![]() ![]() | ![]() |
|||||||
|
|
RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
|
|
Clique nas imagens para aumentar. BLANQUART-EVRARD. (Louis Desire) LA PHOTOGRAPHIE ses Origines, Ses Progrés, Ses Transformations.Lille: Imprimerie L. Danel, 1869. De 31x24 cm. Com [4], 61 págs. Ilustrado com 14 ilustrações extratexto, conforme descritas nesta ficha. Encadernação da época em percalina azul com lombada em pele com ferros a ouro no título em casas fechadas; executada pela empresa encadernadora Lisboa & Companhia, da qual não se conhecem outros items. As pastas em percalina com títulos a ouro na pasta anterior e cercaduras com filetes a seco em ambos as pastas. PRIMEIRA EDIÇÃO DE UM DOS MAIS IMPORTANTES LIVROS DE FOTOGRAFIA e o mais importante sobre impressão fotomecânica [cf. Hanson Collection Catalog, 1870:3]. Vide: Encyclopedia of Nineteenth Century Photography, John Hannavy ed., New York, Routledge, 2008, pp. 167-16. A obra LA PHOTOGRAPHIE, SES ORIGINES, SES PROGRÈS, SES TRANSFORMATIONS é considerada um trabalho preciso e fundamental para a história das três primeiras décadas da fotografia. Encontra-se ilustrada com exemplos contemporâneos recolhidos pelo autor. Contém a discussão sobre a génese da impressão fotomecânica e da ilustração fototipográfica. Trata-se da obra mais antiga a abordar estes novos processos que acabariam na impressão tipográfica com a mesma qualidade da impressão fotográfica. Blanquart-Evrard percebeu claramente que a imagem baseada em tinta acabaria por substituir completamente a impressão baseada em prata em todos os livros a serem publicados no futuro. O exemplar, preservando as capas de brochura, com boas margens; e ligeira acidez natural do papel, possui duas dedicatórias importantíssimas. A primeira dedicatória (no canto superior direito) o autor dedica a Alphonse Davanne (presidente da Société Française de Pphotographie desde 1876 até 1901): «à Monsieur Davanne hommage affectueuse». Davanne, por sua vez, reenvia o exemplar ao fotógrafo português Carlos Relvas com a indicação «À Monsieur Carlos Relvas à Golegã (Portugal) de la part de M. Davanne». Este exemplar possui as seguintes ilustrações: 1. Uma fototipia do Egipto impressa em Lille, em 1852, para a obra de Maxime du Camp sobre o Egipto, Núbia, Palestina e Síria, págs. 26/27 2. Fotolitografia do Processo de Poitevin, págs. 32-33. 3. Gravura de Wellington (no Processo Fotolitográfico de Zurcher), págs. 40-41. 4. Uma ilustração historiada das Obras de Gavarni (também no Processo Fotolitográfico de Zurcher), págs. 40-41. 5. La Grand Soeur (Processo de Goupil) págs. 42-43. 6. Vue de la Galerie des Beaux-Arts (Fotogravura d'aprés nature no Processo de H. Garnier); págs. 42-43. 7. La Force, (Heliogravura no Processo de Baldus); págs. 42-43. 8. Morceau de réception d’Etienne Falconet, (em outro Processo de Baldus); págs. 42-43. 9. Fac-simile de documento manuscrito; págs. 42-43. 10. Vue du Baptistére Louis XIII, fotogravura em relevo, de Dujardin Fréres (no Processo de H. Garnier), págs. 42-43. 11. Plafond du Louvre, idem, fotogravura em relevo de Dujardin Frères (no Processo de H. Garnier), págs. 44-45. 12. Portrait d’aprés nature (fotografia de menina, no Processo a Carvão de Ernest Edwards), págs. 46-47. 13. La Vierge et L’Enfant (Processo de Adolf Braun, págs. 48-49. 14. Un Fripier impresso por Goupil (no processo de Woodbury), págs. 50-51. Cada exemplar desta obra foi montado recorrendo a impressões disponíveis, variando o seu conteúdo de exemplar para exemplar. As edições posteriores possuem um maior número de gravuras. Louis Désire Blanquart-Évrard nasceu em Lille em 1802. Em 1826 estudou com Frédéric Kuhlmann, um influente químico. Os seus trabalhos no domínio da fotografia foram desenvolvidos em 1844, após o anúncio do processo negativo-positivo de William Fox Talbot. Publicou um resumo do trabalho que desenvolvia e melhorava o processo de Talbot. Centrava-se na adaptação da fotografia à produção industrial e à criação de uma fábrica de impressão fotográfica. Fundou a sua “Imprimérie Photographique” em 1851 em Loos-lès-Lille, sendo a primeira do seu género em França. Catalogou 555 imagens, tendo também colaborado na publicação de obras de outros editores. Figura cimeira no desenvolvimento da fotografia durante a segunda metade do século XIX, Blanquart-Evrard dedicou o resto da sua vida à investigação. Em 1863 publicou o importante tratado “Intervention de l’Art dans la Photographie”, mas o seu grande contributo, depois do encerramento da “Imprimerie...” foi a publicação deste seu livro no qual ele dá uma valiosa, importante e rigorosa descrição das primeiras três décadas da fotografia. Louis Alphonse Davanne (1824-1912) foi um químico e professor francês, pioneiro da fotografia, cofundador da Société Française de Photographie em 1854; e sobretudo o divulgador da produção em massa de processo da fotografia em albumina. Carlos Relvas (1838-1894) foi membro, desde 1869, da “Societé Française de Photographie”, e um dos mais prestigiados fotógrafos na Europa na sua época. Homem eclético, Relvas produziu uma obra de grande envergadura; e além de fotógrafo foi político, inventor, lavrador, criador de cavalos e cavaleiro tauromáquico, e músico. O seu trabalho foi premiado em exposições internacionais de Madrid, Paris, Bruxelas, Amesterdão, Viena e Filadélfia, e outras. As técnicas e os materiais usados foram alguns dos factores que ditaram a execução de trabalhos, onde se reconhece o estudo e a divulgação da fototipia que integram o espólio que nos legou e o fez ser agraciado com inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras. A Casa Estúdio de fotografia cuja construção se iniciou em 1872 e terminou três anos depois, e é absolutamente original em termos europeus, tanto do ponto de vista decorativo como do ponto de vista estrutural na nova arquitectura de ferro, obedecendo a uma tipologia sem qualquer precedente conhecido, e construída especificamente para a actividade da fotografia. Hoje recuperada e reabilitada na sua traça original, preservando-se, como um dos imóveis mais interessantes e integrantes do património nacional único no mundo. A Casa-Estudio foi construída em homenagem aos inventores da fotografia - Niepce e Daguerre - representados nos bustos da sua fachada. Joseph Niépce (1765-1833) foi um inventor francês responsável por uma das primeiras fotografias. Louis Daguerre (1787 - 1851) foi um pintor, cenógrafo, físico e inventor francês, tendo sido o autor em 1835 da primeira patente de um processo fotográfico: o daguerreótipo. Referência: 1911JC002
Indisponível Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
|
Pesquisa Simples
|
||
![]() |
|||
|