RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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SOUSA DE MACEDO, António de. LUSITANIA LIBERATA.

Ab Injusto Castellanorum dominio. RESTTVTA Legitimo Principi Serenissimo IOANNI IV. Lusitaniae, Algarbiorum, Africae, Arabiae, Persiae, Indiae, Brasiliae, & Regi Potentissimo. Summo Pontifici, Imperio, Regibus, Rebus-publicis, caeterisque Orbis Christiani Principus. DEMONSTRATA. Per D. Antonio de Souza de Macedo Lusitanum, aulae Generosum; Regii ordinis Christi equitem, ac commendatarium, in Supremo Lusitaniae Senatu Senatorem, Expeditoremque gravaminum, atque appellationum OPVS Historicè-juridicum, materiarum varietate jucundum. Complectens, ultra principale institutum, omnes Lusitaniae notitias (quod terram, gentem, potentiam, & eventos ab Orbe condito) notatu digniores; nec non plurimas aliarum Provinciarum. Cum duplici Indice; altero capitum, in principio voluminis; altero rerum, in sine, in quo Lector videbit, esse perutile, non solùm utriusque Juris Peritiis, Historicis, Politicis, imò & Theologis, sed etiam cunctis fère Professoribus diversarum Literarum. Londini, In Officinâ Richardi Heron, Ann. Dom. 1645.

[Lusitânia libertada do domínio injusto dos espanhóis e devolvida ao rei D. João IV. Obra de Antonio de Souza de Macedo, Cavaleiro da Ordem de Cristo. Contém materiais históricos e jurídicos e todo o conhecimento de Portugal (para a terra da nação, o seu poder e os acontecimentos mais dignos de nota desde a criação do mundo). Com um índice duplo, no início deste livro, no qual o leitor verá o seu valor na história, na literatura, no direito, na política e na teologia.]

In 4º (de 29x19 cm) com [xxvi], 793, [xxii] págs.

Encadernação da época inteira de pele (restaurada). Lombada com rótulo vermelho, nervos e ferros a ouro.

Impressão muito nítida, com capitulares decorativas, cabeções e florões de remate ornamentais (xilogravura), bem como caracteres rotundos e itálicos de vários tipos.

Ilustrado com 14 gravuras de página inteira, por John Droeshout, gravadas a buril:

1. Anterrosto: retrato de D. João IV

2. Frontispício gravado: alegoria com a Justiça e a Vitória

3. Antecedendo a pág. 1: Lusitânia

4. Pág. 58: D. Afonso Henriques

5. Pág. 93: D. Afonso Henriques e o Milagre de Ourique (visão de Ourique)

6. Pág. 143: D. João I

7. Pág. 165: Árvore genealógica dos descendentes de D. Manuel I

8. Pág. 470: Fénix renascida (alegoria da Justiça)

9. Pág. 542: O Dragão de Bragança "simulando estar adormecido"

10. Pág. 560: Coroação de D. João IV

11. Pág. 650: O triunfo de D. João IV (a cavalo)

12. Pág. 708: Dragão dominando a esfera armilar

13. Pág. 764: Escudo das armas reais de Portugal

14. Pág. 792: Obelisco com figura alegórica exaltando a vitória de Portugal sobre o domínio espanhol

Obra muito importante, na sua época, para o reconhecimento internacional da restauração portuguesa e dos direitos de D. João IV à coroa portuguesa.

António de Sousa de Macedo, em conjunto com D. Antão de Almada, foi o grande defensor junto da corte inglesa dos direitos da soberania portuguesa. Carlos I exigiu um documento em que se declarassem as causas e as razões da revolução de Portugal, sem o qual nem sequer queria admitir os embaixadores.

António de Sousa de Macedo enviou assim, a 12 de Março de 1641, ao secretário de Estado do rei de Inglaterra uma carta em que largamente expunha todos os acontecimentos que tinham restabelecido a nossa independência.

Publica, mais tarde, em 1645 este livro, "Lusitania Liberata", em latim, onde advoga e fundamenta o direito ao trono de D. João IV, bem como outras matérias que contribuem para o conhecimento da história de Portugal, nas suas vertentes literária, política, jurídica e teológica.

António de Sousa de Macedo (1606-1682) foi um fidalgo da casa Real, político e diplomata que igualmente desenvolveu uma faceta de jornalista e de escritor. Doutorado em Direito Civil pela Universidade de Coimbra, começou por se estabelecer nesta cidade como advogado, tendo depois desempenhado funções de jurisconsulto, desembargador da Casa da Suplicação.

Após a Restauração foi secretário de Estado de D. Afonso VI, e desterrado para a ilha Terceira após a abdicação deste monarca em 1668. Em 1641 fora secretário da embaixada que D. João IV enviou a Inglaterra e em 1650 foi enviado como embaixador para a Holanda.

É considerado o primeiro jornalista português por ter redigido o jornal seiscentista Mercúrio Português que se publicou mensalmente em Lisboa de 1663 a 1666.

Enquanto escritor, redigiu em português, castelhano e latim, sendo o autor de, entre outros, “Flores de España”, “Excelências de Portugal” (1631), do poema heróico em 13 cantos intitulado “Ulíssipo” (1640), “Lusitania Liberata ab injusto Castellanorum Dominio” (1645) e “Harmonia Política dos Documentos Divinos com as Conveniências de Estado” (1651).

Costuma ser-lhe igualmente atribuída a autoria da Arte de Furtar, sátira à venalidade do poder e desonestidade dos nobres, publicada em Amesterdão (?) em 1652.

Samodães II, 590 (3264) "Na composição tipográfica, muito perfeita e adornada de lindas letras de desenho de fantasia, cabeções decorativos e florões de remate ornamentais (gravura em madeira), empregaram-se belos caracteres redondos e itálicos de vários corpos. Todas as estampas são finamente gravadas a buril em chapa de metal. Livro em geral interessante e, relativamente ao assunto que versa de alto valor. Magnifica edição, ainda a unica vinda a lume. Os exemplares são, presentemente MUITO RAROS."

 

 [Portugal Liberated from the unrighteous dominion of the Spaniards and returned to King João IV. A work by Antonio de Souza de Macedo, Royal Knight of the Order of Christ. It includes historical and juridical materials and all the knowledge of Portugal (for the land of the nation, its power, and the events since the creation of the world). With a double index in the beginning of this book, where the reader will see how valuable it is for history, literature, politics and religion.]

In 4º (29x19 cm). [xxvi], 793, [xxii] pp.

Binding: Contemporary full leather (restored). Spine with red label, raised bands and guilt tools.

Very clear printing, with decorated chapter letters, vignettes and fleuron (wood engravings), and also round and italic letters of several types.

With 14 full page steel engravings by John Droeshout:

1. Half title: portrait of His Majesty the King D. João IV

2. Engraved frontispiece: allegory with the dragon (Portugal) defeating the lion (Spain) and with Lady Justice and Lady Victory

3. Before page nº 1: Lusitânia

4. Page 58: D. Afonso Henriques (first King of Portugal)

5. Page 93: D. Afonso Henriques and the Miracle of Ourique (Jesus appeared to the king before the battle)

6. Page 143: D. João I (first king of the second dynasty)

7. Page 165: Genealogic tree of King Manuel I descendants

8. Page 470: Reborn phoenix (allegory of Justice)

9. Page 542: The Dragon of the Royal House of Bragança “Pretending to be sleeping"

10. Page 560: Coronation of His Majesty the King D. João IV

11. Page 650: The victory of D. João IV (on horseback)

12. Page 708: The Dragon over the armillary sphere

13. Page 764: Royal coat of arms of Portugal

14. Page 792: Obelisk with an allegoric figure glorifying the victory of Portugal over the Spanish domain

A very important work at the time for the international recognition of the Portuguese restauration and the rights to the Portuguese crown of D. João IV.

António de Sousa de Macedo, together with D. Antão de Almada, was the biggest advocate of the Portuguese rights of sovereignty in the English Royal Court.

Charles I demanded a document where the causes and reasons of the Portuguese revolution were stated, without which he wouldn’t even receive the Portuguese ambassadors. Thus, António de Sousa de Macedo, on March 12 1641, sent him a letter detailing all the events that lead to the reinstatement of the Portuguese Independence.

Later in 1645 publishes this book, "Lusitania Liberata", in Latin, where he defends and substantiates the right to the throne of D. João IV, as well as other subjects that contribute to the knowledge of Portugal’s history, in a literary, politic, legal and theological perspective.

António de Sousa de Macedo (1606-1682) was a noble man of the Royal House, politician and diplomat who also developed his journalism and writing skills.

With a degree in civil law by the University of Coimbra, Sousa de Macedo started his practice in this city, and later started working as legal consultant, and later as associated judge of the “Casa da Suplicação” (court of first instance). After the Restauration he was Secretary of State to His Majesty the King Afonso VI and banished to Terceira Island (in the Azores) when the king renounced to the crown in 1668. In 1641 he had been the secretary of the Embassy sent to England by His majesty King D. João IV and in 1650 was nominated Portuguese ambassador in Holland.

He is considered to be the first Portuguese journalist since he was the editor of the Mercúrio Português, a Portuguese newspaper of the sixteenth century published between 1663 and 1666.

As a writer, he wrote in Portuguese, Spanish and Latin, being the author of, among others, “Flores de España”, “Excelências de Portugal” (1631), the epic poem with 13 “Cantos” (chapters) titled “Ulíssipo” (1640), this “Lusitania Liberata ab injusto Castellanorum Dominio” (1645) and “Harmonia Política dos Documentos Divinos com as Conveniências de Estado” (1651).

Palha Tomo III, 176 (2956).

Referência: 1402JC061
Local: M-8-D-33


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