RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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MOTA. (Helena) e João Manuel Ferraz Machado da Graça. SAMORA.

Editorial «Notícias». Maputo. 1989.

Livro oblongo de 21,5x30 cm. Com 96 págs. Brochado. Profusamente ilustrado com desenhos a preto e branco de Helena Motta. Exemplar com marcas de manuseamento e manchas de humidade nas capas de brochura.

Banda Desenhada com montagem e impressão pelo CEGRAF (Centro de Formação e Produção Gráfica). Muito raro e importante fonte documental que serve de subsídio não só para a história de uma das personalidades incontornáveis da política moçambicana do século XX, mas também para a história de Moçambique, por destacar os principais marcos históricos.  

Contém prefácio de Albie Sachs com texto em duas colunas separados por filete simples, com agradecimentos dos autores em especial a Ian Christie, Graça Machel, Norad e a Albie Sachs. Textos de Machado da Graça e desenhos de Helena Motta, que descreve as principais fases da história da vida de Samora Machel da sua juventude, o exercício da  enfermagem, a adesão à FRELIMO, a vida de guerrilheiro e político, o a participação no Departamento de Defesa, o assassinato de Mondlane, o triunvirato com Marcelino dos Santos e Uria Simango, na liderança da FRELIMO, as divergências com Kavandame e Simango, a operação Nó Górdio de Kaúlza de Arriaga, a projecção da FRELIMO e de Samora Machel, assim como a queda do regime colonial em Lisboa, o início da descolonização, o Acordo de Lusaka, a posse do Governo de Transição e a Independência a 25 de Junho de 1975. 

Samora Móises Machel (Chilembene, Gaza, 1933 – Mbuzini, Montes Libombos, 1986) foi o primeiro presidente da República de Moçambique quando o país se tornou independente a 25 de junho de 1975. Foi activista da FRELIMO desde a sua fundação, lutando contra a presença portuguesa. Recebeu as primeiras aulas no sistema de instrução implementado pelos portugueses através das missões católicas instaladas no país. Formou-se em enfermagem e desempenhou funções nessa área até integrar a Frente de Libertação de Moçambique – Frelimo – fundada em 1962 e liderada por Eduardo Mondlane.

No movimento de libertação recebeu treino militar, liderou várias operações até ser nomeado secretário de defesa da FRELIMO em 1966 e comandante-chefe das forças militares em 1968. Quando, no ano seguinte, Eduardo Mondlane foi assassinado, assumiu o cargo. Após a independência assumiu o cargo de presidente da República de Moçambique. Em 1977, o país mergulhou numa guerra civil entre a FRELIMO e a RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana). Em outubro de 1986, morreu na sequência de um acidente de aviação.

João Manuel Ferraz Machado da Graça (Porto, 1946 - Maputo, 2016), foi jornalista, radialista, actor reformado da emissora pública Rádio Moçambique, manteve nos últimos 20 anos de vida a coluna a 'Talhe de Foice' no semanário Savana, um espaço de comentário, sobretudo político, muito seguido pelos leitores pela sua linguagem simples pontuda pela sátira mordaz. Foi sub-chefe da secção internacional no Notícias (de Maputo), em 1976, mas antes tinha sido oficial chefe do Exército Português, tendo participado no '25 de Abril' em Lisboa. Fez parte do grupo de mais de duas dezenas de jornalistas que abandonaram o Notícias, depois de Setembro de 1976, conhecido como 'Setembro Negro', momento que marcou a intervenção mais acentuada da Frelimo no jornal. 

Ainda no Notícias, ajudou a editar os suplementos 'Kurika' (banda desenhada) e 'Njinguiritane' (suplemento infantil). Colaborou com o semanário Domingo, quando Ricardo Rangel esteve à frente do mesmo, fundou e dinamizou, com Maria Pinto e Sá, a companhia de Teatro "Casa Velha", dinamizou o centro cultural comunitário do Hulene, com o apoio de Jorge Rebelo. Foi colaborador do Instituto Nacional do Cinema (INC) e director do Instituto Nacional do Livro e Disco (INLD). No jornalismo radiofónico foi responsável pelos programas "Apartheid Crime contra a Humanidade", "Tribuna Austral", reanimou o teatro e organizou o folhetim "Sandokhan, o tigre da Malásia". 

Helena Motta é uma ilustradora e artista visual cujo trabalho se tornou um marco na iconografia histórica de Moçambique no período pós-independência. Ganhou especial notoriedade pela sua colaboração artística no livro "SAMORA", publicado em 1989, onde assinou os desenhos de uma biografia em banda desenhada sobre Samora Machel, com textos do jornalista João Machado da Graça. A sua obra é reconhecida pela capacidade de traduzir narrativas políticas complexas e trajetórias revolucionárias numa linguagem visual acessível, tornando-se uma referência rara e valiosa no estudo da arte sequencial e da memória histórica africana de expressão portuguesa. 

Albie Sachs (Joanesburgo 1935 - ) é um prestigiado jurista, escritor e ativista sul-africano que dedicou a sua vida à luta contra o apartheid e à defesa dos direitos humanos. Após ser detido e exilado, sobreviveu a um atentado bombista em Moçambique, em 1988, que resultou na perda de um braço e da visão de um olho. Com o fim do regime segregacionista, desempenhou um papel crucial na redação da nova Constituição da África do Sul e foi nomeado por Nelson Mandela como juiz do primeiro Tribunal Constitucional do país. Reconhecido internacionalmente pelo seu intelecto e integridade moral, Sachs é autor de várias obras que exploram a intersecção entre o direito, a justiça e a dignidade humana.


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