiago] é certamente a mais bela e mais apurada de todas as que publicou. […] Anselmo e Proença (ob. Cit. nº434) mencionam os seguintes exemplares da Regra: Biblioteca Nacional de Lisboa, dois exemplares e um fragmento; Biblioteca de Évora, dois exemplares; Biblioteca da Universidade de Coimbra, um exemplar; Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, um exemplar. A esta lista deve acrescentar-se o exemplar do Museu Britânico, o da Biblioteca Palha (nº 2574) e o da nossa Biblioteca [actual Biblioteca Ducal do Palácio de Vila Viçosa / Fundação da Casa de Bragança], absolutamente perfeito e num admirável estado de conservação. Como dissemos, foi a Regra impressa em Setúbal em 1509: a escolha do lugar da impressão foi certamente devida à vizinhança de Palmela, sede nessa época da Ordem de Santiago, sendo Grão Mestre o Senhor D. Jorge Duque de Coimbra, filho natural d’El Rei D. João II. É pois natural que Hermão de Campos fosse chamado especialmente a Setúbal, por ordem do Senhor D. Jorge, para imprimir os Estatutos & Diffinsões da Ordem, após o Capitulo geral celebrado em Palmela no mês de Outubro de 1508. […] A Ordem Militar de Sanctiaguo, Santiago ou S. Thiago, desempenhou – da mesma forma que as outras Ordens Militares – um papel muito importante na história de Portugal, principalmente durante a primeira dinastia. Segundo a lenda, numa batalha (que alguns autores dizem ter sido a de Clavigio) ganha aos mouros pelo Rei Dom Ramiro I, foi visto o Apóstolo S. Tiago, montado num cavalo branco, combatendo os infiéis. Nas edições da Regra de 1542 e 1548, vê-se uma gravura de S. Tiago a cavalo desbaratando os Mouros, tendo por baixo a seguinte legenda: “Assy appareceo ho bem aventurado appostolo Santiago patram Despanha a el rey Ramiro [etc]” […] O selo da Ordem, como se encontra nesta edição da Regra e igualmente nas de 1542 e 1548, tem no centro a Espada com a concha, entre o sol e a meia lua. […] A Ordem de Santiago foi autorizada por Fernando II de Leão em 1161, ou, segundo alguns historiadores, em 1170. […] A primeira sede da Ordem foi no edifício de Santos. Depois da tomada de Lisboa aos Mouros em 1147, D. Afonso I fez levantar fez levantar um templo em honra dos três mártires Veríssimo, Máxima e Júlia, irmãos e naturais de Lisboa – mandados supliciar por Públio Daciano legado do Imperador Diocleciano no sitio conservado pela tradição como sendo o do martirio dos três Santos. Nesse local existiria durante o domínio visigótico um templo em honra dos três martires, mas havia sido arrasado pelos Mouros “até ao alicerse, solotenus', diz o cruzado inglês Osberno. […] Voltando à Ordem, vamos encontra-la em Alcacér-do-Sal, onde, após a sua conquista em 1217, acabava de estabelcer a sua sede. Durante o seu reinado, D. Sancho II doou aos Cavaleiros de S. Tiago muitas das praças que haviam poderosamente ajudado a tomar aos Mouros, entre as quais, Mértola, conquistada em 1239, para onde foi transferida a sede da Ordem. Mas os Freires de S. Thiago estavam subordinados ao Grão-mestre de Castela, que residia no Castelo de Ueles, cabeça da Ordem, devendo acatar as suas ordenanças e submeter-se às suas inspecções. […] De facto, a Ordem estava separada, apesar dos esforços dos Mestres de Castela, e os Cavaleiros Portugueses nunca mais estiveram sujeitos aos Mestres de Ueles: contudo, segundo parece, o litigio nunca foi finalmente julgado no seculo XIV. Foi somente em 1452 que Nicolau V, pela bulla “Ex apostolice sedis” com data de 17 de Junho (Quadro Elementar, t. x, p. 44), confirmou à Ordem de S. Thiago de Portugal – sendo Mestre o Infante D. Fernando filho d’El Rei D. Duarte – todos os privilégios de que a Ordem gozava em Castela. […] O Infante D. Henrique, como vimos, foi Mestre, Governador e Administrador de Cristo; o Infante D. Fernando – o Infante Santo – Mestre d’Aviz, e o Infante D. João (n. 1400, 1442) Mestre de S. Thiago. Durante o seu governo, foi a sede da Ordem transferida para Palmela. […] Ao Infante D. João, sucedeu-lhe o seu filho D. Diogo, sendo depois Mestre o Infante D. Fernando, filho d’El Rei D. Duarte, seguindo-se-lhe o seu filho D. João. Sucedeu-lhe o Príncipe D. João, mais tarde D. João II. Quando D. João II subiu ao trono, sucedeu-lhe primeiro, seu filho o Príncipe D. Afonso, e depois da sua morte em 1491, o Senhor D. Jorge Duque de Coimbra, seu filho natural. […] O Senhor D. Jorge foi o último Mestre da Ordem de S. Thiago, pois (ver a regra de Cristo) em 1551 o Mestrado foi reunido à Coroa, pela bulla de Júlio III “Preclara charissimi”. A Ordem de S. Thiago permaneceu com a sua sede em Palmela até 1834, ano em que foram suprimidas as Ordens religiosas e também as Militares de Cavalaria. […] “Com o termo da conquista do Algarve, acabou a função social das ordens militares, que na defesa das fronteiras, quando as invasões eram constantes, no ardor das batalhas e no ímpeto dos assaltos haviam prestado os maiores serviços” (Fortunato de Almeida, ob. Cit. t. II, p. 168). […] Mas eram ainda, e foram durante muito tempo, uma força e uma poderosa organização. Em 1509, data da impressão d’esta Regra, a ordem de S. Thiago era ainda uma força, se já não representava o que fora antigamente. Para nós, este livro impresso em Setúbal, perto de Palmela, tem, além da sua beleza e raridade, o encanto e a poesia da Historia do passado glorioso. É uma evocação dos tempos em que se lutava com Fé numa cruzada, com amor na defesa do solo do nosso Portugal, com Fidelidade pelo Soberano. Admirável em blema, as três palavras “Deus, Pátria e Rei”! [EN] The “Regra da Ordem de S. Thiago” (Rule and statutes of the Order of St James), printed in Setubal in 1509, is the earliest known work from the press of Herman de Kempis (Hermão de Campos). Among those who mention it are Inocencio (Diccionario, vol. VII, p.61), Mattos (Manual Bibliographico Portuguez, p. 481), Sousa Viterbo (O movimento tipográfico em Portugal no século XVI, no. 434). The two last mentioned authors give the following information about Herman de Kempis: “Hermão or Armão de Campos, Campis, Kempos or Kempis, who is designated by all these names, was a German printer, who, from 1509 until 1518, worked in Lisbon, and occasionally in Setubal and Almeirim, either alone or in partnership with Valentim Fernandes and Roberto Rabelo, some ten works of his being known. In addition to being a printed, he exercised the profession of bombardier (printer and bombardier to the King). His publications, in Gothic characters of two founts, with many vignettes and ornamental capitals, commend themselves to our notice by a neatness and perfection of workmanship in no way inferior to that of his contemporaries. He may be considered as a printer of the best German school. The titles of his works are generally xylographic, as was still customary in his time; and as device or predominant illustration in them, he used the Royal coat of arms with the griffin crest, and the armillary Sphere. The coat of arms is the same as that employed later by Germão Galharde.” We know little about Herman de Kempis except that, as we have seen, he printed in Portugal between 1509 and 1518: as happened with many others, his name gradually assumed a more Portuguese form during his stay. […] All his publications are very rare; and the “Regra da Ordem de S.Thiago” is certainly the most beautiful and perfect of all the works he issued. […] Anselmo and Proença (op. cit. no. 434) mention the following copies of the “Regra”: Lisbon National Library, two copies; Coimbra University Library, one copy; Rio de Janeiro National Library, one copy. To this list must be added the British Museum copy, the Palha copy (no. 2574), and our own, which is absolutely perfect and in a wonderful state of preservation. As we stated, the “Regra” was printed at Setubal in 1509: the choise of this place for the book’s publication must certainly have been due to its nearness to Palmela, which at that time was the seat of the Order of St James, the Grand Master being Dom Jorge, Duke of Coimbra, King João II’s illegitimate son. It is therefore natural that, after the general Chapter at Palmela in October, 1508, Hermão de Campos should have been specially called to Setubal, by order of Dom Jorge, to print the “statutes and definition” of the Order. […] The Military Order of Sanctiaguo, Santiago, or S. Thiago (the Order of Knights of St James) played – like the other Military Orders – and important part in the history of Portugal, chiefly during the first dynasty. Legend says that in one of the battles (the battle of Clavigio according to some writers) when King Ramiro I defeated the Moors, the figure of the Apostle St James was seen, mounted on a white horse, fighting the infidels. In the 1542 and 1548 editions of the “Regra de Santiago” there is a woodcut of St James on horseback putting the Moors to rout, with the following inscription: “The blessed apostle St Names, patron saint of Spain, appeared thus to King Ramiro(…)”. […] The seal of the Order, which is illustrated in this edition of the “Regra”, as well as in those of 1542 and 1548, shows in the centre the Sword and the shell between the sun and the half-moon. The Order of St James was legalized by Fernando II of Leon in 1161, or, according to some historians in 1170. […] The first seat of the Order in Portugal was in the building of Santos. Having captured Lisbon from the Moors in 1147, Dom Afonso I caused a temple to be raised, on the traditional site of their martyrdom, in honour of the three saints Verissimo, Maxima and Julia – brother and sisters who were natives of the city and had suffered death by command of Publius Dacian, legate of the Emperor Diocletian. A temple dedicated to the tthree martyrs had existed there during the Visigothic dominion, but had been demolished by the Moors “even to the foundation, the “solotenus” says the English crusader Osborne” (Julio de Castilho, “A Ribeira de Lisboa”, p. 576). […] After the conquest of Alcacer-do-Sal in 1217, the seat of the Order was moved thither, and the convent of Santos, where the Knights’ near kinswomen had already been allowed to stay when the “Spatarios” were away fighting the Moors, became a refuge where the widows and female relatives of the brothers could take shelter. […] To return to the Order itself – we find that after the conquest of Alcacer-do-Sal, in 1217, it established its headquarters there. During his reign, Dom Sancho II ceded to the Knights of St James many of the fortresses in whose capture from the Moors they had been of powerful assistance; among these concessions was Mertola, taken in 1239, whither the Order transferred its seat. But the brothers of St James were subordinated to the Grand Master of Castile, who resided in the Castle of Ucles, and was the head of the Order; they had to respect his decrees and submit to his inspections. […] The Order was in effect separated, in spite of the efforts of the Masters of Castile, and the Portuguese Knights were never again subordinated to the Masters of Ucles; but it seems that the contention was not finally settled in the XIVth century. It was not until 1452 – when the Infante Dom Fernando, son of King Duarte, was Master of the Order of St James in Portugal – that Nicholas V conceded all the privileges pertaining to the Order in Spain equally to the Portuguese Knights, by the bull “Ex apostolice sedis” dated June 17th. […] The infant Dom Henrique was, as we saw, Master, Governor and Administrator of the Order of Christ; the Infante Dom Fernando, the “Infante Santo”, was Master of Aviz, and the Infante Dom João (b.1400, d.1442) Master of the Order of St James. During Prince João’s rule the seat of the Order was transferred to Palmela. […] The Infante Dom João was succeeded by his son Dom Diogo, and the next Master was King Duarte’s son, the Infante Dom Fernando, who was followed by his son Dom João. He in his turn was succeeded by Prince João, later King João II. When Dom João II came to the throne, he was succeeded first by his son Prince Affonso, upon whose death, in 1491, the office passed to Dom Jorge, Duke of Coimbra, and Dom João’s natural son. […] Dom Jorge was the last Master of the Order of St James, for (see the “Regra of Christo”) in 1551 the Mastership was united to the Crown by Julius III’s bull “Preclara charissimi”. The Order continued to have its seat at Palmela until 1834, when the religious Orders and the Military Orders of Chivalry were suppressed. […] “With the conquest of the Algarve came the end of the social function of the Military Orders, which had rendered great services in the defence of the frontiers had rendered great services in the defence of the frontiers when invasions were constant, and in the ardor of battle and the violence of assault” (Fortunato de Almeida, op. cit. vol. II, p. 168). […] But they still were, and continued for a long time to be, a great force and a powerful organization. In 1509, when this “Regra” was published, the Order of St James was still a force, though even then it did not represent as much as it had done in former times. For us this book printed in Setubal near Palmela has, apart from its beauty and rarity, the charm and poetry of the History of the glorious past. It is an evocation of the times when men fought with Faith in a great crusade, fought under the Royal banner with love and loyalty to defend the soil of Portugal. What a wonderful motto is expressed in the three words: “God, Country and King” – “Deus, Patria e Rei”! Inocêncio VII, 61. "98) (C) REGRA: STATUTOS: E DIFFINIÇÕES: DA ORDEM DE SANCTIAGUO. - Isto diz o frontispicio, em cujo verso está o indice do que contém o livro, e a elle se segue o prologo do mestre D. Jorge, em que dá razão d'estes estatutos, e manda que sejam observados. No verso da segunda folha do prologo tem a figura do sancto gravada em madeira; e finalisa com a declaração de que assignaram todos os do capitulo, mandando que se imprimisse, e que se acabára a 26 de Julho do anno do nascimento de nosso senhor Jesus Christo de 1509 em Setubal. Depois vem a seguinte subscripção: «Esta obra fue emprimida em Setuual: per mi Hermam de Kempis alemã: en el anno de Mil quinhentos e noue. E se acauo a treze del mes de Dezembro. Consta de CXV folhas no formato de folio, a duas columnas por pagina, caracter gothico. Ha d'esta edição não menos de tres exemplares na livraria de Joaquim Pereira da Costa, que no inventario foram respectivamente avaliados em 3:000, 4:000, e 2:000 réis. Diz-se que na livraria do sr. conselheiro Macedo havia ou ha tambem um exemplar. A Bibl. Nacional de Lisboa possue dous, um antigo da casa, outro pertencente á livraria que foi de D. Francisco de Mello Manuel. Áquelle anda junto o Confessional que se attribue a Garcia de Resende (vej. no Diccionario tomo III, pag. 121), formando ambos um só livro, pois continua de um para o outro a mesma numeração, sendo primeiro a Regra." Inocêncio muito possivelmente não viu qualquer exemplar desta obra, pois como José dos Santos também não refere os três fólios preliminares inumerados. Anselmo 434. 'Impressão a duas colunas, trinta linhas, em caractéres góticos, sendo as notas marginais em caractéres menores - sem reclame. Titulo de entrada a vermelho, dois exemplares da B.N. de Lisboa as gravuras estão coloridas. Bibliografia: Dicionário da Academia; Ribeiro dos Santos, pág. 109; Lacerda, pag.18; Gubian, pág. 593; P. de Matos, pág. 481; Burguer, pág. 14; B.N. de Lisboa (dois exemplares e um fragmento); Evora, (dois ex.); Univ. de Coimbra; B.N. do Rio de Janeiro.' Pinto de Matos 481. 'Desta rara edição vendeu-se um exemplar por 51$000 reis, Gubian.' Referência: 1709NM012
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