RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
 
   

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BRITO. (Frei Bernardo de) e outros MONARCHIA LVSYTANA COMPOSTA

Por Frey Bernardo DE BRITO, CHRONISTA GERAL, E RELIGIOSO DA Ordem de S. Bernardo, Professo no Real Mosteyro de Alcobaça. PARTE PRIMEIRA [E SEGUINTES]. QVE CONTÈM AS HISTORIAS DE Portugal, desde a Criaçaõ do Mundo até o Nascimento de nosso Senhor Iesu Christo. DIRIGIDA AO MUITO ALTO, E MUITO PODEROSO REY, E SENHOR NOSSO D. PEDRO II. LISBOA. Com as Licenças necessarias. Na Impressaõ Craesbeeckiana. Anno 1690.

8 volumes. In fólio (de 29x20 cm) com a seguinte edição e colação:

1º volume: 1690. 2ª edição. Com [30], 570 (aliás 568) págs. 2º volume: 1690. 2ª edição. Com [8], 558, [30] págs. 3º volume: 1690. 2ª edição. Com [10], 420, [39] págs. 4º volume: 1725. 2ª edição. Com [22], 569, [1] págs. 5º volume: 1650. 2ª edição. Com [8], 332, [18] fólios. 6º volume: 1672. 1ª edição. Com [12], 622 págs. 7º volume: 1683. 1ª e única edição. Com [17], 601 págs. 8º volume: 1727. 1ª e única edição. Com [29], 790 págs.

Encadernações da época inteiras de pele, com nervos e ferros a ouro nas lombadas.

Impressão com o texto a duas colunas, ilustrada com vinhetas das armas de Portugal nas folhas de rosto de cada volume.

Exemplar raríssimo com os 8 volumes em encadernações homogéneas.

Cada volume apresenta os seguintes dados de conservação:

1º volume com título de posse manuscrito na folha de rosto de Manuel Gomes Costa Pacheco, ex-libris oleográfico armoriado no segundo fólio, alguns cadernos apresentando oxidação natural do papel e leves vestígios de humidade nas últimas folhas.

2º volume com folha de rosto grafitada e com títulos de posse de Manuel Gomes Costa Pacheco e de Nuno Freire Corte Real, ex-libris oleográfico armoriado no segundo fólio, cólofon com títulos de posse e diversos grafitados, vários grafitados no interior das pastas de encadernação e nos primeiros fólios, verso da folha de rosto com poema ou memória manuscrita desconexa, trabalho de traça nas últimas páginas sem perda de texto e manchas de humidade no início do volume.

3º volume com títulos de posse de Manuel Gomes Costa Pacheco e de António do Nascimento Carneiro, vários grafitados no interior das pastas de encadernação, folha de rosto com leves títulos de posse e ex-libris oleográfico armoriado no segundo fólio.

4º volume com títulos de posse de Manuel Gomes Costa Pacheco e de Nuno Freire Corte Real, ex-libris oleográfico armoriado no segundo fólio, vários grafitados no interior das pastas de encadernação, folha de rosto com leves títulos de posse e restauro marginal sem perda de texto.

5º volume com títulos de posse de Nuno Freire Corte Real, ex-libris armoriado no segundo fólio, vários grafitados no interior das pastas de encadernação, na folha de rosto e nos primeiros fólios, verso da folha de rosto com títulos de posse grafitados e desconexos, leves manchas de humidade, manchas e grafitados a tinta nas páginas interiores, no índice e no cólofon, fortes grafitados com manchas ferrogálicas nos fólios 55 e 56.

6º volume com folha de rosto levemente grafitada, com títulos de posse de Nuno Freire Corte Real, ex-libris oleográfico armoriado no segundo folio, cólofon com títulos de posse e grafitados vários.

7º volume com títulos de posse de Nuno Freire Corte Real e de José Pedro Corte Real, leves títulos de posse na folha de rosto, grafitados no interior da pasta de encadernação, ex-libris oleográfico armoriado no segundo fólio.

8º volume com título de posse manuscrito na folha de rosto de Manuel Gomes Costa Pacheco, vários grafitados no interior das pastas de encadernação, folha de rosto com leves títulos de posse, ex-libris oleográfico armoriado no segundo fólio.

A obra Monarquia Lusitana constitui a principal referência da História de Portugal até ao início da 2ª Dinastia, isto é até à tomada do poder por parte de D. João I, em 1383. As várias partes foram publicadas ao longo de um período de 130 anos [1597-1727] tendo sido redigidas pelos historiadores, ou cronistas, ditos alcobacenses por viverem e trabalharem na grande abadia beneditina do Mosteiro de Alcobaça. Cada uma das partes teve como autores Bernardo de Brito (1ªe 2ª), António Brandão (3ª e 4ª), Francisco Brandão (5ª e 6ª); Rafael de Jesus (7ª) e Frei Manuel dos Santos (8ª).

Além destas partes existiram prontas para impressão uma terceira parte alternativa (escamoteada e proibida pelos próprios alcobacenses) e uma 7ª, 9ª e 10ª, escritas por Frei Manuel dos Santos, mas nunca foram impressas. Estes cronistas tinham acesso ao mais importante manancial de informações históricas da Biblioteca Real de Alcobaça que também foi o Palácio Real durante a primeira dinastia.

Os alcobacenses não se limitaram a produzir uma historiografia, mas discutiram abertamente as fontes, os factos e os cronistas que os precederam ao longo desta obra, e em particular na página 23 do volume 7º, onde se refere que, depois de Fernão Lopes, os historiadores não aprofundaram a investigação fundamental e apenas tinham alterado o estilo em que a história estava escrita (e nessa crítica incluíram Damião de Góis). Ainda que o período em estudo se refira essencialmente à primeira dinastia, os historiadores alcobacenses desenvolvem também os temas das instituições e das genealogias tratadas até à data em que escreveram, por exemplo o desenvolvimento da Ordem de Cristo, o tombo da mesma ordem efectuado por Pedro Álvares Seco em Tomar no tempo de D. João III, as genealogias associadas à Casa Real, como a dos Albuquerques, a dos La Cerna, entre outras.

1º volume: relata a suposta pré- e proto-história de Portugal. A presença dos Cartagineses e dos Gregos. Estes últimos, vindos de Esparta, juntam-se aos Túrdulos de Alcácer do Sal e de Lisboa, invadem a zona da Beira Baixa e fundam Conimbriga, continuando a expansão até ao rio Douro (págs. 169-176). Descrição da origem do culto ao deus Endovélico e a transcrição das epigrafias existentes na época. Descrição da fundação de cidade de Miróbriga pelos gregos de Chipre. Notícia dos sucessos de Alexandre o Grande e das primeiras guerras Púnicas de Roma com Cartago. Invasão de Aníbal da Península Ibérica e de como Viriato (nome genérico para um rei local) ajudou com um exército (págs. 198-210). A Batalha de Canas e a morte deste Viriato nesta batalha (pág. 216-217). A luta de Viriato e de outros reis lusitanos contra os romanos. As guerras civis romanas, as lutas de Sertório e a sua morte e funeral, pormenorizadamente descritos e documentados com transcrições epigráficas que atestam os sacrifícios humanos realizados e a deposição das suas cinzas no Templo de Diana, em Évora (pág. 400). Este volume apresenta-se sem anexos, no entanto contém com folha de rosto próprio (pág. 559) “GEOGRAPHIA ANTIGA DE LUSYTANIA composta por Frey Bernardo de Brito, chronista geral, e religioso da ordem de S. Bernardo, Professo no Real Mosteyro de Alcobaça. [Vinheta tipográfica com as armas de Portugal] LISBOA: com as Licenças necessárias. Na Impressão Craesbeeckiana. Ano 1689). De notar que Dom Manuel reproduz o rosto próprio da primeira edição de 1597 desta parte da obra.

2º volume (desde o nascimento de Cristo até ao Conde D. Henrique) apresenta muitas transcrições epigráficas latinas recolhidas dos domínios de Braga. A história encontra-se detalhada por cada um dos imperadores romanos. As fontes usadas são de grande qualidade tal como o Bello Judaico. A entrada de Daciano na Península e a perseguição aos cristãos. O Império Romano sob Constantino e os vários concílios em Braga. A vinda de S. Martinho de Dume e a conversão cristã dos povos Suevos (págs. 269 e 289). Os Concílios de Toledo e de Mérida. O fim do Rei Pelaio e dos reinos cristãos. As leis que os cristãos guardaram enquanto viviam em terra de mouros (pág. 402). A Reconquista e o início das genealogias como as dos Anaias, Távoras e Teives.

3º volume trata da Reconquista no tempo do Conde D. Henrique e do Rei Afonso Henriques, de como estes reis davam forais às terras e a forma de governo que existia. A entrada da Ordem do Templo, ou Templários, em Portugal, logo após a sua fundação (pág. 120) e como D. Gualdim Pais, natural de Braga foi o primeiro Mestre, tendo-se juntado ao Grão-Mestre em Jerusalém para a tomada de Escalona. A entrada do rei de Castela em Portugal em defesa da sua tia e a batalha de Guimarães. O início do reinado "de facto" de D. Afonso Henriques começado em 1128 (págs. 120-130). As Cortes de Viseu e de Lamego cerca do ano 1143, a hábil actuação política de D. Afonso Henriques que ainda era vassalo de Castela (pág. 200). Ainda neste volume (em Livro Capítulo próprio, vide págs. 277) é tratado da forma como foi instituída a Ordem Militar de Avis, a relação dos seus mestres e os seus princípios. Este volume contém um extenso apêndice (a partir da pág. 367) com transcrições de bulas, privilégios e doações que certificam a historiografia.

4º volume: com uma descrição da história e da genealogia de D. Sancho I do qual descendem os Teles e os Meneses, com um  testamento de D. Sancho I (pág. 119). A conquista do Algarve e de alguns lugares da Andaluzia por parte de D. Sancho II (págs. 330 a 430) e de como se fez a divisão das conquistas do Reino de Portugal, do Reino do Algarve e do Reino de Castela entre a Ordens de Santiago e a Ordem dos Templários. Este volume contém impressas em anexo, nas últimas 33 páginas, as bulas, privilégios, e escrituras de Pontífices, de Reis e de pessoas importantes que assim certificam e confirmam como verdadeira esta história de Portugal.

5º volume contém impressas em anexo nas últimas páginas as doações, acordos, e o tratado de paz de D. Afonso II, a posse do Algarve, de Avis, de Mértola, de Aiamonte e ainda o relato da conquista de Alcácer do Sal. A notícia da morte do Mestre de Santiago Dom Paio Peres Correia (pág. 23). As relações dos mestres das ordens militares naquele tempo (pág. 44). A embaixada a Aragão para o casamento do rei D. Dinis. As doações da Rainha Santa Isabel. A Ordem do Santo Sepulcro e o mosteiro que teve em Portugal. A particularidade do Foral de Aljezur considerar os seus cavaleiros de confiança e cavalgando na dianteira com o rei (pág. 57). As descendências que os reis tiveram de mulheres mouras (fólio 186). A fundação do Mosteiro de Odivelas, que foi uma ampliação e abonação da Abadia de Alcobaça (fólio 220). Este volume contém impressos nas últimas páginas os treslados dos documentos originais do tempo de D. Dinis.

6º volume  contém notícias sobre a Ordem do Templo (pág. 103), o conceito de Reino do Algarve (pág. 171), a posse do Almirantado na família dos Pessanhas, a descendência real dos Albuquerques (pág. 173), nova referência a Pedro Álvares Seco na mudança da Ordem de Cristo para Tomar. Notícia da Ordem de Cristo erigida a favor do Infante Afonso Sanches de origem bastarda (pág. 313). Notícia do subsídio do Papa para a construção da primeira armada de galés contra os mouros (pág. 373). Este volume contém impressão nas últimas páginas os treslados dos documentos originais da fundação e estatutos da Universidade de Coimbra pelo Rei D. Dinis. A proibição dos eclesiásticos herdarem bens de raiz. A fundação e constituição do Mosteiro de Odivelas. As variantes do testamento do rei D. Dinis. A doação do Reino de Niebla por parte de Afonso X, o Sábio, à Rainha de Portugal sua filha. A doação da Vila de Góis pela Rainha D. Teresa. O documento de penhora de Badajoz e outros lugares da raia que o Rei de Castela fez em troca de um empréstimo de D. Dinis. O Instrumento da Aceitação da Bula pela qual se ergueu a Ordem de Cristo, no Cartório de Alcobaça”. O último testamento do rei D. Dinis.

7º volume contém as circunstâncias da morte de Inês de Castro (pág. 553) e não apresenta documentos anexos, apenas um índex de pessoas e coisas notáveis.

8º volume contém a notícia e referências documentais sobre a morte e ressurreição do Rei D. Pedro e uma longa descrição de como os reis da Flandres descendem de Portugal. Contém, em Livro e Capítulo próprio (pág. 413), a discussão sobre a data de nascimento e a filiação materna do futuro rei D. João I Mestre da Ordem Militar de Avis e uma notícia sobre a procura de um tratado com a Inglaterra (futuro Tratado de Windsor, pág. 681). Contém impressas nas últimas 4 páginas a escritura original da eleição de D. João I de Portugal e o treslado da nótula contida na bíblia de D. João de Castela trazida do campo de Batalha de Aljubarrota como troféu de guerra.

 8 volumes. In fólio (29x20 cm) with the following editions and collations:

1st volume: 1690. 2nd edition with [30], 570 (i.e. 568) pp. 2nd volume: 1690. 2nd edition with [8], 558, [30] pp. 3rd volume: 1690. 2nd edition with [10], 420, [39] pp. 4th volume: 1725. 2nd edition with [22], 569, [1] pp. 5th volume: 1650. 2nd edition with [8], 332, [18] folios. 6th volume: 1672. 1st edition with [12], 622 pp. 7th volume: 1683. 1st and only edition with [17], 601 pp. 8th volume: 1727. 1st and only edition with [29], 790 pp.

Binding: Contemporary full calf with raised ands and gilt tools on spine.

Text printed in two columns. Ilustrated with vignettes of Portugal’s coat of arms on the title pages of each volume, headpieces and decorated capital letters at the beginning of each chapter.

A very rare copy with the 8 volumes homogeneously bound.

The condition of each volume is as follows:

1st volume with handwritten ownership title of Manuel Gomes Costa Pacheco on title page; armoured ink stamp ex-libris on the second folio; foxing on some signatures of the text block; light moist stains on the last pages.

2nd volume with graffiti and ownership titles of Manuel Gomes Costa Pacheco and Nuno Freire Corte Real on title page; armoured ink stamp ex-libris on the second folio; colophon with ownership titles and several graffiti; graffiti inside the binding boards and on the first folios; on the verso of the title page there is a disconnected poem or handwritten memory; bookworm traces on the last pages with no text lost; moisture stains at the beginning of the volume.

3rd volume with ownership titles of Manuel Gomes Costa Pacheco and António do Nascimento Carneiro; several graffiti in the back of the binding boards; title page with faded ownership titles; armoured ink stamp ex-libris on the second folio.

4th volume with ownership titles of Manuel Gomes Costa Pacheco and Nuno Freire Corte Real; armoured ink stamp ex-libris on the second folio; several graffiti in the back of the binding boards; title page with faded ownership titles; marginal restoration with no text loss.

5th volume with ownership titles of Nuno Freire Corte Real; armoured ink stamp ex-libris on the second folio; several graffiti in the back of the binding boards, title page and first folios; verso of the title page with erased ownership titles and disconnected; slight moisture stains and graffiti on several pages, the index and the colophon; strong graffiti with iron gall ink stains on folios 55 and 56.

6th volume with small graffiti on title page; ownership title of Nuno Freire Corte Real; armoured ink stamp ex-libris on the second folio; colophon with ownership titles and several graffiti.

7th volume with ownership titles of Nuno Freire Corte Real and José Pedro Corte Real; faded ownership titles on the title page; several graffiti in the back of the binding boards armoured ink stamp ex-libris on the second folio.

8th volume with ownership title of Manuel Gomes Costa Pacheco on title page; several graffiti in the back of the binding boards armoured ink stamp ex-libris on the second folio.

This work, Monarquia Lusitana [Lusitanian Monarchy] is the main reference of the History of Portugal until the beginning of the second dynasty, i.e. until D. João I assumed the crown in 1383. The different parts were published throughout a period of 130 years [1597-1727] and were written by the historians, chroniclers called Alcobacenses because they lived and worked in the large Benedictine Abbey of the Alcobaça Monastery. Each of the parts was authored by Bernardo de Brito (1 and 2), António Brandão (3 and 4), Francisco Brandão (5 and 6); Rafael de Jesus (7), and Frei Manuel dos Santos (8).

Besides these eight parts, there were a third alternative part (concealed and forbidden by the Alcobacenses themselves), a 7th, 9th, and 10th parts written by Fr. Frei Manuel dos Santos that have never been printed. These chroniclers had access to the most important historical information of the Royal Library of Alcobaça that was also the Royal Palace during the first Dynasty.

The Alcobacenses did not merely produce a historiography, they openly discussed the sources, the facts, and the chroniclers before them. We highlight volume 7, page 23, where it is mentioned that, after Fernão Lopes, historians did not make a thorough fundamental research and just changed the style of the already written history (including Damião de Góis in that observation). Although the period under study is mostly the first Dynasty, the Alcobacense historians also develop the theme of the institutions and genealogies addressed until the date they wrote. For instance, the development of the Order of Christ, the archives of that same Order by Pedro Álvares Seco in Tomar at the time of king D. João III, the genealogies associated to the Royal House, like the Albuquerque or the La Cerna families, among others.

Referências bibliográficas /Bibliographic references:

D. Manuel 253 (1ª edição)

Barbosa Machado 3, 633; 1, 224; 1, 98; 6, 260

Inocêncio 6, 260; 7, 49

Figaniére 1 (1, 2)

Ameal 1549

Samodães 1, 2115

Inocêncio VI, 260 MONARCHIA LUSYTANA, composta por Fr. Bernardo de Brito, etc. […] Parte primeira; contém as histórias de Portugal, desde a criação do mundo até ao nacimento de nosso senhor Jesu Cristo.

Há desta primeira parte duas edições de fólio, a saber: 1.ª impressa no mosteiro de Alcobaça por Alexandre de Siqueira e António Alvares, 1597. - 2.ª em Lisboa, na Imp. Craesbeeckiana, 1690. Segunda parte, em que se continuam as histórias de Portugal, desde o nascimento de nosso salvador Jesu Cristo, até ser dado em dote ao conde D. Henrique, etc. - Também existem desta segunda parte duas edições feitas: 1.ª em Lisboa, no mosteiro de S. Bernardo, por Pedro Craesbeeck 1609. - 2.ª ibi, na Imp. Craesbeeckiana 1690. […] Terceira parte (por Fr. António Brandão) que contém a história de Portugal, desde o conde D. Henrique até todo o reinado d'el-rei D. Afonso Henriques, etc.Há dela duas edições de fólio: 1.ª Lisboa, no mosteiro de S. Bernardo, por Pedro Craesbeeck 1632. - 2.ª ibi, na Imp. Craesbeeckian 1690. Quarta parte (pelo mesmo Fr. António Brandão) que contém a história de Portugal desde o tempo d'el-rei D. Sancho I até todo ao reinado d'el-rei D. Afonso III, etc. - Há duas edições: 1.ª Lisboa, no mosteiro de S. Bernardo, por Pedro Craesbeeck 1632. 2.ª (adicionada pelo P. José Pereira Bayão) Lisboa, na Offic. Ferreiriana 1725. Quinta parte (por Fr. Francisco Brandão) que contém a história dos primeiros vinte e três anos d'el-rei D. Diniz, etc. - Há duas edições: 1.ª Lisboa, na Offic. de Paulo Craesbeeck 1650. - 2.ª ibi, na Offic. de Domingos Rodrigues 1752. Sexta parte (pelo mesmo) que contém a história dos últimos vinte e três anos d'el-rei D. Diniz, etc. - Duas edições: 1.ª Lisboa, na Offic. de João da Costa 1672. - 2.ª ibi, na Offic. de Domingos Rodrigues 1751. Sétima parte (por Fr. Raphael de Jesus) que contém a vida d'el-rei D. Affonso IV, etc. - Uma só edição, Lisboa, na Offic. de Antonio Craesbeeck de Mello 1683. Este cronista deixou inéditas as partes oitava e nona, por ele escritas as quais se não imprimiram, posto que Farinha no Summario da Bibl. Lus. dá erradamente a oitava como impressa em Lisboa, 1755. Oitava parte (por Fr. Manuel dos Sanctos) que contém a história e sucessos memoráveis, no tempo d'el-rei D. Fernando; a eleição d'el-rei D. João I, com outras muitas noticias da Europa; desde o ano 1367 até 1385. - Uma única edição, Lisboa, na Offic. da Musica 1727, com quanto Barbosa e o pseudo Catalogo da Academia tenham erradamente 1729.

Fr. Manuel dos Santos escreveu também, e deixou manuscritas a sétima, nona e decima partes, até agora não impressas. As coleções completas das primeiras edições são de muita raridade, e se aparecem, tendo os exemplares bem acondicionados, pagam se por preços sempre avultados. O mais comum é serem as partes primeira e segunda das edições de 1690, circunstancia que faz diminuir consideravelmente o valor dos jogos, ou coleções. Acham se estas também muitas vezes incompletas pela falta do tomo VIII, que de maravilha se depara separado. Reunidos porém os oito volumes em bom estado valem ordinariamente de 18:000 até 24:000 réis e não falta quem por eles peça até o dobro desta última quantia, preço em verdade mais que exorbitante!

O exemplar que existe na livraria que foi de Joaquim Pereira da Costa acha-se no inventário avaliado em 16:000 réis (a primeira e segunda partes das edições de 1690), e outro incompleto por faltar-lhe a parte oitava, em 10:000 réis. […] O mérito comparativo das partes impressas d'esta obra, no sentido propriamente histórico e literário, varia por modo notável entre os críticos. Um d'estes, o P. Francisco José Freire, nas suas Reflexões sobre a língua portuguesa, parte 1.ª, pag. 8, diz a esse propósito: «Fr. Bernardo de Brito, que lançou os alicerces á grande obra da Monarchia Lusitana, entra na honrada classe de João de Barros, escrevendo em estilo puro e correcto. Os seus continuadores Fr. António e Fr. Francisco Brandão têm pena ingénua, indagadora e verdadeira; mas falta daquela propriedade e pureza, que sobressai em seu antecessor. Os outros cronistas que continuaram esta grande obra, ainda na linguagem têm menos merecimento que os dois Brandões, especialmente Fr. Raphael de Jesus, que morreu sem saber o como devia falar a sua língua um correcto escritor português!»

 

Referência: 1604JC030
Local: M-2-C-4


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