RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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LE CORBUSIER. DES CANONS, DES MUNITIONS? MERCI! DES LOGIS... S.V.P.

(Ce titre date de janvier 1937; il n’est nullement une allusion à l’actualité brûtale des réarmements de 1938.) Monographie du «Pavillon des Temps Nouveaux» a l’Exposition Internationale «Art et Technique» de Paris 1937. Collection de l"Équipement de la Civilisation Machiniste. Editions de l’Architecture d’Aujourd’hui, 6, Rue Bartholdi, Boulogne (Seine). Le Corbusier. 1938.

Livro oblongo de 23,5x29,5 cm. Com 147, [i] págs. Cartonagem do editor com a lombada em tela, ilustrada na pasta anterior com fotomontagem policroma do autor, de inspiração construtivista, justapondo fragmentos de artilharia e aviação com imagens de planos urbanísticos e habitação.

Profusamente ilustrado no texto com fotografias a preto e branco de Albin Salaün, René Lévy e diversos amadores, reproduções de desenhos originais de Le Corbusier, fotografias de maquetes com ocasionais detalhes a cores, fotografias aéreas, plantas, cortes e desenho técnico. Inclui ainda diagramas e fotomontagens.

Edição original, rara, desta monografia do «Pavillon des Temps Nouveaux», pavilhão efémero concebido por Le Corbusier e Pierre Jeanneret para a Exposição Internacional «Arte e Técnica» de Paris de 1937. Constitui simultaneamente o registo documental do pavilhão e um manifesto urbanístico de alcance programático. O título provocatório — «Canhões, munições? Obrigado! Alojamentos... por favor» — sintetiza a tese central: os recursos consagrados ao rearmamento deveriam ser canalizados para a resolução da crise habitacional. 

Publicada em 1938 pelas Éditions de l'Architecture d'Aujourd'hui — braço editorial da influente revista homónima fundada em 1930 pelo engenheiro e escultor André Bloc (1896–1966) —, a obra integra a «Collection de l'Équipement de la Civilisation Machiniste», colecção que reuniu as principais publicações teóricas de Le Corbusier, entre as quais «La Ville Radieuse» (1935).

A obra organiza-se como uma transposição para o livro da experiência espacial do pavilhão, estruturando-se em torno das secções temáticas que o compunham. Abre com uma reflexão sobre o alojamento como esperança da civilização maquinista, seguida de uma apresentação da Carta de Atenas e dos trabalhos do CIAM (Congressos Internacionais de Arquitectura Moderna), incluindo os resultados do 4.º Congresso de Atenas (1933) e a preparação do 5.º, dedicado à habitação e ao lazer. O índice regista, entre outras secções: a análise crítica do estado de Paris, o «Plan de Paris 37», a proposta de reorganização do Ilot Insalubre n.º 6 no bairro do Marais, o projecto do arranha-céus cartesiano como centro administrativo, a reforma agrária com os planos para a «Ferme Radieuse» e o «Village Coopératif» de Piacé (Sarthe), e ainda um curioso projecto de barco de salvamento insubmersível apresentado por Jean Badovici.

O pavilhão, inaugurado a 17 de Julho de 1937 no sector de Saint-Cloud, era uma estrutura desmontável — uma vasta tenda de lona impermeável amarela suspensa de dezasseis pilares metálicos em treliça — concebida como Museu Itenerante de Educação Popular. Tratava-se de uma peça de propaganda arquitectónica destinada a vulgarizar os princípios do urbanismo funcional junto do grande público, numa época em que Le Corbusier, apesar da sua notoriedade internacional, enfrentava uma persistente dificuldade em concretizar projectos de envergadura em território francês.

A dimensão rural da obra merece destaque: as secções dedicadas à quinta e à aldeia cooperativa documentam a colaboração entre Le Corbusier e o sindicalista agrário Norbert Bézard (1896–1956), que desde 1933 incitou o arquitecto a aplicar à vida rural os mesmos princípios de racionalização e conforto que norteavam o seu modelo de cidade funcional, a «Ville Radieuse» — plano urbanístico teórico publicado em 1935, que propunha habitação em altura cobrindo apenas 12% do solo, com os restantes 88% reservados a parques e espaços verdes, separação rigorosa entre trânsito automóvel e peões, e equipamentos colectivos integrados. As páginas dedicadas ao planeamento da Village de Piacé, com os seus esquemas de silo, cooperativa de abastecimento, clube, escola e corpo de habitação, constituem o testemunho mais completo desta colaboração publicado em vida dos seus autores.

Charles-Édouard Jeanneret-Gris, dito Le Corbusier (La Chaux-de-Fonds, 1887 – Roquebrune-Cap-Martin, 1965), foi arquitecto, urbanista, pintor e teórico, figura central do movimento moderno em arquitectura. Estabelecido em Paris desde 1917, desenvolveu ao longo das décadas de 1920 e 1930 uma vasta obra teórica e projectual — de «Vers une architecture» (1923) à «Ville Radieuse» (1935) — que transformou radicalmente o pensamento urbanístico do século XX. O pavilhão e a presente monografia inserem-se na fase de intensa produção editorial que precedeu a sua obra construída do pós-guerra, nomeadamente a Unité d'Habitation de Marselha (1947–1952), concretização dos princípios habitacionais aqui expostos, na qual colaborou o arquitecto e pintor português Nadir Afonso (1920–2013).

Ref.:

Catalogue SUDOC, 193732408
Fondation Le Corbusier, Paris (ficha do pavilhão e arquivos).


Temáticas

Referência: 2602SB012
Local: SACO SB275-7


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