RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

Clique nas imagens para aumentar.



DIARIO DO GOVERNO / DIARIO DA REGENCIA [IMPÉRIO LUSO-BRASILEIRO].

Desde o Nº 1, de Segunda-feira, 1º de Janeiro de 1821, até ao Nº 153, de Sábado dia 30 de Junho de 1821.

In fólio (de 29,5x21 cm) com cerca de 403 folios inumerados (i.e  mais de 800 páginas impressas).

Encadernação da época inteira de pele com ferros a ouro na lombada e sobre os dois rótulos (preto e vermelho).

Exemplar com ex-libris impresso de J. M. Castello na pasta anterior e com leve dano de traça à cabeça das páginas 99 até 104.

Orgão oficial do Governo da Nação e das sessões das Cortes Constituintes em Portugal, publicado na Imprensa Nacional em Lisboa, tendo como redactores: António José Maria Campelo (1780-1851) , e Diogo de Góis Lara de Andrade (17??-1844).

Publicação de periodicidade diária (nos dias úteis) dos assuntos do governo de Portugal, do Brasil, dos territórios em África e no Oriente; e ainda dos Negócios Estrangeiros ,e dos assuntos e do noticiário recebido da Europa e da América. A alteração do título Diário do Governo para o título Diário da Regência ocorre no Nº 37 de 12 de Fevereiro de 1821. A alteração da vinheta com o logótipo das armas nacionais colocada à cabeça de cada número ocorre em 1 de Maio de 1821.

Esta publicação foi sucessora da Gazeta de Lisboa e antepassada do actual Diário da Republica. Segundo a BNP (Biblioteca Nacional de Portugal), a partir do n. 313 (30 Dez. 1820) a Gazeta de Lisboa interrompeu a sua publicação, sendo continuada pelo n. 65 (30 Dez. 1820) do Diário do Governo e Diário da Regência, que terminou com o suplemento ao n. 131 (4 de Junho de 1823). O presente volume é uma publicação completa de tudo o que se publicou no importante periodo desde o dia de Segunda-feira, 1º de Janeiro de 1821, até ao Sábado dia 30 de Junho de 1821.

Os Diários apresentam cartas e correspondências; noticias circunstanciadas dos acontecimentos políticos; leis e portarias; resumos das sessões das Cortes Constituintes e das audiências dos membros do Governo; Notícias dos acontecimentos políticos estrangeiros divididos por países de origem; noticias sobre a distribuição de correio; informação sobre câmbios de moedas, sobre publicações de livros, sobre a sessões de ópera e de teatro; editais sobre a venda coerciva de bens em leilões e em hastas públicas; e sobre a disponibilidade comercial de bens mobiliários e imobiliários; etc, etc.

No ano de 1821 ocorreram os seguintes eventos internacionais: a Espanha reconheceu a independência da Venezuela; o Uruguai foi incorporado no Brasil. 25 de março - A Grécia declara a independência do Império Otomano. 5 de maio: morte de Napoleão Bonaparte; 28 de julho o Peru declara a independência de Espanha.

Em Portugal a Revolução do Porto, também referida como Revolução Liberal, foi um movimento que ocorreu em 1820, teve repercussões na História de Portugal e na História do Brasil. O movimento resultou no retorno da Corte Portuguesa em 1821, que se transferira para o Brasil durante a Guerra Peninsular, e no fim do absolutismo em Portugal, com a ratificação e implementação da primeira Constituição Portuguesa (em 1822). As Cortes reuniram-se solenemente em Janeiro de 1821 (que corresponde ao Nº 1 deste volume do Diário do Governo. Enquanto a constituição estava a ser redigida entrou em vigor uma Constituição provisória, que seguia o modelo da constituição espanhola. Em 31 de Março de 1821 foi extinta a Inquisição em Portugal, por uma sessão das Cortes Constituintes da Nação Portuguesa. Em 24 de Abril de 1821 a Corte regressou a Portugal, à excepção de D. Pedro de Alcântara, que permaneceu no Brasil na condição de Príncipe Regente. O rei D. João VI nomeou em seu nome e partiu para Lisboa em 25 de abril de 1821, após uma permanência de treze anos no Brasil, do qual levou saudades. Os navios com o rei e sua comitiva entraram no porto de Lisboa em 3 de Julho de 1821 (cuja data esta colecção de Diários já não abrange). Perante o progressivo aumento da pressão das Cortes para a recolonização do Brasil, o Principe D. Pedro proclamou a sua independência em 7 de Setembro de 1822. Em 23 de Setembro de 1822 foi jurada em Lisboa a primeira Constituição Portuguesa.

Referência: 1706JC001
Local: M-6-C-2


Caixa de sugestões
A sua opinião é importante para nós.
Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
Caixa de sugestões
 
PayPal MasterCard Visa American Express
free counters