RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

Recuperar password

Livros disponiveis: 106090

English   
 
   

Clique nas imagens para aumentar.



SANTA RITA DURÃO. (Frei José de) CARAMURÚ. POEMA EPICO DO DESCOBRIMENTO DA BAHIA

Composto por Frei José de Santa Rita Durão, Da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, natural da Cata-Preta nas Minas Geraes. Lisboa Na Regia Officina Typografica, Anno M. DCC. LXXXI. [1781]. Com licença da Real Meza Censoria. 

In 8º de 15,5x10,5 cm. Com 307, [1 br.] págs. Encadernação inteira de pele, mal recuperada, com deficiências na lombada e cherneiras.

Exemplar levemente manuseado, com deficiências na lombada e charneiras, com restauro amador e assinaturas de posse uma na folha de rosto: Bibliotheca de Eloy do Amaral; outra na última página em branco: de Veríssimo Je. Bª. 

Borba de Moraes refere a existência de uma errata no verso da última folha, no entanto, nenhuma das restantes fontes bibliográficas corrobora esta informação. O catálogo de Azevedo e Samodães, por exemplo, sublinha: «de 307 pags. de texto, além de uma em branco, final» e o exemplar digitalizado pela BNP apresenta a dita página em branco.

Edição original deste poema que relata, dentro do estilo da poesia épica, o descobrimento do Brasil e os primeiros anos da colonização portuguesa personificados na pessoa de Diogo Álvares Correia náufrago português que passou a vida entre os indígenas da costa do Brasil e que facilitou o contacto entre os primeiros viajantes portugueses e os povos nativos do Brasil. 

Nesta obra de construção da história e fulgurante transformação da língua inspirada no estilo camoniano, o autor relata a vida do português Diogo Álvares Correia, que recebeu o nome de Caramurú, conferido pelos índios Tupinambás, tendo como principal fonte as obras do Padre Simão de Vasconcelos da Companhia de Jesus. Por conter informação erudita sobre a flora e a fauna brasileiras e pormenorizadas descrições do modo de vida das tribos índias do país, é considerada um dos fundamentos do Indianismo, principalmente por ser a primeira obra que tem como protoganistas os habitantes dos territórios que viriam a constituir o actual Brasil.        

Frei José de Santa Rita Durão (Cata-Preta, Mariana, Minas Gerais, 1722 - Lisboa 1784) religioso agostiniano, pregador e poeta. Estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro e Professou no Convento da Graça de Lisboa em 12 de Outubro de 1738. Estudou na Universidade de Coimbra onde se doutorou em Teologia e Filosofia. Foi professor na mesma Universidade com uma cátedra de Teologia. 

Como chegou a ganhar grande familiaridade com o  Bispo de Leiria, D. João Cosme de Nossa Senhora da Porta, desde 1758, que era parente dos Távoras, viu-se envolvido numa complexa situação que o tornou suspeito ao Marquês de Pombal e que o levou a fugir de Portugal em 1762. Depois de uma aventurosa existência, digna de um romance, em que viajou pela Espanha, Itália e França, regressou a Portugal, depois do falecimento do Marquês de Pombal, em 1777, dedicando-se a escrever o Poema épico que lhe deu a celebridade. 

É autor das eguintes obras: Josephi Duram Theologi Conimbricensis O. E. S. A. Pro Annua Studiorum Instauratione Oratio. Coimbra, 1778; Novena de S. Gonçalo de Lagos, advogado dos mareantes. Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1781. Anónima; Cartas e dissertações na obra - Collectio Institutionem Academiae Liturgicae, Coimbra 1761-1763. 

Diogo Álvares Correia (Viana do Castelo 1475 - Tatuapara, Salvador 1557) foi um náufrago português com uma história envolta em histórias, algumas com um caracter lendário, que são paradigmáticas de certas características dos contactos dos portugueses com as populações indígenas do Brasil. Efectivamente, viveu toda a sua vida, depois do naufrágio, entre os Tupinambás e casou-se com Paraguaçu filha do Chefe Taparica. Em 1548 D. João III de Portugal pediu o seu apoioà expedição de Tomé de Sousa. É considerado o fundador do município baiano de Cachoeira.   

Borba de Moraes (Brasiliana), p. 279: “this first edition is very rare”.

Arthur Viegas. O Poeta Santa Rita Durão, Revelações históricas da sua vida e do seu seculo. Paris. 1914. 

Ameal, 2130. 

Monteverde, 4813.

Azevedo e Samodães, 3030.

Inocêncio, V, p. 113.

 


Temáticas

Referência: 2108PG009
Local: M-9-C-52

Indisponível





Caixa de sugestões
A sua opinião é importante para nós.
Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
Caixa de sugestões
 
Multibanco PayPal MasterCard Visa American Express

Serviços

AVALIAÇÕES E COMPRA

ORGANIZAÇÃO DE ARQUIVOS

PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

free counters