RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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SELDENI, Ioannis. MARE CLAUSUM

SEU De Dominio Maris Libri Duo. Primo, Mare, ex Iure Naturæ seu Gentium, omnium hominum non esse Commune, sed Dominii privati seu Proprietatis capax, pariter ac Tellurem, esse demonstratur. Secundo, Serenissimum Magnæ Britanniae Regem Maris circumflui, ut individuae atque perpetuae Imperii Britanici appendiciis, Dominum esse, afferitur. – Pointus quoque Serviet Illi. LONDINI, Excudebat Will. Stanesbaius, pro Richardo Meighen, MDCXXXV. [1635].

In 4º (28x 18,5 cm). Col: [26], 304, [12], [2] págs.

Encadernação da época renovada e com lombada restaurada. Ligeiros picos de humidade e de oxidação, de resto exemplar limpo e sonante.

Ilustrado no texto com 2 belos mapas (págs. 122 e 239): da Europa ocidental (Inglaterra, França, Bélgica, Holanda e Noruega) e de Inglaterra. Reproduções de moedas no texto (págs. 141, 157, 260) mostrando os símbolos do domínio dos mares em tempos antigos. Tabelas com as denominações das direcções das cartas marítimas. Gravuras alusivas ao domínio dos mares: na pág. 147 e na pág. inum. [4]. No final contém 2 páginas inumeradas com as erratas da obra. O texto encontra-se impresso em latim e, ao correr do mesmo, encontramos comentários em grego, hebreu/caldaico e árabe.

Raríssima 1ª edição de uma obra jurídica sobre o direito jurisdicional e comercial dos monarcas sobre os mares da Europa, do Oriente e da América onde se refuta a obra do holandês Hugo Grocius «Mare Liberum», publicada na Holanda em 1608.

Esta polémica gerou uma discussão europeia em torno dos direitos adquiridos pelos portugueses com os Descobrimentos marítimos. As várias bulas papais concedidas a favor do «Mare Clausum» e sobretudo sobre a circulação de mercadorias e capitais no mundo, influenciaram de forma decisiva o «Direito das Gentes». A polémica ganhou nova importância quando em 1635 John Selden publica esta obra 'Mare Clausum Seu De Dominio Maris', defendendo os interesses ingleses, quando os seus monarcas quiseram proibir os pescadores holandeses de utilizar a suas águas para pescar.

 In 4º (28x 18.5 cm). Col: [26], 304, [12], [2] pp.

Contemporary full calf, perfectly rebound and restored at spine, some minor soiling and tanning to the margins, else text block clean and crisp.

Very rare 1st edition of this juridical work on international law on freedom of commerce and on the right to navigate in international waters without the deterrence strategy intended by many countries (as Holland) to discourage their adversaries to compete on the old usual maritime routes to Western and Eastern Indies.

Illustrated in the text with 2 stunning engraved maps (pp 122 & 239) showing western Europe (England, France, Belgium, Holland and Norway) and the other map showing England; engravings of coins on the text (pp. 141, 157, 260) showing the dominium of the seas since ancient times; tables naming the coordinates of sea charts (pp. 24-241); engravings illustrating the dominion of the seas on pages 147 and [4. The last two unnumbered pages contain the errata. The text is printed in Latin and with several notes across the book in Greek, Hebrew/Chaldaic, and Arabic.

This controversy generated a discussion around Europe around the rights acquired by the Portuguese due to the Discoveries. The several papal bulls granted in favour of «Mare Clausum» and mainly of the free circulation of goods and capitals around the world considerably influenced the “Rights of the People”. The controversy gained a new importance when in 1635 John Selden publishes this work “Mare Clausum Seu De Dominio Maris”, defending the English interests when the King decided to forbid Dutch fishermen to fish in British waters.

"Mare Clausum was probably the most widely read of all Selden’s treatises. The work considered the question of the dominion of the seas. The title literally translated from Latin means enclosed sea, in pointed opposition to the work Mare Liberum, or free sea, published by Hugo Grotius in 1609. While Grotius, a prominent Dutch legal scholar, argued that the sea was openly navigable by all countries for trade, Selden countered that the sea was as subject to a country’s private dominion as land. Mare Clausum provided the basis of England’s official position on the seas for over 100 years. Although in time Selden’s argument failed, his participation in the debate helped launch the field of modern international law. Mare Clausum has a secure place in the canon of classic legal texts." - in Tarlton Law Library, Univ. of Texas.

 

STC 22175.3. Kress Lib., 512. Goldsmiths'- Kress library of economic literature, no. 666.2.

Sabin 78971: «Written in reply to the «Mare Liberum» of Hugo Grotius

Referência: 1402NM013
Local: M-9-E-20


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