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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. MANUSCRITO - CARTOGRAFIA SÉC. XX - MACAU - RIBAS DA SILVA. (Capitão Albino) - ATLAS DAS POSSESSÕES PORTUGUEZAS AO SUL DA CHINA - 1915.[MANUSCRITO ORIGINAL] Pelo... Capitão do quadro de Macau e Timor. Macau 1915. Composto por capas de brochura e 5 fólios (de 55,3x38 cm), entre os quais 4 fólios com mapas minuciosamente desenhados à mão, coloridos, decorados com capitulares iluminadas (douradas e aguareladas) representando vistas dos territórios, assinados Ribas. Intercalados com 4 folhas originais em papel vegetal de protecção. Brochura original, executada com 5 tachas de metal, ao estilo dos documentos coloniais oficiais. Apresenta leves danos marginais (pequenos rasgos recuperáveis). A importância do presente Atlas de 1915, de Ribas da Silva, reside no facto de ser um levantamento exacto à época, com um grafismo de acordo com os mapas geográficos militares, de estilo neoclássico, tendo o autor reservado os seus dotes artísticos para fora das margens e das esquadrias decorativas. Existe um outro Atlas do mesmo autor, que se encontra no Museu do Oriente. No entanto esse atlas, produzido mais tarde em 1928, é uma produção decorativa e idealizada, uma mistificação gráfica entre as alterações ocorridas nos anos de 1920 (aterros, novas estradas, etc.) e um grafismo orientalizante e revivalista do contacto imperial quinhentista. Considerado na apresentação on-line como «One of the world’s thinnest books must be this atlas of Portuguese possessions in southern China by Albino Ribas da Silva (1868-1934). It consists of just 8 pages, all of Macau». Descrição do item: - Capa de brochura. Em papel encorpado verde cinzento. Manuscrita e iluminada com o título: «Possessões Portuguezas ao Sul da China» dentro de esquadria traçada a ouro e magenta, dentro da qual o título em letras maiúsculas desenhadas e salientadas a ouro e magenta, com as letras capitulares em espirais e florões. - Fólio preliminar. Originalmente em branco com esquadria vermelha, destinado ao autógrafo manuscrito: «A Sua Ex[celen]cia o Governador da Provincia | de Macau | José Carlos da Maia. | Como prova de consideração | Offerece o Cap[it]ão do quadro de Macau e Timor | Albino Ribas da Silva | Macau - 1915» - Fólio I MAPA - Titulo : «Possessões Portuguezas ao Sul da China» em capitulares iluminadas com o escudo da República Portuguesa. Legendas com a Localização de Macau (Lat. 22º 12" Long. 113º 83"); Orientação Norte-Sul alinhada com a esquadria do fólio; Escala graduada 6,7 cm = 5000 metros (i. e. escala de 1: 746.289). Representa a China continental (a amarelo) com o seu Distrito de Heungsan, as suas ilhas de Sea-Chau e as Nove Ilhas. Ao sul, colorido em rosa, encontra-se Macau com o Porto Interior: a Ilha Verde, a Ilha da Lapa; o canal dos Piratas; a ilha de Cha-Uan-San; a Ilha de D. João; os canais da Prata e da Taipa; a Ilha da Taipa; a Ilha de Coloane; o canal de Coloane; e a Ilha de Van Can com as ilhas de Se-Lun Chan ao Sul. - Fólio II MAPA. Titulo: Macau. Escala 1: 10.000. (i. e. 10 cm = 1000 metros). Com uma cartela iluminada (idêntica a uma capitular P) contendo uma miniatura com a Fortaleza e o Farol da Guia (o mais antigo da Ásia e hoje Património da Humanidade), com a fachada de uma igreja mais a abaixo, rodeada de vegetação. Este mapa representa Macau e a Ilha Verde; o istmo com o Arco das Portas do Cerco; o Porto Interior e a Enseada das Portas do Cerco; o Porto do Governo, etc. A zona urbana em cor negra. As instalações militares em cor vermelha. As zonas arborizadas a verde. Os locais religiosos e de culto em cor verde-escuro. As vias de comunicação em cor de rosa. As montanhas com ponteado do nível em cinzento. - Fólio III MAPA. Título: Taipa. Este mapa apresenta-se com a falta da escala, no entanto confirmámos que se encontra na mesma escala do mapa anterior (escala 1: 10.000. i. e. 10 cm = 1000 metros). A esquadria do fólio decorada com uma cartela iluminada (idêntica a uma capitular P) contendo uma miniatura com a paisagem da Ilha da Taipa centrada nas Residências Públicas e na Igreja/ Ermida de Nossa Senhora do Carmo, no cimo do Monte, também assinalados na topografia do mapa. Também são visíveis nesta bela miniatura o porto com cerca de 20 casas entre as quais o posto militar com uma bandeira e uma torre. A mestria do miniaturista colocou no centro da baía um pescador a remar no seu barco, executado de um mínimo de tracejado. Este mapa apresenta a ilha da Taipa e a ilha adjacente com o Forte da Casa do Comando. A topografia dos relevos e do litoral são de grande pormenor nas curvas de nível e nos pequenos detalhes dos acidentes geográficos e hidrográficos. - Fólio IV - MAPA. Título: Coloane. Este mapa também se apresenta com a falta da escala, no entanto confirmámos que se encontra na mesma escala dos mapas anteriores (escala 1: 10.000. i. e. 10 cm = 1000 metros). A esquadria do fólio também se encontra decorada com uma cartela iluminada (idêntica a uma capitular P) contendo uma miniatura com a paisagem da Ilha de Coloane na qual se vê a praia e uma casa europeia com colunas junto à marginal marítima. Trata-se da actual Biblioteca de Coloane, fundada em 1911 como escola primária. Construída em arquitectura portuguesa maçónica é ainda hoje um dos locais que se mantêm inalteráveis no território. No mapa encontram-se assinaladas as instalações militares, nomeadamente: o Quartel na Praia de Ca-Ho; o Posto militar da Praia de Hac-Sá; o posto militar da praia de Siac-Pai-Van; o quartel na colina de Lai-Chi-Van; o Posto militar no meio da vila de Coloane; e o Forte e Casa do Destacamento, já existente em 1780, na ponta sudoeste, na qual o autor desenhou uma peça de artilharia à escala dessa posição. Também este ainda hoje um local inalterado nessa ponta sudoeste de Coloane perto do templo budista de Tam Kong. Conforme já mencionado este atlas apresenta na folha de anterrosto a dedicatória do autor ao Governador da Província de Macau José Carlos da Maia (Olhão, 1878 - Lisboa, 1921) que foi um oficial da Marinha de Guerra Portuguesa e um destacado político republicano. Foi encarregue com grande sucesso pelo Almirante Reis de atrair para a causa revolucionária muitos oficiais para que fosse possível o bom sucesso da implantação da República e, na madrugada de 4-10-1910, toma parte activa na revolta republicana. Encontrava-se afastado da política activa quando foi assassinado na Noite Sangrenta de 19 de Outubro de 1921. Entre outras funções, foi deputado à Assembleia Constituinte de 1911 e à Câmara de Deputados do Congresso da República, Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Lisboa, de Janeiro a Março de 1918, e Ministro da Marinha durante três meses e meio em 1918. A 11 de Março de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de São Bento de Avis. Carlos da Maia foi de 1914 a 1916 Governador de Macau deixando uma imagem de extrema competência, patriotismo, seriedade, e rigor. A dinâmica da sua governação deixou-lhe a fama de ter sido o melhor governador de Macau de sempre. Construiu três escolas e uma leprosaria, organizou um corpo de voluntários, a corporação de bombeiros, melhorou as comunicações radiotelefónicas e rodoviárias e ajudou a causa dos republicanos chineses. No ano de 1915 o Governador Carlos da Maia patrocinou, no Palácio do Governo de Macau, a exposição de preciosidades chinesas da colecção de Camilo Pessanha. Este proferiu uma conferência sobre «Estética Chinesa», e organizou pessoalmente a exposição, que incluía exemplares de pintura e caligrafia, bordados, brocados, indumentária, joalharia, cloisonné, champlevé, bronze com incrustações, escultura em madeira e marfim, unicórnio, pedras duras e vidro, embutidos em madeira, charão e cerâmica. O Capitão Albino Ribas da Silva (1868-1934), natural de Lamego, cartógrafo do Ministério da Marinha e Ultramar, alcançou o posto de tenente-coronel. A partir de 1892 prestou serviço em Macau, onde veio a casar por duas vezes e deixou sete filhos. Em 1892, com 24 anos, casou em Macau com Domícilia Maria Marques de quem teve cinco filhos. Em 1931 casou em segundas núpcias com Margarida Cleófa Casanova (de quem teve dois filhos nascidos antes do casamento). Albino Ribas da Silva morreu aos 65 anos em 1934, e notabilizou-se na vida pública, em 1910, por ter sido um dos comandantes que combateram e derrotaram os piratas que procuravam apoderar-se de algumas ilhas do território. Após a acção militar sangrenta os restantes piratas foram presos e condenados em tribunal, no qual Camilo Pessanha fazia parte como auditor. Composed of soft covers and 5 folios (55,3x38 cm), among which four folios with thoroughly hand drawn maps, in colour, and decorated with illuminated capital letters (golden and watercolour) depicting views of the territories and signed Ribas. Interspersed with four tracing paper sheets for protection. Original paperback kept together with five metal tacks, like the official colonial documents. It has slight marginal damages (small recoverable tares). The importance of this 1915 Atlas by Ribas da Silva is the fact that it is the result of a thorough topographic survey at that time, graphically in line with the military geographical maps, in neoclassic style, with the author showing his artistic skills outside the margins and on the decorative frames. There is another Atlas by the same author at the Oriente Museum. However, that Atlas was produced later in 1928 and is a decorative and idealised version that mixes the changes carried out in 1920 (landfills, new rods, etc.) and an eastern and revivalist graphics of the imperial contacts in the 1500’s. It is presented on line as «One of the world’s thinnest books must be this atlas of Portuguese possessions in southern China by Albino Ribas da Silva (1868-1934). It consists of just 8 pages, all of Macau». Description of the item: - Soft cover in thick greenish grey paper. Manuscript and illuminated with the title: «Possessões Portuguezas ao Sul da China» [Portuguese possessions South from China] inside a frame in gold and magenta. The title is drawn in capital letters decorated with spirals and fleurons. - Preliminary folio: Originally in white with red frame for the handwritten autograph: «A Sua Ex[celen]cia o Governador da Provincia | de Macau | José Carlos da Maia. | Como prova de consideração | Offerece o Cap[it]ão do quadro de Macau e Timor | Albino Ribas da Silva | Macau - 1915» [To His Excellency the Governor of Macau province, José Carlos da Maia,as proof of consideration, i tis offered by the Captain of Macau and Timor, Albino Ribas da Silva, Macau .- 1915]. - Folio I MAP - Title: «Possessões Portuguezas ao Sul da China» in illuminated capital letters with the coat of arms of the Portuguese Republic. Captions with the location of Macau (Lat. 22º 12" Long. 113º 83"); Oriented North-South aligned with the frame of the folio; Graduated scale 6.7 cm = 5000 meters (i.e. scale of 1: 746.289). It represents continental China (in yellow) with its District of Heungsan, the islands of Sea-Chau and the Nove Ilhas [Nine Islands]. At the south, coloured in pink, there is Macau with the inner harbour: The Green Island; the Lapa Island; the Channel of the Pirates; the Island Cha-Uan-San; the Island of D. João; the channels of Prata and Taipa; the Island of Taipa; the Island of Coloane; the channel of Coloane; and the Island of Van Can with the islands of Se-Lun Chan to the south. - Folio II MAP. Title: Macau. Scale 1:10.000. (i.e. 10 cm = 1000 m). With an illuminated cartouche (similar to a capital P), containing a miniature with the fortress and the lighthouse of Guia (the oldest in Asia and nowadays World Heritage); below there is the façade of a church surrounded by vegetation. This map represents Macau and the Green Island; the isthmus with the Arch of the Portas do Cerco; the Inner Harbour and the Bay of the Portas do Cerco; the Harbour of the Government, among others. The urban area is in black. The military facilities in red. The wooded areas in green. The religious and worship places in dark green. The communication routes in pink. The mountains have the relief dotted in grey. - Folio III MAP. Title: Taipa. This map lacks thescale but we confirmed that has the same scale as the previous map. The frame of the folio is decorated with an illuminated cartouche (similar to a capital P), containing a miniature with the landscape of the Island of Taipa centred on the Public Residences and on the Church/Chapel of Our Lady of Mount Carmel on the top of the Hill, also shown on the topography of the map. In this beautiful miniature there are also visible the harbour with around 20 houses, including the military facilities with a flag and a tower. The mastery of the author drew at the centre of the bay a fisherman rowing his boat, drawn in a small streak. This map represents the Island of Taipa and the adjacent Island with the fort of the Command House. The topography of the relief and of the coastline is highly detailed on the level curves and the small details of the geographic and hydrographical characteristics. - Folio IV - MAP. Title: Coloane. This map also does not have the scale, but we confirmed it is the same of the previous ones. The frame of the folio is also decorated with an illuminated cartouche (once again similar to a capital P). It contains a miniature with the landscape of the Island of Coloane, where we can see the beach and an European house with columns near the coast. It is the present Library of Coloane, founded in 1911 as a primary school. It is built in Portuguese masonic architecture and one of the places of that territory that is unchanged until today. The map shows the military facilities, namely the Barracks at the beach of Ca-Ho; the military Outpost of the beach of Hac-Sá; the military Outpost of the beach of Siac-Pai-Van; the barracks on the Lai-Chi-Van hill; the military outpost at the centre of the village Coloane; and the Fort and the Casa do Destacamento, already existing in 1780, on the southwest tip, where the author drew an artillery gun to the scale. This place is also kept unchanged, near the Buddhist Temple of Tam Kong. As already mentioned, this Atlas is dedicated to the Governor of Macau José Carlos da Maia (Olhão, 1878 - Lisbon, 1921) was a Portuguese navy officer and a prominent republican politician. He was assigned by Admiral Reis, with success, to bring to the cause many officers so that the implantation of the Republic was possible and, in the early morning of October 4th, 1910, he was an active part of the republican uprising. He no longer was actively involved in politics when he was murdered on the Bloody Night of the 19th October, 1921. Carlos da Maia was Governor of Macau between 1914 and 1916, leaving an image of extreme competency, patriotism, integrity and severity. He built three schools and a leprosarium; organised a voluntary fire brigade; improved the radiotelephonic services and road infrastructures; and helped the cause of the Chinese republicans. In 1915 the Governor sponsored the exhibition at the Palace of the Government of Macau of precious Chinese pieces of the collection of Camilo Pessanha, who held a conference on the theme “Chinese Aesthetics” and organised himself the exhibition that included different paints and calligraphy, embroideries, brocades, clothing, jewellery, sculptures in several materials, and ceramics, among other pieces. Captain Albino Ribas da Silva (1868-1934), born in Lamego, was a cartographer of the Ministry of the Navy and Overseas and had the rank of Lieutenant-Colonel. He serviced in Macau from 1892 on and became famous for being one of the captains who fought and defeated the pirates who wanted to take over some of the islands of the territory.
Referência: 2004JC004
Local: pcs-99 Indisponível Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
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