RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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BARJONA. (Manuel José) METALLVRGIAE ELEMENTA, QVAE AMPLISSIMI PHILOSOPHICI IVSSV.

AD VSVM ACADEMICVM ELVCVBRAVII EMMANVEL IOSEPHVS BARJONA. CONIMBRICAE, TYPIS ACADEMICIS: MDCC. LXXXXVIII. (1798) In 16.º de 15x10 cm. Com xxii-302 pags. Encadernação inteira de pele da época com rotulo vermelho na lombada. Ilustrado com 4 gravuras desdobráveis. Não existe exemplar na BNP. Inocêncio VI, 24. “MANUEL JOSÉ BARJONA, Doutor e Lente da Faculdade de Philosophia na Universidade de Coimbra, e natural da mesma cidade. Por intervenção do meu amigo, o reverendo prior Manuel da Cruz Pereira Coutinho, que poz nisso todo o empenho e diligencia que costuma, consegui verificar a final que Barjona fôra baptisado na parochial de S. Tiago a 16 de Junho de 1760, sendo filho do licenceado Simão Rodrigues de Carvalho e de D. Josepha Maria (1). Desde 1791 até 1828 exerceu o magisterio, primeiro na qualidade de Lente substituto, e depois na de proprietario da cadeira de Zoologia e Mineralogia. Menos feliz que o seu collega Manuel de Serpa Machado, que (a ser certo o que se lê em uma correspondencia do sr. dr A. J. R. Gomes de Abreu, inserta em o n.º 3093 do jornal A Nação, de 2 de Março de 1858) nem foi demittido, nem padeceu algum incommodo no periodo de 1828 a 1833, com quanto se recusasse a reconhecer e jurar o sr. D. Miguel como reinante, e até a subscrever o auto, que em taes occasiões era de uso lavrar se na Universidade, o pobre Barjona, então septuagenario, foi logo preso na cadêa da Universidade em Junho de 1828, e processado como revolucionario e desaffecto ao governo, valendo lhe apenas a influencia e protecção de um realista seu discipulo e amigo para que lhe condedessem livrar se em Coimbra, e não perante a Alcada do Porto, como lhe estava destinado. Na falta de prova bastante para o condemnarem, foi solto, ficando porém sob a vigilancia da policia, que nunca o perdeu de vista! Á prisão e processo seguiu se a demissão, e com esta a perda do ordenado de lente, conservando se lhe comtudo uma pensão annual de 90$000 ou 100$000 reis, como compensação dos Compendios de Metallurgia e Mineralogia abaixo indicados, que eram propriedade sua, e de que a Faculdade se servia no ensino das respectivas cadeiras. Em tão tristes circumstancias, privado dos auxilios de seu filho o sr. dr. Antonio Joaquim Barjona, que andava então emigrado por Galliza e Inglaterra, o infeliz velho vendeu tudo o que possuia, e contrahiu não poucas dividas, valendo se da generosidade de amigos entre os quaes se contavam até alguns realistas, que o conheciam de perto, e apreciavam o seu merito e boas qualidades. N'esta penosa e amargurada situação aggravaram se lhe os padecimentos proprios da edade, e faleceu miseravelmente na freguezia de S. Christovam a 16 de Novembro de 1831, sendo comtudo inexacto que chegasse a mendigar as esmolas dos viandantes na Portagem, ou em outros logares publicos, como por esse tempo se espalhou. - E. 832) Metallurgiœ Elementa, quœ amplissimi Philosophici Ordinis jussu ad usum academicien elucubravit. Conimbriæ, Typ. Acad. 1708. 8.º de XII 302 pag., com quatro estampas. MANUEL JOSÉ BARJONA (v. Dicc., tomo VI, pag. 25). Era cavalleiro professo na ordem de Christo. Recebeu o grau a 3 de outubro de 1786. Veja a seu respeito os apontamentos insertos na Memoria historica da faculdade de philosophia do sr. dr. Simões de Carvalho, de pag. 284 a 288. O dr. José Maria de Abreu, em carta a Innocencio, dizia-lhe que não fôra exacto Gomes de Abreu na sua correspondencia inserta em o n.º 3:093 do jornal A nação, de 1858, porquanto Serpa Machado, de companhia com Basilio Alberto, andou deportado de 1828 a 1833, de terra em terra, estando em Villa Flor, Trancoso e outras povoações, onde era obrigado a apresentar se diariamente a uctoridade. Com relação á passagem da extrema miseria a que chegára Barjona em Lisboa encontro outra nota, em que o conhecido negociante José Maria da Fonseca affirmava que o mesmo Barjona recebêra alguns obulos de seus amigos ou conhecidos, e elle proprio, encontrando-o uma vez em 1828, lhe dera o dinheiro que levava, e era uma peça de oiro e um cruzado novo. As Taboas mineralogicas (n.º 833), são em folio, e impressas em alongado.”

Referência: 1006CS005

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