RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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BAPTISTA DE CASTRO. (João) O DEVOTO DE SÃO JOSÉ, ESPOSO VERDADEIRO DE MARIA SANTISSIMA, E PAI REPUTADO DE JESUS CHRISTO,

Instruido nos motivos mais efficazes para o amar com fevor, e nos meios conducentes para o servir com devoção, Pelo Padre JOÃO BAUTISTA DE CASTRO, Beneficiado na Santa Basilia Patriarcal de Lisboa. LISBOA, Na Officina de Miguel Menescal da Costa, Impressor do Santo Officio. Anno M. DCC. LX. [1760] Com todas as licenças necessarias. 

In 8.º de 15,5x10 cm. Com 207, [i] págs. Encadernação da época inteira de pele com nervos e ferros a ouro na lombada. Inclui fita em tira de cetim para marcar páginas. Ilustrado em face da página 1 com uma bela gravura em metal de S. José Pai dos Homens da autoria de Jean Baptiste Michel Le Bouteux, e com partituras entre as páginas 103 a 125. 

Impressão nítida em caracteres redondos e itálicos. Ornamentado na pág. da dedicatória e pág. 1 com iniciais decorativas com motivos vegetalistas e com um cabeção com motivos heráldicos. 

Exemplar com ex-libris não identificado, no interior da pasta anterior, algumas falhas de papel, ocasionais manchas de humidade, e furos de traça entre as folhas das páginas 117 a última, com e sem atingir a mancha gráfico e nalgumas com perda ligeira de texto. 

Primeira edição, muito raro, é referido por Inocêncio. Existiu registo de exemplar na Porbase. Nas folhas não numeradas contém uma dedicatória ao Infante D. Pedro (futuro rei consorte de D. Maria I, com o nome de D. Pedro III, Grão Prior do Crato) e ao Doutor Afonso Francisco de Carvalho; prólogo; dois resumos: dos principais motivos para amar ao Senhor S. José, e dos obséquios ao Senhor S. José; licenças do Santo Ofício, do ordinário e do peço. 

A obra destaca-se como um importante testemunho da espiritualidade católica portuguesa do século XVIII, promovendo a devoção josefina e a imitação das virtudes de São José. O texto reflete os valores religiosos e morais da sociedade do Antigo Regime, contribuindo para a formação espiritual dos fiéis. A sua linguagem e estrutura inserem-se na tradição da literatura devocional barroca portuguesa. Além do seu valor religioso, constitui uma fonte relevante para o estudo da cultura e das práticas devocionais da época. A obra assume, assim, particular interesse histórico, bibliográfico e religioso.

Jean Baptiste Michel le Bouteux (1682–post 1764) foi um artista francês, arquiteto e gravador ativo em Portugal durante o reinado de D. João V. Conhecido pelas suas gravuras, produziu cerca de 40 obras para a Academia Real da História e assinou mapas, incluindo da Luisiana e do Mississípi.

João Baptista de Castro (Lisboa, 1700 - 1775) Presbítero secular, Beneficiado na Santa Igreja Patriarcal de Lisboa. Esteve por algum tempo em Roma e visitou várias cidades e terras na Itália. É autor de muitas obras, entre elas: Recreação proveitosa, Lisboa, 1728, 1729 e 1737; Espelho de Eloquência portuguesa, ilustrado pelas exemplares luzes do verdadeiro sol da elegância, o venerável P. Antonio Vieira. Lisboa, 1734; Mapa de Portugal, Lisboa, 1745, 1746, 1747, 1749 e 1758; Vida de Jesus Cristo, Lisboa, 1751.

Referências:

Inocêncio III, 300-302.


Temáticas

Referência: 2606RS038
Local: SACO RS861-08


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