RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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VIEIRA, Padre António. ORAÇAM FVNEBRE [DE DONA FILIPA DE VILHENA]

QVE DISSE O R. P. ANTONIO VIEIRA DA COMPANHIA de Iesv Prègador de Sua Magestade. No Convento de S. Francisco de Enxobregas nas exequias da senhora Dona Maria de Ataide. EM COIMBRA; Com todas as Licenças Nessarias. Na Impressão de Thome Carualho Impressor da Vniversid. Año. 1658.

In 8º (de 19x14 cm) com 12 fólios numerados da pag. [I],174-195 [O1-P4].

Encadernação recente com pastas em papel decorativo e rótulo vermelho na lombada.

Ilustrado na folha de rosto com a vinheta da Companhia de Jesus (trigrama da Companhia de Jesus encimado por querubim e concha, rodeado por legenda latina e envolto em ornamentos arquitectónicos, frutos e folhagem); e com uma letra capitular decorativa no inicio do texto a duas colunas.

Exemplar com nota bibliográfica manuscrita a lápis na folha de guarda moderna: « nº 4126 Cat da Colecção de Miscelâneas Vol. ccclxxvi a cdlxv, Volume 5, Coimbra, 1969.»

A Oração Funebre que disse o R. P. António Vieira trata-se de uma separata factícia, isto é, provém directamente da impressão de uma obra mais vasta. Apresentando neste caso dois cadernos de impressão [O1-P4] completos e paginação de 174 a 195, contendo folha de rosto própria com o verso em branco.

Existiram outras impressões desta oração funebre - a primeira edição terá sido na Oficina Craesbeeckiana, Lisboa, 1650. (ver Barbosa Machado 1, 422). Seguiram-se outras impressões com um texto identico, mas não igual, algumas são hoje consideradas contrafacções, no entanto a presente edição não é considerada uma contrafacção.

Segundo a referência da BNP: «[...] há 3 impressões diferentes do mesmo local, impressor e ano, A, B e C; impressão A no rosto [conforme com o nosso exemplar]: «Com todas as licenças nessarias" [sic] No rosto, trigrama da Companhia de Jesus encimado por querubim e concha, rodeado por legenda latina e envolto em ornamentos arquitectónicos, frutos e folhagem Texto a 2 colunas. Erros de paginação. Assinaturas: O//8 P//4 ».

Referências bibliográficas: Barbosa Machado 1, 422; Inocêncio 22, 371 (2681); Sommervogel 8, 655; BN Lisboa. Bicentenário Pe. António Vieira 70 Fonseca, M. Adit. 58; Leite, S. Hist. Comp. de Jesus no Brasil 9, 208; Arouca V 177; (data diferente) Arouca R 180; Bauer, H. Ed. in Spanien 1, 102 (1g); Misericórdia Lisboa. Impr. séc. XVII : tip. port. 295;

Títilos unificados na BNP: Oração fúnebre... no Convento de São Francisco de Xabregas nas exéquias da Senhora Dona Maria de Ataíde; ou Sermam funebre nas exequias da... Condeça de Atouguia. [ver em em "Sermoens", IV (1685) p. 434-458].

Esta Oração Funebre poderá ter servido para Dona Maria, filha dos Condes de Atouguia, Dama do Palacio no Convento de S. Francisco de Xabregas, falecida em 1649, e posteriormente para sua mãe a Condessa de Atouguia, falecida em 1651. Verificamos que, pela intensa procura na época por esta notícia da sua morte; pelas figuras de estilo utilizadas nas palavras de Vieira (de que ela era como as Tábuas da Lei que os exercitos de Israel seguiam / de que a sua vida foi uma opção e não um caso ou acaso, etc); que ela era a mulher do Conde de Atouguia Dom Luis de Ataíde já falecido antes de 1640:  A famosa Maria Filipa de Vilhena de Ataíde, a que armou os seus filhos cavaleiros e os incitou a juntarem-se aos conjurados que fizeram a revolução do 1º de Dezembro de 1640, que apoiaram D. João IV contra o domínio de Espanha. Relativamente a este texto ter servido para a filha da condesssa ou para a condessa; verificamos que o sermão terá sido encomendado por (ou para) Dona Filipa de Vilhena.

Referência: 1712JC006
Local: M-9-F-45


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