RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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FELIX, (Clemente), Francisco Velasco de Gouveia e Gabriel de Almeida e Vasconcelos. MEMORIAL DO GERAL DA ORDEM DE CHRISTO, E DOS RELIGIOSOS DELLA

para a Magestade do senhor Rey Dom Ioaõ o Quarto, que Deos guarde, & os fundamentos delle, & a resposta, que o dito Geral dá á consulta, que os Deputados da Mesa da Consciencia fizeraõ contra o ditto Memorial. EM LISBOA. Com licença da santa Inquisição, Ordinario, & Paço. Por Manoel da Sylva, anno M.D.C.XLVIII. [1648].

In fólio de 27x20 cm. Com 12, [ii em br], 34, 23, [i em br.], 38, [i em br.], 182, (i. é. 186), [iv em br.] págs. Encadernação do século xviii, inteira de pele com ferros a ouro na lombada e rolados nas cercaduras das pastas. Cortes das folhas pintados de azul. 

Exemplar com a encadernação muito danificada, precisa ser reencadernado. Os primeiros fólios soltos; e restauros marginais grosseiros nas primeiras páginas atingindo o texto. 

Obra de grande raridade em especial quando completa com toda as cinco paginações e todas as folhas em branco que a integram. Nestas condições de integridade, será exemplar único no comércio. Só a Biblioteca Nacional de Portigal possui 2 exemplares completos, mas mesmo assim sem todas as folhas em branco que este apresenta. Inocêncio só viu o exemplar da Academia das Ciências e refere apenas a última paginação, pois o referido exemplar, está incompleto, tendo apenas umas das alegações e o corpo do texto. O Catálogo de Azevedo e Samodães, tem apenas duas alegações soltas, o lote n.º 91, com 38 páginas e o lote n.º 3474, com 23 páginas. O catálogo Ávila Perez, n.º 4862, tem exemplar completo, mas sem as folhas em branco, que considera muito raro. O Catálogo da Biblioteca Palha, sem algumas das folhas em branco, considera-o: «Livre trés rare». Nem a BNP, nem nenhum dos cátalogo referidos regista o salto de páginas que só esta nossa ficha catalográfica descreve pela primeira vez.

A obra além de diversas trocas de números na paginação que não afectam o total (por ex.: 63 por 61, 66 por 69, 62 por 63, e outros) no corpo principal, repete as páginas 166 e 167, assim como as páginas 179 e 180, dando assim um número real total de 186 e não 182.   

Muito importante para o estudo da história da Ordem de Cristo e da história de Portugal, em especial no período da Restauração, ou para o estudo do, como afirma Rodrigues Ferreira, «complexo universo das ordens militares, as suas ligações ao poder régio, ao clero secular e ordens monásticas, estas por sua vez, também sujeitas a uma Regra e a uma entidade tutelar superior, a Sé Apostólica». A mesma autora (Ferreira, 2004:40) assinala que os documentos das Ordens miliatres são: «preciosos meios para perceber as relações, que elas estabelecem com a Igreja, o poder régio e a sociedade».    

As primeiras 12 páginas apresentam a explicação da mercê que o Geral e os religiosos da Ordem de Cristo pediam ao Rei D. João IV e um índice analítico. As três numerações contêm as alegações em defesa dos interesses da Ordem de Cristo, dos Doutores Clemente Feliz, Protonotário de sua Santidade; Francisco Valasco de Gouvea, desembargador da Casa da Suplicação; e Gabriel d' Almeida de Vasconcelos. O último conjunto de 182 (i. é 186) páginas contém a transcrição de 54 documentos relativos aos direitos da Ordem de Cristo, que são referidos nas alegações e onde servem de prova e sustentação das teses nelas defendidas. 

É um conjunto muito rico, com documentos em português e em latim, que inclui, entre muitos outros, a Bula da Fundação da Ordem, Ad ea ex quibus, dada em Avinhão, Pelo Papa João XXII, a 14 de Março de 1319; o estatuto do 6.º Mestre da Ordem de Cristo D. Nuno Rodrigues, o estatuto do Infante D. Henrique, 8.º Mestre da Ordem; a Bula do Papa Júlio II, Militans Ecclesia, que confirmou a reforma feita pelo Bispo de Viseu e concedendo à ordem os privilégios dos Templários e das Ordens de Calatrava, Alcântara e Avis; Bula do papa Leão X, duas bulas do Papa Alexandre VI, bulas dos papas Paulo III, Pio IV (2), Pio V, Urbano VIII, Inocêncio, Eugénio, Júlio II, Sisto IV, Adriano, Clemente VIII; Motu próprio de Gregório XIII, Alvarás dos reis de Portugal, D, Manuel I, D, João III, D. Sebastião, Filipe II; Privilégio concedido por D. Afonso Henriques aos Cavaleiros Templários, Carta de D. Sebastião, Quitação do mesmo rei, treslado de uma provisão do rei Filipe II; assim como sentenças que se deram nas causas que o procurador da Ordem de Cristo moveu contra diversas pessoas, uma sentença da Mesa da Consciência, e Ordens, uma consulta do mesmo tribunal, revogação de uma sentença; Inclui também o Juramento de D. João IV, quando se tornou cavaleiro da Ordem e a certidão do referido juramento.                  

Ref:

Iberian Books B71865 [28308]

Maria Isabel Rodrigues Ferreira - A normativa das Ordens Militares Portuguesas (Séculos XII-XVI) Poderes, sociedade, espiritualidade. Volume I. Dissertação de Doutoramento no ramo de conhecimento em História apresnetada à Faculadade de Letras da Faculadade do Porto. 2004, p. 93-94. 

Arouca, M 240

Avila Perez, 4862

Azevedo e Samodães, 91 e 3474

Nepomuceno, 1099

Palha 3, 2585

Inocêncio VI, 183

Barbosa Machado I, 592; II, 279 e 308


Temáticas

Referência: 2602PG001
Local: SACO PG142-6


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