RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

Sobre nós…



Ezequiel Castro e Silva
1921-1990

Fundada em 1957 por Ezequiel Castro e Silva a LIVRARIA CASTRO E SILVA é uma organização comercial de bibliografia, bem conhecida no mercado de livro antigo e alfarrabista nacional e internacional, sendo uma das mais conceituadas livrarias portuguesas no seu género, com clientes em vários continentes. Procura perpetuar uma tradição familiar que remonta aos anos vinte do século passado. A actividade principal da livraria é a elaboração e difusão periódica de catálogos bibliográficos.

Procura facultar um acesso mais rápido aos seus catálogos, melhor informação sobre o acervo e ainda a melhor comunicação com os nossos clientes. Em 2003 foi criada uma página na Internet www.castroesilva.com. A mesma permite que todos os interessados possam registar-se e receber os nossos catálogos. Contendo uma base de dados bibliográficos, que pretende substituir o antigo ficheiro, objecto histórico e provavelmente único. Permitindo-nos assim divulgar os nossos livros e ainda contribuir para pesquisa bibliográfica geral de todos.

Localizada no centro histórico da bela cidade de Lisboa, junto ao Largo do Chiado, local em que tradicionalmente se encontram ao longo dos séculos os livreiros, em função da consequente emergência cultural da cidade e do pais. Entendendo que o atendimento personalizado não deve ser descurado, podem os interessados sempre que desejarem, visitar-nos no nosso escritório, situado na Rua do Norte, 44 -1º andar. Espaço em que quem procura livros antigos, raros, de colecção ou estudo, pode consultá-los num ambiente que privilegia a tranquilidade e a privacidade necessária para tal.


Notas de Imprensa

Um Português no Salão do Livro Antigo de Madrid

Pedro Castro e Silva foi mais uma vez o único português convidado pelo Grémio de Livreiros madrilenos que, de dois em dois anos, organiza o Salão do Livro Antigo de Madrid. Trouxe na mala 105 livros, entre os quais algumas preciosidades. "Vimos mais para estar presentes do que para fazer negócio", revela a terceira geração dos Castro e Silva, cuja livraria foi fundada pelo seu avô em 1957, em Lisboa.

É na posterior visita à capital portuguesa dos compradores que reside a aposta que Castro e Silva faz para, durante três dias, ter uma mesa e uma vitrina neste que é o XIII Salão do Livro Antigo de Madrid – que junta livreiros de Espanha, França, Holanda, Alemanha e Argentina – e que termina amanhã.

A edição dos três volumes de Ásia Portuguesa, de Manuel Faria e Sousa, é a proposta mais cara do livreiro português na capital espanhola, obra do historiador e filólogo que morreu em Madrid em 1649.

Interessante é também uma tradução em castelhano do século do XVIII do testamento de D. João II, editado em Madrid a 22 de Novembro de 1730. "Como outros documentos de então, o testamento era enviado para fora de Portugal por motivos de segurança", explica Castro e Silva. Este, segundo o livreiro, poderia ser interpretado como legitimador das pretensões ao trono das casas de Aveiro e dos Távora que acabaram por ser eliminados pelo Marquês de Pombal.

Relacionado com o mesmo tema, um manuscrito do século XVIII sobre a Trágica História do dia 13 de Janeiro de 1759 na Praça de Belém da cidade de LXa, com a descrição do modo como foram executados cada um dos 11 fidalgos das casas de Aveiro, Távora e Athoguia.

Também à venda estava o Regimento do Santo Officio da Inquisição dos Reinos de Portugal, uma edição de 1744. Curiosa é a tradução para português de uma obra do Abbade de Beuy, datada de 1830: Manual das Revoluções, seguido do parallelo das Revoluções dos séculos precedentes com as do século actual, referida na época como "obra útil aos soberanos, ao Clero, à Nobreza e a todos os honrados Habitantes das Cidades e dos Campos". Impressa na Tipografia de Bulhões e "offerecida a todos os Verdadeiros Portugueses". Também uma tradução francesa de Don Quixote, de Miguel de Cervantes, em seis volumes de 1754, e uma edição de 1735 em francês de Os Lusíadas.

"Como fazemos sempre, mandámos o catálogo desta exposição para o Património Nacional", precisa Pedro Castro e Silva, um dos 40 livreiros que em Portugal se dedica ao livro antigo - uma actividade que não beneficia da crise. "O livro antigo vale dinheiro, mas não é um objecto de venda imediata, tem de ser vendido na altura própria", explica Castro e Silva. "Quem tem estes livros não os vende por necessidade, pelo contrário, prefere ficar com eles." Por isso, as obras que trouxe ao Salão madrileno, conclui, procedem de "abastecimentos em leilões e em colegas".

Por Nuno Ribeiro in Jornal “O Público”, 27 de Novembro de 2010

Preciosidades em segunda mão

Vão rareando os alfarrabistas a sério – aquela estirpe de amantes de livros que, conhecendo o valor das raridades que têm em casa, partilham com a comunidade bibliófila os pequenos-grandes prazeres da leitura e do contacto táctil e olfativo com obras que resistiram ao tempo. Há ainda alfarrabistas escrupulosos, sem dúvida, mas é mais frequente, nos dias consumistas que correm, a loja-armazém onde os “livros velhos” se amontoam sem ordem nem critério, vendidos muitas vezes a preço unitário por falsos alfarrabistas que tanto podiam estar ali como numa drogaria a vender sabonetes.

Uma das boas excepções em Lisboa é a Livraria Castro e Silva, com porta aberta na Rua do Loreto nº 14, junto ao Largo de Camões, e escritórios na Rua do Norte, 44-1º, ao Bairro Alto. Para além de contar com pessoal com preparação bibliográfica, e que realmente gosta de livros, a Castro e Silva coroa mensalmente o seu labor bibliográfico com um Catálogo em que regista uma selecção bem ordenada dos seus fundos. Fundada nos anos 50 do século passado, mantém a tradição de um negócio familiar com o bom gosto e a sobriedade das melhores congéneres europeias.

Por Hugo Navarro in Jornal “O Diabo”, 2 de Março de 2010

 
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