RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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HODGES, William. TRAVELS IN INDIA,

DURING THE YEARS 1780, 1881, 1782, & 1783. BY WILLIAM HODGES, R. A. LONDON: PRINTED FOR THE AUTHOR, AND SOLD BY J. EDWARDS, PALL-MALL. MDCCXCIII. [1793]

In 4º (de 28x23 cm) com vi, 156, [1] pags

Encadernação do século XX inteira de pele com ferros a ouro na lombada. Folhas de guarda em papel decorativo da época. Exemplar com ex-libris do Doutor João Braga, Engenheiro Agronomo.

Ilustrado com 1 mapa desdobrável do território de Bengala e Bahar; e 14 gravuras intercaladas em extra-texto com os seguintes títulos:

 1- A view of the great pagoda at Tangore

2 - A view of calcuta taken from Fort William

3 - The pass of Sicri Gully from Bengal entering the province of Bahar.

4 . A view of the inside of a Zananah [Harem]

5 - Banyan Tree [Ficus Reliogiosus]

6 - Mahomedan women attending the tombs of their parents, relatives, or friends at night.

7 - Peasent woman + Asepoy matchlock man.

8 - A columbn taken from the temple of Vis Visha at Benares

9 - Procession of a hindu woman to the Funeral Pile

10 - A view of Bidjegur

11 - A view of the Palace of Nabob Asoph ul Dowlah at Lucknow

12 - A view of Agra taken from the South West

13 - A woman of Hindostan + Mullah or Musselman Priest

14 - A view of the Fort of Gwalior

Este livro de viagens é o resultado de uma recolha efectuada durante 6 anos (1778-1783) na Índia. O exemplar apresenta-se na variante não-colorida, ilustrada com um mapa da parte de Bengala e Bahar, e com as referidas 14 gravuras intercaladas na sequência da narrativa.

A obra é considerada a primeira recolha das paisagens esplendorosas da Índia e, também, dos aspectos das pessoas comuns, feita por um europeu, que testemunhou a presença dos ingleses na Índia. O texto que acompanha as imagens dá uma história de cada local, juntamente com um relato dos acontecimentos contemporâneos aí ocorridos. Este trabalho causou sensação na época devido aos cenários da Índia nesta escala nunca antes vista; a beleza da paisagem; os antigos monumentos; e os aspectos da sociedade indiana. O aspecto mais relevante desta obra é o do ritual da Sati (gravura na página 84/85) com o convite ao suicídio da viúva na pira funerária, que comoveu e chocou os ocidentais ao ponto desta cerimónia ser depois proibida na Índia.

Hodges utilizou um estilo proto-impressionista digno de nota. As pinturas (das quais foram abertas as gravuras por Medland, Byrne, Angus, Skelton, Pouncy, Tompkins, , Fittler e Walker) apresentam uma luz e uma sombra mais forte do que tinha sido habitual na tradição pictórica europeia. Os críticos de arte queixaram-se de uma aparência áspera e inacabada. Hodges dá uma visão completamente nova da Índia com seus grandes rios e florestas que tinham pouco em comum com a imagem popular de India adquiridas com as antigas descrições dos viajantes. Na arquitectura o autor representa edificios pouco conhecidos: túmulos muçulmanos e mesquitas, templos hindus, fortes e palácios.

William Hodges (1744-1797), o autor do texto e das gravuras deste trabalho, nasceu em Londres. Hodges e é mais conhecido pelos desenhos e pinturas de locais como a Table Bay (Cabo da Boa Esperança), o Taiti, a Ilha de Páscoa, e a Antártida. As suas melhores pinturas estão no Museu Marítimo, em Londres. Hodges estudou com William Shipley, e mais tarde no estúdio de Richard Wilson, onde se encontrou com Thomas Jones. No início da carreira ganhava a vida pintando cenários teatrais. Em 1766 Hodges já exibia individualmente. Através do patrocínio de Lord Palmerston (1739-1802), na altura membro do Conselho do Almirantado, Hodges obteve um posto de desenhador na segunda viagem do Captão Cook (com os navios HMS Resolution e HMS Adventure). Muitos dos seus esboços,  pinturas e aguarelas foram adaptados como gravuras na edição original da obra de Cook. O Almirantado requereu que completasse os desenhos e superintendesse a sua gravação. A sua primeira exposição no Royal Academy, em 1776, foi uma vista de Otahiti. Após a morte de sua esposa partiu para a Índia como pintor e desenhador da Companhia Britânica das Índias Orientais.

O primeiro ano na Índia foi decepcionante: a sua saúde era fraca, a segunda Guerra de Mysore estava em curso, e ficou confinado a Madras e aos seus arredores. Em 1781 viaja para Calcutá e faz uma viagem pelas terras altas, durante o qual viu as ruínas de muitos palácios muçulmanos, túmulos e mesquitas. No ano seguinte encontrou um patrono em Augustus Cleveland, um administrador estacionado em Bhagalpur em Bihar. Cleveland apresentou a Hodges uma Índia muito diferente daquela conhecida até então pelos ingleses. Em 1783 fez uma longa expedição no interior do país para se juntar Major Brown, que estava à frente de uma embaixada diplomática para o imperador Mughal. Hodges poude então observar os grandes monumentos de Mughal em Agra e Sikandra. Voltou à Índia central, para Calcutá, através de Lucknow e deixou a Índia em Novembro de 1783. No regresso a Londres, fez pinturas dos panoramas da Índia, publicou um conjunto de 48 gravuras em águas-tintas, e ainda uma dissertação sobre os protótipos de arquitetura, hindu, mourisca e gótica, na qual defendeu que a arquitetura indiana como estando ao mesmo nível da arquitectura clássica.

Hodges foi eleito um associado da Royal Academy em 1786, e membro efectivo em 1787. Sua última exposição foi visitada pelo príncipe Frederick, duque de York e Albany, filho do Rei George III. O duque ofendeu-se com a natureza política das pinturas da Hodges e ordenou o fecho da exposição. Esta censura terminou com a carreira artística de Hodges que se retirou para Devon, e em 6 de Março do mesmo ano morreu do que foi registrado oficialmente como 'gota no estômago', mas que poderá ter sido um suicídio por overdose.

Brunet III, 242. «Volume de 156 pp., avec 14 pl. 15 a 20 fr. Il y en a des exemplaires en papier fin, avec les premières epreuves des pl. , et les eaux-fortes. […] La seconde édition, Lond. 1794, in 4º, avec les mêmes pl. […] Cet voyage a étè traduite de l’anglais avec des notes géographiques par Langlès, Paris, 1805.»

Referência: 1609JC005
Local: M-11-B-8


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