RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

Clique nas imagens para aumentar.



PERRIER, Alexandre. DESENGANO DOS PECCADORES.

 necessario a todo genero de pessoas, utilissimo aos missionarios, e aos Prégadores desenganados, que só desejão a salvação das Almas. Dedicado ao sereníssimo senhor D. Manoel, Infante de Portugal. Escrito pelo R.P. Alexandre Períer Da Companhia de Jesus, e Missionario da Província do Brasil accrescentado com huma Addiçam de hum caso horrivel nesta terceira Irnpressão, Por Lourenço Morganti, Bibliothecario do Illustrissimo, e Reverendissimo Senhor Patriarch I. de Lisboa Occidental. Lisboa Occidental, Na Officina de Antonio Pedrozo Galram MDCCXXXV [1735]

In 8º gr. (de 20x15 cm) com [xxii] + 458 pags.

Encadernação da época inteira de pele, cansada, com nervos e ferros a ouro.

Ilustrado com 17 magnificas gravuras abertas por Debrie em chapa de metal: 1 portada e 1 anterrosto abertos com motivos alegóricos; 15 gravuras para cada um dos 14 discursos da obra; e 1 gravura adicional no final assinada J. S: matheu Scup.

Exemplar com assinatura de posse coeva "De Fr. Augusto das Chagas",

falta da folha de rosto e da última folha que é também a última do indice.

Obra rarrisima e que foi proibida e mandada destruir por edital régio em 1771, e da  qual existem 4 edições 1724, 1735, 1752 e 1765. A primeira foi impressa em Romae e não é ilustrada.

A bibliografia consultada apenas refere a gravura alegorica com as armas reais de Portugal e 14 gravuras, sem nunca referir frontiscipício gravado em que consta o titulo: DESENGANNO DE PECCADORES. Assinado G. F. L. Debrie dir. et. Scup. 1735. Isto faz crer que as gravuras aqui presentes foram especialmente abertas para esta edição. A BNP não refere presença das gravuras nos seus 2 exemplares da obra das édições de 1, ambos únicos.

Inocêncio 1, 39, refere apenas ed. de 1724. Monteverde 4114,

Borba de Moraes. Bibliogr. Bras. 2, 660. 'Perier, Alexandre. Desengano dos Peccadores, necessario a todo genero de pessoas, utilissimo aos missionarios, e aos Prégadores desenganados, que só desejão a salvação das Almas. Dedicado ao sereníssimo senhor D. Manoel, Infante de Portugal. Escrito pelo R.P. Alexandre Períer Da Companhia de Jesus, e Missionario da Província do Brasil accrescentado com huma Addiçam de hum caso horrivel nesta terceira Irnpressão, Por Lourenço Morganti, Bibliothecario do Illustrissimo, e Reverendissimo Senhor Patriarch I. de Lisboa Occidental. Lisboa Occidental, Na 0fficina de Antonio Pedrozo Galram MDCCXXXV [1735]. Com as licenças necessarias, e Privilegio Real. fig. Tormento e Eternidade, p. 661, col. 1. 20 x 14; p. de rosto impressa em vermelho e preto, 8 fls. s.n., c/prefácio (―ao pio leitor‖), introdução, licenças, datado 1735, e ìndice, 460 pp., gravura com o brasão de Portugal, e 14 pranchas. O autor nasceu em Turim, Itália, em 1651 aproximadamente. Ingreessou na Companhia de Jesus em 1668, e veio para Brasil, onde tornou-se Superior na congressão da Paraíba Frio e Cabo Frio, asim como procurador das Missões. Ele declara no livro que viveu ali por mais de trinta anos. Regressou a Itália e por vbolta de 1722 ainda se encontrava vivo. O padre Perier era um homem culto e que, nas palavras de S. Leite 3/47, ―falava bem o rancês, e era um oregador.‖ Mas Serafim Leite não lhe cita qualquer impresso. Innocencio 7/39 escreve que o livro foi ―tão bem recebido que uma segunda edição foi tirada em Lisboa.‖ Em verdade foram publicadas quatro edições. A obra foi também traduzida em italiano : Disinganno de‘ Peccatori... e publicada em Roma ―a spese di Antônio de Rossi,‖ 1726 (22 x 15; 13 fls. s.n., 466 pp, 6 fls. s.n. c/índice e frontisp. gravado). Esta tradução italiana não inclui as gravuras. Um Edital foi lançado em 10 junho de 1771 suprimindo várias obras, dentre elas a Vida do Veneravel Padre Belchior de Pontes, de Manoel da Fonseca, e como primeiro na lista vinha o Desengano dos Peccadores, do jesuita Alexandre Perier. Lisboa 1765. 4º Innocencio 8 /41 escreve que viu o édito que ordena a supressão da obra, e que tal se deu não apenas por causa das teses que confrontavam a doutrina da Igreja, mas também devido às ―gravuras ridìculas‖ contidas no livro. No exemplar do édito que possuo não há qualquer refrência à gravuras O texto declara apenas que ―...além conter doutrinas errôneas, que visam inspirar puramente um medo servil, e assim contaminar certos artigos da fé através de interpretações errôneas, nesses [livros] a piedade manifeta-se de maneira corrompida por meio de termos espúrios, falsos exemplos, feitos extraordinários, mera ilusões, afeições indecentes, ditames falsos, estranhos ao espírito da Igreja e ao verdadeiro misticismo, já que é incompatível com uma devoção sñlida, saldável e regiulada.‖ O Desengano dos Peccadores é um livro de devoção semelhante a muitos outros publicados naquela época. O autor considera-o ―necessário para todos os tipos de pessoas, e muito útil aos missionários.‖ O que o distingue dos outros é a maneira vehemente pela qual ameaça os pecadores e descreve as torturas que não só os esperam no Inferno, mas também na prisão de Inferno, para o que ele fornece amplamente citações em latim dos escritos de todos os Santos da Igreja e dos Evangelistas. Para ilustrar seu discurso sobre o pecado o autor cita exemplos de todas as culturas e de todos os tempos. Alguns desses casos aconteceram no Brasil. Padre Perier condena muito severamente os que maltratam seus escravos, assim como as senhoras que obrigam as escravas a venderem todos os tipos marmelada caseira nas ruas e retornar todos os dias com uma quantia fdixa de dinheiro. As passagens mais interessantes sobre o Brasil estão nas pp. 207, 211, 227, 297, e 301. O livro é ilustrado por quatorze pranchas. Padre Perier escreve, na introdução, que quando se encontrava no Brasil sempre levava consigo gravuras ―clareadas pela cor do fogo‖, que representavam o Inferno e que ele mostrava aos índios com grande sucesso. O efeito que causavam sobre os índios era tão forte que ele resolvera ilustrar seu livro com algumas delas. Essas gravuras são de fato horripilantes. Retratam entidades maléficas deformadas e pavorosos monstros atormentando os pecadores em meio ao fogo do infernos. As gravuras constituem uma das maioires curiosidades do livro., nisso já tão diferente dos livros piedosos comuns naqueles tempos. Três dessas gravuras são assinadas por Debrie, três por J. Matheo e as outras não levam assinatura. O estilo é o mesmo em todas. É curioso que Debrie, que gravava tantas pranchas no estilo convencional e gracioso da época, tivesse aberto estas monstruosidades típivas do estilo romântico. O Desengano dos Peccadores é, obviamente, um dos livros de devoção mais curiosos publicado por missionários no Brasil. O fato de haver sido banido, e ―proibido a todos os livreiros, tipñgrafos e outras pessoas de vender, imprimir, possuir, distribuir divulgar de qualquer forma ou maneira,‖ explica sua raridade e o fato de ser tão pouco conhecido como obra da Brasiliana. Perier, Alexandre. Desengano dos Peccadores, necessario a todo genero de pessoas, Utilissirno aos Missionarios, e aos Pregadores desenganados, que so desej~o a salvacJo das alrnas, dedicado a Jesus Christo Senhor Nosso, Venerado na sua sagrada Irnagem dos Passos no Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa da Ordern de Santo Agostinho, escrito pelo R.P. Alexandre Perier Missionario da Provincia do Brazil, B accrescentado corn o Tratado do Inferno Aberto. Quinta Ediçdo. Por Pedro Antonio Caldas, Fa-rniliar do Santo Officio, e Mercador de Livros. Lisboa, Na Offic. de Miguel Manescal da Costa, Irnpressor do Santo Officio. Anno de MDCCLXV [1765] Corn todas as licencas necessaras. 20 x 14; p. de rosto impressa apenas em preto, frontisp. gravado e assinado por Debrie, intitulado: ―Descendant infernum viventes. Ne descendant morientes,‖ 9 fls. s.n., c/dedicatñria pelo editor Pedro Antonio Caldas, prefácio do autor (―ao pio leytor‖), introdução, licenças datadas de de 1764, índice, 511 pp., 14 pranchas. O texto é idêntico ao da edição de 1735, sendo também dividido em treze ―Discursos,‖ um ―Discurso Ultimo,‖ e uma ―Addição.‖ Cada parte é ilustrada com uma gravura, sendo semelhantes àquelas que já haviam aparecido. Como foram usadas as mesmas chapas de cobre, estas também não são obviamente muito boas. O frontispício difere do da edição de 1735. Esta edição de 1765 contém duas passagens novas, não publicadas na edição descrita mais acima: uma dedicatória a Jesus Cristo, assinada por Pedro Antônio Caldas, o editor; o ―Inferno Aberto, para que o ache fechado o Christão, disposto em varias consideraçôes das suas penas, e distribuidas pelos sete dias da semana, seu author o M.R. Padre Paulo Senheri, da Companhia de Jesus, Traduzido em Portuguez pelo Padre Fr. Agostinho de a Santa Maria, Ex-Vigario Geral dos Agostinhos Descalços, natural de Estremoz,‖ (pp. 428—497). Um índice alfabético aparece da p. 498 até o fim. A tradução do ―Inferno Aberto para que o fechado o Cristão...‖ foi feita pelo padre Agostinho de Santa Maria e foi publicado pela primeira vez em Lisboa, 1724. Padre Agostinho é também bem conhecido pelo seu Santuario Mariano (ver esta obra). Convém notar que não há nenhuma menção, na página de rosto, de que o padre Perier tenha pertencido à Companhia de Jesus , como era quase obrigatório constar, e tal como está impresso na edição anterior. A abolição da Ordem, em Portugal, talvez explique explicar o fato. Seja como for, esta é a edição confiscada pelo Edital de 177, mais acima mencionado.'

Referência: 1405JC040
Local: M-9-A-24


Caixa de sugestões
A sua opinião é importante para nós.
Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
Caixa de sugestões
 
PayPal MasterCard Visa American Express
free counters