RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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BARROS. (João de) e Diogo do Couto. DA ÁSIA. [FAC-SÍMILE; 24 VOLS.]

Nova edição offerecida a sua magestade D. Maria I. Rainha Fidelissima & C. LISBOA Na Regia Officina Typografica. Anno MDCCLXXVII - MDCCLXXXVIII [1777-1788]. Com licença da Real Meza Censoria, e Privilegio Real. [Edição da Livraria Sam Carlos. Lisboa. 1973-75]

24 Volumes de 19,5x13 cm. Com xlviii, 478, [ii]; xiv, 447, [iv]; xxii, 572, [i]; xvi, 496, [i]; xl, 663; xviii, 525, [ii]; lviii, 637, [vii]; xxiv, 751, [ii]; lxxiv, 258, [i]; xxxviii, [x], 391, [ii]; xvi, 461, [iv]; xi, 485, [i]; xx, 459, [i]; viii, 421, [i]; xx, 548, [ii]; xvi, 398, [i]; xxii, 585, [ii]; xvi, 485, [i]; viii, 291, [ii]; xvii, 543, [ii]; [iv], xvii, 685, [ii]; [vi], vii, 189, [ii]; xvi, 516, [i]; [iv], 386, [iii] págs. Encadernações do editor inteiras de pele com gravações a ouro nas lombadas e pastas, com exceção do vol. 22 que é brochado. Incluem marcador em fita de seda. Ilustrados com fac-simile integral da edição de 1777 e 1788, incluindo os mapas desdobráveis.

Exemplares N.º 916 de uma tiragem de 1000, com rubrica dos autores. Com ocasionais sublinhados a tinta e manchas de humidade nalguns volumes.

Os Volumes tem a seguinte divisão: De João de Barros – I. Década Primeira (Parte I), II. Década Primeira (Parte II), III. Década Segunda (Parte I), IV. Década Segunda (Parte II), V. Década Terceira (Parte I), VI. Década Terceira (Parte II), VII. Década Quarta (Parte I), VIII. Década Quarta (Parte II); IX. Vida de João de Barros, por Manuel Severim de Faria, e Índice Geral das Quatro Décadas; De Diogo do Couto – X. Década Quarta (Parte I), XI. Década Quarta (Parte II), XII. Década Quinta (Parte I), XIII. Década Quinta (Parte II), XIV. Década Sexta (Parte I), XV. Década Sexta (Parte II), XVI. Década Sétima (Parte I), XVII. Década Sétima (Parte II), XVIII. Década Oitava, XIX. Década Nona, XX. Década Décima (Parte I), XXI. Década Décima (Parte II), XXII. Década Undécima, XXIII. Década Duodécima, XXIV. Índice Geral das Décadas de Diogo do Couto.

Uma das mais importantes obras da historiografia portuguesa e constitui uma vasta narrativa da expansão marítima e da presença portuguesa no Oriente entre os séculos XV e XVII. Esta obra, mais conhecida por “Décadas da Ásia”, foi começada por João de Barros, que escreveu as primeiras décadas e continuada por Diogo do Couto, tendo no final um volume de índice, descreve a descoberta do caminho marítimo para a Índia, as viagens dos navegadores portugueses, a conquista de posições estratégicas no Oceano Índico e a formação do Estado da Índia.

Ao longo dos volumes são narradas campanhas militares, alianças diplomáticas, confrontos com potências locais e a criação de uma rede comercial que se estendia da costa oriental de África até ao Japão. São igualmente descritas as relações dos portugueses com os povos da Índia, da Pérsia, da Arábia, do Sudeste Asiático, da China e do Japão, bem como a atividade missionária desenvolvida nesses territórios.

Na continuação escrita por Diogo do Couto, a narrativa torna-se mais crítica e detalhada relativamente ao funcionamento da administração portuguesa no Oriente. Descreve os desafios enfrentados pelo império, denunciando frequentemente casos de corrupção, abusos de poder e má governação. Ao mesmo tempo, regista os esforços para manter a presença portuguesa num contexto de crescente concorrência de outras potências europeias e de resistência por parte dos reinos asiáticos.

Diogo Couto (Lisboa, ca. 1542 - Goa, 1616), filho dos nobres Gaspar do Couto e de Isabel de Serrã de Calvos, estudou latim e retórica no colégio jesuíta de Santo Antão e, mais tarde, filosofia no convento de Benfica. Começou por servir na corte, onde foi moço de câmara. Em 1559 embarcou para a Índia, como militar, e aí permaneceu durante dez anos, participando nas expedições militares que procuravam assegurar o domínio português sobre os potentados locais. Em 1569 regressou a Portugal. Durante essa viagem, encontrou em Moçambique o seu amigo Luís de Camões. Compôs ainda algumas obras poéticas, elegias, canções, éclogas e sonetos, tanto em português como em latim e em italiano.

João de Barros (Viseu, 1496 ― Pombal, Santiago de Litém, Ribeira, 1570), chamado antonomasia o Lívio Português, considerado um dos mais insignes historiadores do mundo, e o mais seguro exemplar da eloquência portuguesa. Foi guarda-roupa do Rei D. Manuel I, período de maior apogeu dos Descobrimentos Portugueses, e mais tarde nomeado Capitão da Fortaleza por D. João III. Funcionário destacado da administração régia durante mais de trinta anos, manteve uma intensa actividade como escritor. Como feitor da Casa da Índia, teve acesso directo e privilegiado às informações dos sucessos políticos, militares e marítimos, por vezes da boca dos próprios protagonistas. Pela sua mão passavam regimentos, roteiros, relações, cartas e negócios de África e do Oriente.

Com uma sólida formação humanista e erudição, ao mesmo tempo que ia concebendo e escrevendo a sua obra historiográfica, publicou em 1532 a erasmizante Ropicapnefma (que em português significa "Mercadoria Espiritual"), escreveu um notável conjunto de obras de carácter gramatical, pedagógico e didáctico que publicou nos anos de 1539 e 1540, com destaque para a Gramática da Língua Portuguesa, compôs c. 1543 o Diálogo Evangélico sobre os Artigos da Fé, contra o Talmud dos Judeus, cuja publicação foi proibida pela Inquisição. Em 1567 renunciou ao cargo de feitor da Casa da Índia, retirando-se para a sua quinta da Ribeira de Litém, perto de Pombal. Morreu em Outubro de 1570.

Esta obra pesa mais de 5 kg. e está sujeita a cobrança de portes adicionais.

 24 volumes of 19.5x13 cm. xlviii, 478, [ii]; xiv, 447, [iv]; xxii, 572, [i]; xvi, 496, [i]; xl, 663; xviii, 525, [ii]; lviii, 637, [vii]; xxiv, 751, [ii]; lxxiv, 258, [i]; xxxviii, [x], 391, [ii]; xvi, 461, [iv]; xi, 485, [i]; xx, 459, [i]; viii, 421, [i]; xx, 548, [ii]; xvi, 398, [i]; xxii, 585, [ii]; xvi, 485, [i]; viii, 291, [ii]; xvii, 543, [ii]; [iv], xvii, 685, [ii]; [vi], vii, 189, [ii]; xvi, 516, [i]; [iv], 386, [iii] pp. Full leather publisher"s bindings with gilt tooling on the spines and covers, with the exception of vol. 22 which is in paperback. Include a silk ribbon marker. Illustrated with a complete facsimile of the 1777 and 1788 edition, including the folding maps.

Copies No. 916 of a print run of 1,000, signed by the authors. With occasional underlining in ink and damp stains on some volumes.

The volumes are organised as follows: De João de Barros – I. Década Primeira (Parte I), II. Década Primeira (Parte II), III. Década Segunda (Parte I), IV. Década Segunda (Parte II), V. Década Terceira (Parte I), VI. Década Terceira (Parte II), VII. Década Quarta (Parte I), VIII. Década Quarta (Parte II); IX. Vida de João de Barros, por Manuel Severim de Faria, e Índice Geral das Quatro Décadas; De Diogo do Couto – X. Década Quarta (Parte I), XI. Década Quarta (Parte II), XII. Década Quinta (Parte I), XIII. Década Quinta (Parte II), XIV. Década Sexta (Parte I), XV. Década Sexta (Parte II), XVI. Década Sétima (Parte I), XVII. Década Sétima (Parte II), XVIII. Década Oitava, XIX. Década Nona, XX. Década Décima (Parte I), XXI. Década Décima (Parte II), XXII. Década Undécima, XXIII. Década Duodécima, XXIV. Índice Geral das Décadas de Diogo do Couto.

One of the most important works in Portuguese historiography, it provides a comprehensive account of Portugal’s maritime expansion and presence in the East between the 15th and 17th centuries. This work, better known as ‘Décadas da Ásia’ (Decades of Asia), was begun by João de Barros, who wrote the first decades, and continued by Diogo do Couto; it concludes with an index volume and describes the discovery of the sea route to India, the voyages of Portuguese navigators, the conquest of strategic positions in the Indian Ocean and the formation of the State of India.

Throughout the volumes, the text recounts military campaigns, diplomatic alliances, clashes with local powers and the establishment of a trade network stretching from the east coast of Africa to Japan. They also describe the Portuguese’s relations with the peoples of India, Persia, Arabia, South-East Asia, China and Japan, as well as the missionary activity carried out in those territories.

In the sequel written by Diogo do Couto, the narrative becomes more critical and detailed with regard to the workings of the Portuguese administration in the East. It describes the challenges faced by the empire, frequently exposing cases of corruption, abuses of power and poor governance. At the same time, it records the efforts to maintain the Portuguese presence against a backdrop of growing competition from other European powers and resistance from Asian kingdoms.

Diogo Couto (Lisbon, c. 1542 – Goa, 1616), son of the nobles Gaspar do Couto and Isabel de Serrã de Calvos, studied Latin and rhetoric at the Jesuit college of Santo Antão and, later, philosophy at the convent of Benfica. He began by serving at court, where he was a chamberlain. In 1559 he set sail for India as a soldier and remained there for ten years, taking part in military expeditions aimed at securing Portuguese rule over the local rulers. In 1569, he returned to Portugal. During that journey, he met his friend Luís de Camões in Mozambique. He also composed a number of poetic works – elegies, songs, eclogues and sonnets – in Portuguese, Latin and Italian.

João de Barros (Viseu, 1496 – Pombal, Santiago de Litém, Ribeira, 1570), known by the epithet the Portuguese Livy, is regarded as one of the world’s most distinguished historians and the finest example of Portuguese eloquence. He served as wardrobe master to King Manuel I during the height of the Portuguese Age of Discovery, and was later appointed Captain of the Fortress by King João III. A prominent official in the royal administration for over thirty years, he remained intensely active as a writer. As a steward of the Casa da Índia, he had direct and privileged access to information on political, military and maritime events, sometimes heard first-hand from the protagonists themselves. Regiments, itineraries, reports, letters and business matters from Africa and the East passed through his hands.

With a solid humanist education and erudition, whilst conceiving and writing his historiographical work, he published in 1532 the Erasmus-inspired Ropicapnefma (which in Portuguese means Spiritual Merchandise), he wrote a remarkable body of grammatical, pedagogical and didactic works, which he published in 1539 and 1540, notably the Gramática da Língua Portuguesa (Portuguese Grammar); around 1543, he composed the Diálogo Evangélico sobre os Artigos da Fé, contra o Talmud dos Judeus (Evangelical Dialogue on the Articles of Faith, against the Jewish Talmud), the publication of which was banned by the Inquisition. In 1567, he resigned from his post as administrator of the Casa da Índia and retired to his estate at Ribeira de Litém, near Pombal. He died in October 1570.

This work weighs more than 5 kg. and is subject to extra shipping charges.

Referências:
Inocêncio III, 318.
DGLAB, Centro de Documentação de Autores Portuguses, 2004.


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Referência: 2606RS031
Local: SACO RS862


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