![]() ![]() | ![]() |
|||||||
|
|
RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
|
|
Clique nas imagens para aumentar. GARCÍA DE NODAL. (Bartolomé) y Gonzalo García de Nodal. RELACION DEL VIAGE, QUE POR ORDEN DE SU MAGESTAD, Y ACUERDO DE EL REAL CONSEJO DE INDIAS,Hicieron los capitanes Bartholome Garcia de Nodal, y Gonzalo de Nodal, Hermanos, naturales de Pontevedra, al descubrimiento DEL ESTRECHO NUEVO DE SAN Vicente, que hoy es nombrado de Maire, y Reconocimiento del de Magallanes. REIMPRESSO DE ORDEN DEL Sr. D. JOACHIM MANUEL DE VILLENA y Guadalfaxara, Marquès del Real Thesoro, Cavallero del Orden de S. Juan, del Consejo de S.M.Gefe de Esquadra de la Real Armada, y Presidente de la Real Audiencia, y Casa de la Contratacion á las Indias: EN UTILIDAD DEL HOSPICIO DE LA SANTA Charidad de la Ciudad de Cadiz. LLEVA AÑADIDO LAS DERROTAS DE LA AMERICA OCCIDENtal de unos Puertos á otros, que diò á luz el Theniente de Navio de la Real Armada Don Manuél de Echavelar. CON LICENCIA EN MADRID: Y Reimpresso en Cadiz por Don Manuèl Espinosa de los Monteros, Impressor de Real Marina, Calle de S. Francisco. Donde se hallarà. [1766?]. De 20,5x15 cm. Com [xx], 162 [i.e. 164], [ii], [ii br.], 41, [ii], [i br.] págs. Encadernação inteira de pergaminho flexível, com título manuscrito a tinta na lombada. Preserva três atilhos em pele. Ilustrado com perfis costeiros xilogravados às páginas 83, 84 e 88, representando vistas de cabos e montanhas desde o mar — técnica cartográfica conhecida como «aguadas», essencial para reconhecimento de costas e navegação segura na época. Tem junto: J. M. Y. J. INSTRUCCION Exacta, y Util DE LAS DERROTAS, Y Navegaciones, que se Executan en Todos tiempos en la America Septentrional, de unos Puertos à otros: CON LAS ADVERTENCIAS DE Sondas, y Notas, para ponerlas en pràctica. Sacala a Luz D. MANUEL DE ECHEVELAR, Natural de la Villa de Lequeytio en el Señorìo de Vizcaya, y Theniente de Fragata, y Ayudante de Piloto Mayor de la Real Armada. Año de 1753. CON LICENCIA: En Cadiz en la Real Imprenta de Marina, Calle de San Francisco. Impressão em caracteres redondos sobre papel muito alvo de qualidade. A obra principal apresenta ornamentação tipográfica sóbria: cabeção com elementos tipográficos e inicial decorada com motivos vegetalistas na página 1, florão de remate à página 57, grande florão vegetalista à página 73 (imediatamente antes da indicação do mapa), e idêntico florão à página 133 encerrando a obra principal. A secção «Relacion Sumario de los Servicios...» (pág. 137) abre com cabeção tipográfico e inicial decorada, incluindo florão com figura de anjo à página 156. O apêndice de Echevelar apresenta no rosto uma cercadura barroca xilogravada envolvendo o título, inicial decorada com ornamentos vegetalistas, e florões de remate xilogravados separando secções. Exemplar sem o mapa desdobrável que deveria estar encadernado entre as páginas 72 e 73. Na página 73 encontra-se colada uma pequena gravura setecentista representando um navio a disparar canhões, dissimulando a indicação impressa «Aqui el Mapa.». Apresenta pequeno restauro à página 80 junto ao festo. As páginas 161-164 estão numerada 159-162, por erro do impressor, porém a obra encontra-se completa. Segunda e última edição histórica desta obra fundamental sobre a expedição espanhola aos estreitos austrais de 1618-1619. Publicada 145 anos após a edição princeps de Madrid (1621), esta reimpressão gaditana distingue-se pela adição do manual prático de Echevelar, transformando o relato histórico num volume com utilidade contemporânea para pilotos que navegavam rotas americanas. Obra muito importante, documentando uma das expedições mais bem-sucedidas da Era dos Descobrimentos: em 9 meses e 12 dias, os irmãos Nodal completaram a primeira circum-navegação da Terra do Fogo, descobriram as Ilhas Diego Ramírez (a terra mais austral visitada durante 156 anos), navegaram intencionalmente na Passagem de Drake alcançando 58°30'S, e atravessaram o Estreito de Magalhães no sentido oeste-leste — tudo sem uma única baixa entre os 80 tripulantes. Páginas preliminares não numeradas incluem licença do Conselho datada de 7 de agosto de 1766, dedicatória, prólogo do autor original, prólogo do tradutor e advertências para navegação. O texto principal organiza-se cronologicamente, narrando as operações desde a partida de Lisboa (27 de setembro de 1618) até ao regresso a Sanlúcar (9 de julho de 1619), cobrindo as principais etapas: reconhecimento do Estreito de Le Maire, descoberta das Ilhas Diego Ramírez, navegação na Passagem de Drake, e travessia do Estreito de Magalhães. Inclui secção técnica sobre variação da aguja (declinação magnética) com regras práticas para cálculo, elemento crucial da navegação setecentista. Segue-se «Tabla para saber las Horas» e «Relacion Sumario de los Servicios de los Capitanes» (págs. 137-162). O apêndice de Echevelar, com folha de rosto e paginação próprias, apresenta instruções detalhadas de navegação para a América Septentrional, incluindo derrotas entre portos da Nova Espanha, rotas do Golfo do México e Caraíbas, com indicações de sondas, distâncias, rumos e advertências sobre perigos, "que se executan en todos tiempos". Encerra com índice remissivo das derrotas. A expedição constituiu resposta estratégica à descoberta holandesa do Estreito de Le Maire por Willem Schouten e Jacob Le Maire (1616), confirmando a viabilidade da nova passagem e fornecendo dados cartográficos de valor excepcional. O mapa original gravado por Jean de Courbes baseado nos levantamentos de Pedro Teixeira Albernaz tornou-se "superior ao de Le Maire" (Sabin) em detalhe e precisão, porém foi sistematicamente suprimido após publicação. A maioria dos exemplares sobreviventes da edição de 1621 carecem do mapa, tal como sucede com o presente exemplar da reimpressão de 1766, tornando ambas edições de grande raridade quando completas. Esta reedição enquadra-se na política ilustrada de Carlos III sob patrocínio de Joaquín Manuel de Villena, então Presidente da Casa de Contratación de Índias em Cádis. A licença de 1766 destinava as receitas ao Hospicio de la Santa Charidad, cuja magnífica sede projectada por Torcuato Cayón fora concluída em 1763. A escolha de incluir as Derrotas de Echevelar — originalmente publicadas em 1753 — revelava dupla intenção: recuperação patrimonial de um clássico da exploração e provisão de ferramenta prática para formação de pilotos da Real Armada. Bartolomé García de Nodal (Pontevedra, 1574 – Florida, 1622) e Gonzalo de Nodal (Pontevedra, 1569 – 1622), marinheiros veteranos galegos, foram escolhidos pelo Conselho Real para comandar a expedição de reconhecimento dos estreitos austrais. Bartolomé, capitão-mor, servira na Armada do Mar Oceano antes da missão. Ironicamente, ambos os irmãos pereceram no mar três anos após o triunfo: Bartolomé afundou-se com o galeão Nuestra Señora de Atocha num furacão ao largo da Florida (5 de setembro de 1622), enquanto Gonzalo perdeu-se em outubro de 1622 numa expedição de socorro ao Chile através do Estreito de Le Maire. Manuel de Echevelar (fl c.1753), Tenente de Navío da Real Armada, especializou-se em navegação das rotas americanas. Em 1753 publicou pela Real Imprenta de Marina a Instruccion exacta y util de las derrotas y navegaciones da América Septentrional, manual que proporcionava instruções detalhadas incluindo sondas, rumos, distâncias e advertências adaptadas a todas as estações. A escolha de Villena de incluir este trabalho como apêndice ao relato dos Nodal revelava que Echevelar era considerado autoridade na navegação americana contemporânea. Joaquín Manuel de Villena y Guadalfajara (Zamora, 1709 – El Puerto de Santa María, 1790), Marquês do Real Tesouro, Cavaleiro de São João e Chefe de Esquadra, serviu como Presidente da Casa de Contratación entre 1763-1774. Comandou a Flota de Nueva España em 1757, transportando quase 15 milhões de pesos em prata, feito que levou Carlos III a conceder-lhe o título nobiliárquico. Posteriormente promovido a Tenente General, recebeu o Tosão de Ouro e tornou-se Conselheiro Supremo da Guerra, falecendo aos 80 anos após 62 anos de serviço. Manuel Espinosa de los Monteros (1713 – Cádis, 1781) foi Impressor da Real Marina em Cádis desde c.1749 até à morte, operando na Calle de San Francisco. Publicou obras técnicas navais, regulamentos e manuais para uso da Armada, tornando-se pioneiro do comércio livreiro transatlântico. Entre 1750-1776 exportou 212 caixotes de livros para Nova Espanha, afirmando-se como um dos livreiros mais activos da Carrera de Indias.
Illustrated with woodcut coastal profiles on pages 83, 84, and 88, depicting views of capes and mountains from the sea — a cartographic technique known as 'aguadas,' essential for coastal reconnaissance and safe navigation at the time. Together with: J. M. Y. J. INSTRUCCION Exacta, y Util DE LAS DERROTAS, Y Navegaciones, que se Executan en Todos tiempos en la America Septentrional, (…) Printed in round characters on high-quality white paper. The main work features sober typographical ornamentation: a headpiece with typographical elements and an initial decorated with plant motifs on page 1, a finishing fleuron on page 57, a large plant fleuron on page 73 (immediately before the map), and an identical one on page 133 closing the main work. The section 'Relacion Sumario de los Servicios...' (p. 137) opens with a typographic headpiece and decorated initial, including a fleuron with an angel figure on page 156. The Echevelar appendix features a woodcut Baroque border surrounding the title, an initial decorated with vegetal ornaments, and woodcut finishing fleurons separating sections. Copy without the fold-out map that should be bound between pages 72 and 73. On page 73, there is a small 18th-century engraving depicting a ship firing cannons, concealing the printed indication "Aqui el Mapa" (Here is the Map). There is minor restoration on page 80 next to the inner hinge. Pages 161–164 are numbered 159–162 due to a printing error, but the work is complete. Second and final historical edition of this fundamental work on the Spanish expedition to the southern straits in 1618–1619. Published 145 years after the first edition in Madrid (1621), this Cadiz reprint is distinguished by the addition of Echevelar"s practical manual, transforming the historical account into a volume of contemporary use for pilots navigating American routes. A very important work documenting one of the most successful expeditions of the Age of Discovery: in 9 months and 12 days, the Nodal brothers completed the first circumnavigation of Tierra del Fuego, discovered the Diego Ramírez Islands (the southernmost land visited for 156 years), intentionally sailed through Drake Passage reaching 58°30'S, and crossed the Strait of Magellan from west to east — all without a single casualty among the 80 crew members. Unnumbered preliminary pages include a licence from the Council dated 7 August 1766, a dedication, a prologue by the original author, a prologue by the translator, and warnings for navigation. The main text is organised chronologically, narrating the operations from the departure from Lisbon (27 September 1618) to the return to Sanlúcar (9 July 1619), covering the main stages: reconnaissance of the Strait of Le Maire, discovery of the Diego Ramírez Islands, navigation through Drake Passage, and crossing of the Strait of Magellan. It includes a technical section on needle variation (magnetic declination) with practical rules for calculation, a crucial element of 18th-century navigation. This is followed by 'Tabla para saber las Horas' and 'Relacion Sumario de los Servicios de los Capitanes' (pp. 137-162). Echevelar"s appendix, with its own title page and pagination, provides detailed navigation instructions for North America, including routes between ports in New Spain, routes in the Gulf of Mexico and the Caribbean, with indications of soundings, distances, courses and warnings about dangers, "que se executan en todos tiempos" (which are carried out at all times). It concludes with an index of routes. The expedition was a strategic response to the Dutch discovery of the Strait of Le Maire by Willem Schouten and Jacob Le Maire (1616), confirming the viability of the new passage and providing cartographic data of exceptional value. The original map engraved by Jean de Courbes based on Pedro Teixeira Albernaz"s surveys became "superior to Le Maire"s" (Sabin) in detail and accuracy, but was systematically suppressed after publication. Most surviving copies of the 1621 edition lack the map, as does this copy of the 1766 reprint, making both editions extremely rare when complete. This reissue is part of Carlos III"s enlightened policy under the patronage of Joaquín Manuel de Villena, then President of the Casa de Contratación de Índias in Cádiz. The 1766 licence allocated the proceeds to the Hospicio de la Santa Charidad, whose magnificent headquarters, designed by Torcuato Cayón, had been completed in 1763. The decision to include Derrotas de Echevelar — originally published in 1753 — revealed a dual intention: to recover a classic work on exploration and to provide a practical tool for training Real Armada pilots. Bartolomé García de Nodal (Pontevedra, 1574 – Florida, 1622) and Gonzalo de Nodal (Pontevedra, 1569 – 1622), veteran Galician sailors, were chosen by the Royal Council to command the expedition to explore the southern straits. Bartolomé, captain-major, had served in the Armada del Mar Oceano before the mission. Ironically, both brothers perished at sea three years after their triumph: Bartolomé sank with the galleon Nuestra Señora de Atocha in a hurricane off the coast of Florida (5 September 1622), while Gonzalo was lost in October 1622 on a relief expedition to Chile via the Strait of Le Maire. Manuel de Echevelar (fl. c.1753), Lieutenant of the Real Armada, specialised in navigating American routes. In 1753, he published Instruccion exacta y util de las derrotas y navegaciones da América Septentrional (Accurate and Useful Instructions on Routes and Navigation in North America) through the Real Imprenta de Marina (Royal Navy Press), a manual that provided detailed instructions including soundings, courses, distances, and warnings adapted to all seasons. Villena"s choice to include this work as an appendix to Nodal"s account revealed that Echevelar was considered an authority on contemporary American navigation. Joaquín Manuel de Villena y Guadalfajara (Zamora, 1709 – El Puerto de Santa María, 1790), Marquis of the Royal Treasury, Knight of St John and Fleet Commander, served as President of the Casa de Contratación between 1763 and 1774. He commanded the Flota de Nueva España in 1757, transporting almost 15 million pesos in silver, an achievement that led Charles III to grant him a title of nobility. Later promoted to Lieutenant General, he received the Golden Fleece and became Supreme Councillor of War, dying at the age of 80 after 62 years of service. Manuel Espinosa de los Monteros (1713 – Cádiz, 1781) was the Royal Navy Printer in Cádiz from around 1749 until his death, operating on Calle de San Francisco. He published technical naval works, regulations and manuals for use by the Navy, becoming a pioneer of transatlantic book trade. Between 1750 and 1776, he exported 212 crates of books to New Spain, establishing himself as one of the most active booksellers in the Carrera de Indias. Referências/References: Referência: 2511SB001
Local: SACO SB274-08 Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
|
Pesquisa Simples
|
||
![]() |
|||
|