RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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BUC’HOZ. (Pierre-Joseph) MANUEL DE MÉDECINE PRATIQUE, ROYALE ET BOURGEOISE; OU PHARMACOPÉE TIRÉE DES TROIS RÈGNES, APPLIQUÉE AUX MALADIES DES HABITANTS DES VILLES.

Ouvrage utile a tout Citoyen. Par. M. Buc'hoz, Médecin ordinaire de feu Sa Majesté le Roi de Pologne, Docteur-Aggrégé du Collége Royal des Médecins de Nancy, & Membre de plusieurs Académies. A Paris, Chez J. P. Costard, Libraire, rue Saint-Jean-de Beauvais. M. DCC LXXI. [1771] Avec approbation & Privilége du Roi.

In 8.º de 17x11 cm. Com xxiv, 496 págs. Encadernação inteira de pele, com nervos e ferros a ouro em casas fechadas. Tem o corte das folhas carminado e inclui uma fita marcadora em tecido, solta do requife.

Ilustrado com cabeções, florões de remate e filetes a ornamentar os inícios e os finais dos capítulos.

Exemplar com uma mancha na pasta anterior e pequenas falhas de papel nas coifas e nos cantos das pastas. Apresenta uma mancha de maré à cabeça das folhas que, em algumas, se prolonga pelo festo.

As primeiras páginas em numeração romana incluem a folha de rosto, o prefácio e um índice de capítulos. Nas páginas 494 a 496 consta a aprovação de Claude Mathieu de Gardane e o privilégio do Rei Luís XV de França.

A obra divide-se em duas partes. A primeira, intitulada Médecine Bourgeoise, pretende ser uma farmacopeia onde apenas constam medicamentos mais baratos e fáceis de obter, de modo a estar ao alcance da classe de cidadãos que dispõem de menos meios. Parte das fórmulas têm como base o trabalho de François-Nicolas Marquet (1687 – 1759). O autor refere no prefácio que esta parte pode ser encarada como sequela de outra obra sua — Médicine Rurale — onde apresenta um conjunto de remédios e medicamentos que podem ser extraídos das plantas mais comuns de França. A segunda parte aborda farmacologia dispendiosa, apenas adequada a pessoas mais afortunadas e, portanto, intitulada Médecine Royale. Nesta reúnem-se algumas fórmulas e tratamentos utilizados por Charles Bagard (1696 – 1773), então reitor do Collège Royal de Médecine de Nancy, com quem Buc’hoz teve oportunidade de colaborar em 1759.

Pierre-Joseph Buc’hoz (Metz, 1731 – Paris, 1807) foi um médico, botânico, autor e livreiro editor, filho de um colecionador do comando de Metz. Começa por estudar direito e torna-se advogado em 1750, caminho do qual rapidamente desiste em detrimento de um profundo gosto pelas ciências naturais. Assim, em 1752 começa os seus estudos em medicina. Em 1755 casa com Françoise Marquet, filha do doutor François-Nicolas Marquet, com quem Buc’hoz escreveu algumas obras. Forma-se em medicina em 1759 no Collège Royal de Médecine de Nancy, com a defesa de duas teses de doutoramento. Simultaneamente, torna-se responsável por alguns cargos de botânica na mesma universidade. Mais tarde, em 1763, é nomeado médico de Estanislau I Leszczyński, antigo Rei da Polónia, que acabará por encorajar Buc’Hoz à produção artística e científica. É nesta altura que começa então a escrever diversas obras, maioritariamente relativas à botânica. Em 1774, publicou uma Histoire naturelle du règne végétal que lhe valeu a aprovação da Academia Real das Ciências, instituição da qual sempre sonhou ser membro — sonho este que nunca se realizou. Como acontece tantas vezes, o seu trabalho não foi reconhecido durante a sua vida e em 1778, enfrentando dificuldades financeiras, acaba por vender a sua biblioteca pessoal, com 1786 referências. Tal permite-lhe angariar fundos para se tornar no editor das suas próprias obras e no responsável pela distribuição da sua prolífica produção editorial por diversas casas parisienses. A sua esposa também comercializou as suas obras sob o nome «Dame Buchoz, épouse de l'auteur» e depois «Mme veuve Buchoz».

O seu trabalho é muito controverso e frequentemente criticado, nomeadamente pelos eminentes naturalistas, tais como Daubenton ou Jussieu, que o censuram essencialmente pela natureza compilatória das suas obras.

 In octavo. 17x11 cm. xxiv, 496 pp. Full leather binding, with raised bands and gilt tools on the spine. Red edges and loose cloth marker ribbon.

Illustrated with headpieces, finishing fleurons and fillets adorning the chapter beginnings and endings.

Copy with a stain on the front pastedown and small paper flaws on the caps and corners of the boards. Damp stain at the head of the leaves which, on some, extends across the inner hinge.

The first few pages in Roman numerals include the title page, the preface and a chapter index. Pages 494 to 496 contain the approval of Claude Mathieu de Gardane and the privilege of King Louis XV of France.

The work is divided into two parts. The first, entitled Médecine Bourgeoise, is intended to be a pharmacopoeia with only the cheapest and most easily obtainable medicines, so as to be within the reach of the class of citizens who have the least means. Part of the formulas are based on the work of François-Nicolas Marquet (1687 - 1759). The author states in the preface that this part can be seen as a sequel to another of his works - Médicine Rurale — where he presents a set of remedies and medicines that can be extracted from the most common plants in France. The second part deals with expensive pharmacology, only suitable for more fortunate people and therefore entitled Médecine Royale. It gathers some formulas and treatments used by Charles Bagard (1696 - 1773), then rector of the Collège Royal de Médecine de Nancy, with whom Buc'hoz had the opportunity to collaborate in 1759.

Pierre-Joseph Buc'hoz (Metz, 1731 - Paris, 1807) was a physician, botanist, author and publishing bookseller, the son of a collector of Metz. He began by studying law and became a lawyer in 1750, a path he quickly gave up on to the detriment of a deep liking for the natural sciences. So in 1752 he began his studies in medicine. In 1755 he married Françoise Marquet, daughter of doctor François-Nicolas Marquet, with whom Buc'hoz wrote some works. He graduated in medicine in 1759 at the Collège Royal de Médecine de Nancy, with the defence of two doctoral theses. At the same time, he became responsible for some botanical positions at the same university. Later, in 1763, he was appointed physician to Stanislaus I Leszczyński, former King of Poland, who encouraged Buc'Hoz to produce artistic and scientific work. It is at this time that he then begins to write several works, mostly concerning botany. In 1774, he published a Histoire naturelle du règne végétal which earned him the approval of the Royal Academy of Sciences, an institution of which he always dreamed of being a member - a dream that never came true. As so often happens, his work was not recognised during his lifetime and in 1778, facing financial difficulties, he ended up selling his personal library of 1786 references. This enabled him to raise funds to become the publisher of his own works and to distribute his prolific publishing output to various Parisian houses. His wife also marketed his works under the name «Dame Buchoz, épouse de l'auteur» and later «Mme veuve Buchoz».

His work is very controversial and often criticised, namely by eminent naturalists, such as Daubenton or Jussieu, who reproach him essentially for the compilatory nature of his works.

Referências/References:

Nathalie Costa. François-Nicolas Marquet: sa vie, ses oeuvres et ses démêlés tardifs avec le Collège Royal de Médecine de Nancy. Sciences du Vivant [q-bio]. 2008. hal-01734433; BNF - FRBNF12174578.


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Referência: 2207SB004
Local: M-15-D-24


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