RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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ILUSTRACIÓN (LA) ARTISTICA, AÑO XXV, N.º 1301-1302, DICIEMBRE 1906.

Periodico Semanal de Literatura, Artes y Ciencias. Redactado por Notables Escritores Nacionales. Profusamente adornado con una Magnifica Coleccion de Grabados debidos á los Primeros Artistas Nacionales y Extranjeros. Tomo XXV. Año 1906. Montaner y Simon, Editores. Barcelona. 1906.

De 39x28 cm. Com [i], 808 págs. Encadernação inteira de tela, com lombada revestida em pele com nervos, rótulos e gravações a ouro, pastas revestidas em tecido com gravações a negro e a ouro. Folhas de guarda em papel marmoreado, fita marcadora em seda, e preserva as capas de brochura anteriores. Ilustrado no texto e em extratexto com gravuras, anúncios publicitários e fotografias a preto e branco e a cores.

Exemplar com ligeiros danos na lombada e alguns danos nas folhas. 

Texto disposto em três colunas, separados por filetes simples. As páginas finais contém índice referente ao ano. 

Revista de luxo publicada desde 1882 a 1916, em grande formato de fólio, escrito pelos mais notáveis escritores e cuidadosamente com gravuras de autores espanhóis e estrangeiros. A partir do século XX, os melhores fotógrafos do momento, entre eles, Alejandro Merletti, colaboraram em La Ilustracion Artistica. Contou com um diretor, um diretor artístico e colaboradores, literário ou editores e artísticos (ilustradores, gravadores e desenhistas). O primeiro diretor desde 1882, data da sua fundação, até 1889, foi o advogado e escritor irlandês Manuel Angelón i Broquetas, e o diretor artístico foi o prestigiado desenhista e pintor José Luis Pellicer. 

A revista insere-se num contexto cultural modernista e social burguês, apresentando-a como veículo de difusão da arte na esfera pública do final do século XIX e início do século XX (Modernismo, Renascença, Catalalismo, Krausismo, esfera pública da Arte, sociologia da leitura). Contribuiu para a promoção das tendências modernistas em arte e literatura, com artigos sobre artes visuais, literatura e críticas de ensaios que atraíram um público educado. Reconhecida por sua análise aprofundada e compromisso com o jornalismo de qualidade, fonte confiável que influenciou a opinião pública e fomentar o diálogo sobre identidade identitária catalã e património cultural.

Colaboraram escritores espanhóis como Emilia Pardo Bazán (contribuiu principalmente com conteúdo jornalístico), Emilia Serrano de Wilson, Emilio Castelar, Francisco Giner de los Ríos, Leopoldo Alas "Clarín", Francesc Pi i Margall, Benitorez Galdós e Manuel. La Ilustracion Artistica deixou de ser publicada em meados da segunda década do século XX, em 1916, quando a revista já havia perdido o seu valor como meio de divulgação artística e cultural. 

A atmosfera cultural e editorial foi a que levou ao aparecimento da revista La Ilustración Artística e, embora possa parecer paradoxal, a mesma atmosfera cultural foi a que levou ao seu desaparecimento. La Ilustracion Artistica teve de competir, tanto no campo cultural de Madrid como em catalão. No campo cultural de Madrid, teve de competir com as seguintes revistas modernistas ilustradas: La Ilustración Española y Americana (1869-1921); Revista Moderna (1897-1898); Vida Literaria (1899); no âmbito cultural: Vida Literaria (1899); L’Avenç (1881-1884; 1889-1893); Quatre Gats (1899); Pèl&Ploma (1899-1903); entre outras.

Em 1906, a La Ilustración Artística mantém o seu estatuto de referência no panorama editorial ilustrado, reforçando a sua função informativa e formativa. Os conteúdos continuam a abranger as artes visuais, com especial destaque para novas tendências estéticas e para a circulação internacional de artistas e ideias. Os progressos científicos e técnicos continuam a ser divulgados, evidenciando o impacto da modernidade na vida quotidiana. As ilustrações, progressivamente complementadas pela fotografia, reforçam o carácter visual da publicação. 

A dimensão literária permanece relevante, integrando contos, ensaios e crónicas que refletem as inquietações culturais do período. A revista dá particular atenção a acontecimentos marcantes da actualidade, incluindo eventos políticos e sociais, tratados com um olhar analítico e ilustrado. Assim, a revista afirma-se como um importante instrumento de registo e interpretação da realidade, espelhando as mudanças culturais e sociais da Europa de inícios do século XX.

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Referência: 2605RS135
Local: SACO RS823-06


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