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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. AVELAR BROTERO. (Félix de) PHYTOGRAPHIA LUSITANIÆ SELECTIOR,seu novarum, rariorum, et aliarum minus cognitarum stirpium, quæ in lusitania sponte veniunt, ejusdemque floram spectant, descriptiones iconibus illustratæ. TOM. I. AUCTORE FELICE AVELLAR BROTERO Eq. Reg. Ord. D. B. De Avis. Doct. M. Ac Phil. Botan. Et Phytogeurg. In Acad. Conimbr. Profes. Nunc Emer. Mus. Et Hort. Reg. Botan. Olisip. Philomath. Paris. Histor. Nat. Rostock. Physiogr. Lundens. Et Aliarum Sodalis. OLISIPONE. EX TYPOGRAPHIA REGIA. M. DCCCXVI. [1816]. Permissu regio. In fólio de 31,5x22 cm. Com [viii], 235, [i] págs. Brochado, sem capas de brochura. Impressão cuidada em caracteres redondos sobre papel de boa qualidade, ornamentada com armas reais de D. João VI xilogravadas na folha de rosto. No pé de imprensa, nota com os locais de venda: «Olisip. In eadem Typographia regia, et apud Petr. et Georg. Rey.; Paris. Apud Barrois jun. et apud Rey et Gravier. Londin. Apud Bossange, viâ gr. Malborough». Exemplar sem as 82 estampas calcográficas - gravuras a buril abertas por Ferreira e Queiroz - que costumam acompanhar este tomo, conforme indicado na «Explicatio Tabularum» das páginas finais. Tem ainda uma pequena mancha de humidade desde o rosto até à página 14. Rara primeira edição do «Tomo I» desta obra fundamental da botânica portuguesa, cujo texto foi impresso em 1816, mas cuja publicação efectiva ocorreu apenas em 1817, devido a atrasos na impressão das estampas. Existe um «Tomo II», com as estampas 83 a 181, que traz no rosto a data de 1827, mas foi apenas publicado em 1834-35, vários anos após a morte do autor. Conjuntos completos com os dois volumes e as 181 estampas são de extrema raridade, conservando-se em muito poucas instituições a nível mundial, como o New York Botanical Garden, o Real Jardín Botánico de Madrid e a Universidade de Coimbra. A «Phytographia Lusitaniae selectior» constitui a magna obra ilustrada de Félix de Avelar Brotero, complementando a sua «Flora Lusitanica» (1804), que oferecera descrições de cerca de 1800 espécies sem aparato iconográfico. O título, que pode ser traduzido como — «Fitografia Seleta de Portugal, ou Descrições ilustradas de plantas novas, raras e outras menos conhecidas que crescem espontaneamente em Portugal e concernem à sua flora» — anuncia o propósito de documentar as espécies mais notáveis e menos estudadas da flora lusitana, preenchendo uma lacuna crítica na literatura botânica europeia. Antes de Brotero, apenas o «Viridarium Lusitanicum» (1661) de Gabriel Grisley tentara uma flora portuguesa, mas com alcance muito mais limitado. Redigida inteiramente em latim para garantir acessibilidade à comunidade científica internacional, a obra organiza as espécies segundo o sistema sexual de Lineu, metodologia então dominante na botânica europeia. Páginas preliminares com dedicatória a D. João VI e prefácio do autor. A dedicatória coincide com o momento da ascensão do antigo Príncipe Regente a rei, dado o falecimento da rainha D. Maria I a 20 de março de 1816, precisamente quando este volume estava a ser finalizado. Brotero, enquanto Director do Real Jardim Botânico da Ajuda — criado em 1768 para os netos reais, incluindo o futuro D. João VI — mantinha relação institucional directa com a coroa, que permanecia no Brasil desde 1807. A sua dedicatória vinculava o progresso científico português ao patrocínio régio, num período de reconstrução cultural após as devastações das invasões napoleónicas, durante as quais o general Junot ordenara a transferência de espécimes botânicos da Ajuda para Paris. O volume contém 87 descrições botânicas distribuídas por classes segundo o sistema lineano (Diantheria, Triantheria, Tetrantheria, etc.), seguidas de addenda, índice de sinónimos, índice sistemático, índice alfabético e «Explicatio Tabularum» com a descrição detalhada das 82 estampas ausentes neste exemplar. A última página apresenta errata. A história editorial da «Phytographia Lusitaniae selectior» é particularmente complexa. Em 1801, Brotero publicou um primeiro fascículo com 35 espécies e 8 estampas através da Typographia do Arco do Cego, mas ficou insatisfeito com a qualidade da produção, levando-o à elaboração do presente volume. Existem duas versões deste fascículo: uma raríssima com data de «1800» (apenas cinco exemplares conhecidos, em Coimbra, Porto, BNP, Real Jardín Botánico de Madrid e Linnean Society de Londres), que se acreditam terem sido provas de impressão preliminares, não aprovadas por Brotero, que terão escapado à destruição quando a Typographia encerrou no final de 1801 e vendeu material a peso para saldar dívidas; e outra de «1801» com tiragem de 300 exemplares, esta sim a publicação final. Quanto ao presente Tomo I, embora a folha de rosto indique 1816, uma carta de Brotero ao Conde da Barca datada de 15 de julho de 1817 revela que esperava poder enviar um exemplar «ainda este ano», confirmando que o volume só ficou efectivamente disponível em 1817, devido a atrasos na impressão das estampas. O Tomo II, com data de 1827 na folha de rosto, foi publicado postumamente apenas em 1834-1835, por ordem expressa do Duque de Palmela enquanto Ministro de Estado — Brotero falecera a 4 de agosto de 1828 sem ver este volume concluído, e parte das suas descrições e 49 das estampas são, na verdade, adaptações da «Flore portugaise» de Hoffmannsegg e Link. Félix de Avelar Brotero (Santo Antão do Tojal, 1744 – Belém, Lisboa, 1828), nascido Félix da Silva Avelar, é considerado o fundador da botânica sistemática em Portugal. Órfão aos dois anos e criado pelos frades arrabidos de Mafra, serviu como capelão-cantor na Patriarcal de Lisboa antes de se matricular na Faculdade de Cânones de Coimbra em 1770. Em julho de 1778 fugiu de Portugal num navio sueco, escapando à perseguição inquisitorial pelas suas simpatias iluministas, na companhia do poeta Filinto Elísio. Durante doze anos em Paris sob Luís XVI, estudou história natural e medicina, obtendo o doutoramento pela Universidade de Reims e frequentando as lições dos mais distintos naturalistas franceses: Daubenton, Lamarck (com quem desenvolveu amizade duradoura), Buffon e Jussieu. Em Paris adoptou o pseudónimo «Brotero», do grego broto (mortal) e eros (amor). Regressado a Portugal em 1790, foi nomeado por carta régia de 25 de fevereiro de 1791 Professor de Botânica e Agricultura na Universidade de Coimbra — a primeira cátedra da disciplina em Portugal —, onde ensinou durante vinte anos até se retirar em 1811 para assumir a direcção do Real Jardim Botânico da Ajuda. Foi deputado às Cortes Constituintes (1821-1822) pela Estremadura, sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, membro da Linnean Society de Londres (1802), da Academia Leopoldina (1818) e de diversas sociedades científicas europeias. A sua abreviatura de autor «Brot.» permanece em uso na nomenclatura botânica, e várias espécies honram o seu nome, como Paeonia broteri.
Carefully printed in round characters on good quality paper, decorated with the royal coat of arms of D. João VI woodcut on the title page. At the bottom of the page, a note with the places of sale: 'Olisip. In eadem Typographia regia, et apud Petr. et Georg. Rey.; Paris. Apud Barrois jun. et apud Rey et Gravier. Londin. Apud Bossange, viâ gr. Malborough'. Copy without the 82 intaglio prints – engravings by Ferreira and Queiroz – that usually accompany this volume, as indicated in the "Explicatio Tabularum" on the final pages. It also has a small damp stain from the front cover to page 14. Rare first edition of 'Volume I' of this fundamental work of Portuguese botany, whose text was printed in 1816, but whose actual publication only took place in 1817, due to delays in printing the illustrations. There is a 'Volume II', with engravings 83 to 181, which bears the date 1827 on the cover, but was only published in 1834-35, several years after the author"s death. Complete sets with both volumes and all 181 plates are extremely rare, and are preserved in very few institutions worldwide, such as the New York Botanical Garden, the Royal Botanical Garden of Madrid and the University of Coimbra. Phytographia Lusitaniae selectior is Félix de Avelar Brotero"s magnum opus, complementing his Flora Lusitanica (1804), which provided descriptions of around 1,800 species without illustrations. The title, which can be translated as Selected Phytography of Portugal, or Illustrated Descriptions of New, Rare and Other Less Known Plants that Grow Spontaneously in Portugal and Concern its Flora, announces the purpose of documenting the most notable and least studied species of Lusitanian flora, filling a critical gap in European botanical literature. Before Brotero, only Gabriel Grisley"s Viridarium Lusitanicum (1661) had attempted a Portuguese flora, but with a much more limited scope. Written entirely in Latin to ensure accessibility to the international scientific community, the work organises species according to Linnaeus" sexual system, the methodology then dominant in European botany. Preliminary pages with a dedication to King João VI and a preface by the author. The dedication coincides with the moment of the former Prince Regent"s ascension to the throne, following the death of Queen Maria I on 20 March 1816, precisely when this volume was being finalised. Brotero, as Director of the Real Jardim Botânico da Ajuda (Royal Botanical Garden of Ajuda) — created in 1768 for the royal grandchildren, including the future King João VI — maintained a direct institutional relationship with the crown, which had remained in Brazil since 1807. His dedication linked Portuguese scientific progress to royal patronage, in a period of cultural reconstruction after the devastation of the Napoleonic invasions, during which General Junot had ordered the transfer of botanical specimens from Ajuda to Paris. The volume contains 87 botanical descriptions distributed by classes according to the Linnaean system (Diantheria, Triantheria, Tetrantheria, etc.), followed by addenda, an index of synonyms, a systematic index, an alphabetical index, and 'Explicatio Tabularum' with a detailed description of the 82 plates missing from this copy. The last page contains errata. The publishing history of Phytographia Lusitaniae selectior is particularly complex. In 1801, Brotero published a first instalment with 35 species and 8 engravings through Typographia do Arco do Cego, but he was dissatisfied with the quality of the production, leading him to produce the present volume. There are two versions of this instalment: an extremely rare one dated "1800" (only five copies are known to exist, in Coimbra, Porto, BNP (Portuguese National Library), Real Jardín Botánico de Madrid and Linnean Society of London), which are believed to have been preliminary proofs, not approved by Brotero, which escaped destruction when the Typographia closed at the end of 1801 and sold as material by weight to pay off debts; and another from '1801' with a print run of 300 copies, which was the final publication. As for the present Volume I, although the title page indicates 1816, a letter from Brotero to the Count of Barca dated 15 July 1817 reveals that he hoped to be able to send a copy 'later this year', confirming that the volume only became available in 1817 due to delays in printing the plates. Volume II, dated 1827 on the title page, was published posthumously only in 1834-1835, by express order of the Duke of Palmela as Minister of State — Brotero died on 4 August 1828 without seeing this volume completed, and part of his descriptions and 49 of the engravings are, in fact, adaptations of Hoffmannsegg and Link"s Flore Portugaise. Félix de Avelar Brotero (Santo Antão do Tojal, 1744 – Belém, Lisbon, 1828), born Félix da Silva Avelar, is considered the founder of systematic botany in Portugal. Orphaned at the age of two and raised by the friars of Mafra, he served as chaplain-singer at the Patriarchal Cathedral of Lisbon before enrolling at the Faculty of Canons of Coimbra in 1770. In July 1778, he fled Portugal on a Swedish ship, escaping persecution by the Inquisition for his Enlightenment sympathies, in the company of the poet Filinto Elísio. During twelve years in Paris under Louis XVI, he studied natural history and medicine, obtaining a doctorate from the University of Reims and attending the lectures of the most distinguished French naturalists: Daubenton, Lamarck (with whom he developed a lasting friendship), Buffon and Jussieu. In Paris, he adopted the pseudonym "Brotero", from the Greek broto (mortal) and eros (love). Returning to Portugal in 1790, he was appointed by royal letter on 25 February 1791 as Professor of Botany and Agriculture at the University of Coimbra — the first chair of the discipline in Portugal — where he taught for twenty years until retiring in 1811 to take over the management of the Royal Botanical Garden of Ajuda. He was a member of the Constituent Assembly (1821–1822) for Estremadura, a member of the Royal Academy of Sciences of Lisbon, a member of the Linnean Society of London (1802), the Leopoldina Academy (1818) and several European scientific societies. His author abbreviation "Brot." remains in use in botanical nomenclature, and several species honour his name, such as Paeonia broteri. Referências: Referência: 2407SB007
Local: SACO SB270-2 Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
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