RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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CAMÕES. (Luís de) OS LUSÍADAS

DE LUÍS DE CAMÓES. Anotados e parafraseados por Campos Monteiro. 4ª Edição. Revista por Joaquim Ferreira. Editorial Domingos Barreira. Porto. S. d.

De 21,5x16 cm. com 673, [iii] págs.

Encadernação do editor. Cortes das folhas carminados.

Excelente edição para estudantes e para um público alargado, com uma biografia do poeta, argumentos de cada canto, abundantes notas explicativas em rodapé, com o texto original de Camões nas páginas pares e paráfrases explicativas, em prosa, de cada oitava, nas páginas ímpares.

Os Lusíadas são o maior poema épico do renascimento. Com dez cantos compostos por oitavas reais, estrofes de oito versos decassílabos, exalta os feitos dos portugueses (os lusíadas), que culminaram na descoberta do caminho marítimo para a Índia e no estabelecimento do domínio total do oceano índico durante um século.

A narrativa da viagem é ornamentada pelo recurso à mitologia clássica e nela são inseridas outras narrativas que descrevem a história de Portugal e episódios célebres pelo intenso dramatismo e lirismo, como o do Gigante Adamastor ou o de Inês de Castro, sendo antecedida de uma magnífica dedicatória ao Rei D. Sebastião e encerrada por uma brilhante exortação final ao jovem rei.

Mas o poema não se esgota numa obra meramente patriótica, o que já seria muito, tem um significado muito mais amplo, que toca as pessoas cultas de todos os países, veja-se as numerosas traduções em todas as línguas, pois é a celebração exaltada do esforço humano que vence todos os obstáculos e a descrição do primeiro encontro de grande número de povos que até aí se desconheciam completamente.

Por outro lado o poeta faz algo único em epopeias, toma várias vezes a palavra para refletir, queixar-se, exortar e mesmo criticar alguns dos aspectos dos próprios heróis que imortalizou no seu poema, chegando a dar a palavra a uma personagem, como o Velho do Restelo, que contesta drasticamente a validade da própria matéria épica.

Os Lusíadas adquirem assim uma marcada modernidade, que ainda mais eleva os cumes atingidos por esta obra imortal.

Para se ter consciência do excepcional valor literário dos Lusíadas é necessário ter presente que o renascimento colocou como paradigmas da criação poética os géneros literários do mundo clássico, com a respectiva hierarquia, ou seja, a epopeia como o género mais nobre e elevado, sendo o desejo supremo dos poetas e a grande expectativa dos leitores cultos, a composição de um poema que igualasse os modelos clássicos de Homero e Virgílio e cumprisse as normas codificadas por Aristóteles.

Foram em grande quantidade em todos os países as tentativas para alcançar tal realização, durante os Séculos XV e XVI, coube a Luís Vaz de Camões realizar a expectativa de todo o mundo culto da sua época, criando o maior poema épico dos tempos modernos.

Em Camões combinaram-se a excelência e o brilhantismo da enunciação poética com o facto de em Portugal todos estarem consciente de existir a matéria épica criada pelos incríveis feitos dos cientistas, navegadores e guerreiros portugueses, que urgia cantar.

Referência: 1703PG058
Local: 8-10-D-21


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