RUGENDAS. (Maurice) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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LOPES. (Francisco) VIDA ACÇOENS E MILAGRES DE S. ANTONIO GLORIA DE PORTUGAL [e SEGUNDA PARTE DE S. ANTONIO]

GLORIA DE PORTUGAL & singular ornamento de Lisboa sua pátria. POR FRANCISCO LOPES. Natural da mesma Cidade. Anno [Gravura aberta em madeira representando o Santo] 1680. LISBOA. Na Officina de Francisco Villela. Com todas as licenças necessárias.

In 8º de 15,2x10,4 cm. com [viii], 359, [I] págs.

Encadernação da época inteira de pergaminho flexível com título escrito em tinta coeva na lombada.

Exemplar que pertence à variante C, identificada pela BNP, com Taxão de 13-06-1680. As páginas 353-356 do índice estão a seguir à folha de rosto e as páginas 357-359 e i em branco, estão entre as páginas vi e vii das preliminares, por erro durante a realização da encadernação.

Apresenta assinaturas de posse na folha de rosto: José [...] de Sousa Pizarro [...] 1770 e outras nas folhas de guarda: Dr. Miguel Gomes Soares, Dr. Manoel da Silva [...] de Almedina.

- SEGVNDA PARTE DE S. ANTONIO E VERDADEIRA HISTORIA DOS CINCOS MARTYRES DE MARROCOS. TRATA DE SVA VIDA, MORTE, & milagres conforme as Chronicas da Sagrada Religião dos Menores Com alguas curiosidades dinas de notar. Dedicada ao Seraphico Padre S. Francisco. COMPOSTA EM VERSO POR Francisco Lopez natural da Cidade de Lisboa. EM COIMBRA. Com todas as licenças nrcessarias. Na Impressaõ da Viuva de Manoel Carvalho impressor da Vniversidade. Anno de 1665. A custa de Manoel de Figueiredo mercador de livros.

In 8º de 14,4x9,5 cm. com [iv], 180 folhas. Encadernação da época inteira de pergaminho.

Exemplar com a folha de rosto espelhada, manchas nas páginas finais e com um defeito de origem pouco comum, pois apresenta o caderno N (folhas 97 a 104) repetido e tem falta do caderno M (folhas 89 a 96)  

Segundo os actuais conhecimentos é a 3ª edição da Primeira Parte e da Segunda Parte. Devido à grande popularidade da obra e ao muito uso dos exemplares por vários níveis sociais, os exemplares de todas as edições são hoje raríssimos e é sempre possível que venham a ser descobertas novas edições.

Este conjunto é extraordináriamente raro e valioso (apesar do defeito) pois esta edição da 2ª Parte foi desconhecida de Inocêncio, não existe registo de exemplares na Porbase e não se conhecem referências nas bibliografias.

As folhas preliminares do primeiro volume contêm licenças e poesias em louvor do autor de D. Gabriel Uguarte y Ayala, Pedro Dias de Paiva, de um amigo anónimo e de Miguel da Silveira, que é a única poesia escrita em português por este célebre poeta épico nascido em Celorico de Bastos.

As folhas preliminares da segunda parte contém Prologo, ao devoto leitor e licenças.

A primeira parte da obra descreve pormenorizadamente a vida de Santo António, nascimento, juventude, entrada na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho no Mosteiro de S. Vicente e a sua transferência para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra da mesma ordem. É aqui que, ao tomar directamente contacto com os cinco religiosos enviados por S. Francisco para Marrocos, onde serão martirizados, decide entrar para a nova ordem dos Franciscanos. Seguidamente descreve sua tentativa de pregar em Marrocos, a chegada a Itália, a vida em Itália, as relações com S. Francisco, a morte, as aparições depois da morte, as solenes exéquias em Pádua e canonização. Narra também 52 milagres realizados em vida e depois da morte.

A segunda parte descreve com grande pormenor a historia heróica dos cinco religiosos Franciscanos, mártires em Marrocos, cujo exemplo levou Santo António a fazer-se Franciscano. Berardo de Carbio, Otão, Pedro de Santo Gemianino, Acúrsio e Adjuto foram enviados em 1219 por S. Francisco para evangelizar Marrocos. Os religiosos, a caminho do seu destino, passaram em Portugal, foram vistos em Coimbra por Santo António e acolhidos pela Rainha D. Urraca, mulher de D. Afonso II; passaram depois por Alenquer onde receberam o apoio da Infanta D. Sancha, irmã do Rei. Os religiosos, uma vez em Marrocos, protagonizaram uma gesta heróica e foram martirizados, tendo os seus restos mortais sido trazidos para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde Santo António os tinha visto passar.

Os Santos Mártires de Marrocos foram canonizados pela Bula de 7 de Agosto de 1481, «Cum alias animo revolueremus Beatorum Martyrum Berardi» do Papa Sisto IV, tendo o processo de canonização sido conduzido pelos Cónegos de Santa Cruz de Coimbra. A festa dos Mártires de Marrocos, celebrada em 16 de Janeiro, foi sempre solenemente assinalada em Portugal. Os santos foram declarados protectores contra a peste e padroeiros da Província de Portugal da Ordem de S. Francisco.

Obra poética, que tudo descreve de maneira pormenorizada e exacta com estilo vivo e expressivo. A primeira parte tem cinco cantos com 1638 quintilhas heptassílabas e a Segunda parte tem 1784. Poema de cariz popular, mostrando no entanto influências da poesia erudita, com grande proximidade da religiosidade transversal a várias classes sociais durante o antigo regime, exaltando Santo António, um dos mais importantes e célebres Santos da Igreja Católica com culto muito vivo em todo o mundo até aos dias de hoje.

Obra muito importante para estudar as correntes poéticas do século XVII, o sentimento religioso em Portugal no período barroco, as vivências da religiosidade medieval, a história de Portugal e a história da Ordem Franciscana.

Referências:

Para contextualização histórica e religiosa e subsídios bibliográficos ver: "Milton Pedro Dias Pacheco. Os Proto-mártires de Marrocos da Ordem de São Francisco. In Revista Lusófona de Ciências das Religiões, 2009, nº 15".

Inocêncio II, 419-420 Vida, acções e milagres de Sancto Antonio, gloria de Portugal, e singular ornamento de Lisboa sua patria. Lisboa, por Francisco Villela 1680. 8.º de VIII 359 pag.-Ibi, por João Galrão 1683. 8.º N"ella se descrevem seguidamente as acções e successos da vida do sancto, em estylo humilde simples e desaffectado. Inocêncio II, 420 Segunda parte da vida de Sancto Antonio, e verdadeira historia dos cinco martyres de Marrocos. Lisboa, por Francisco Villela 1671. 8.º Ibi, por João Galrão 1682. 4.º Ibi, por Filippe de Sousa Villela 1701. 8.º Samodães 1826.

Referência: 1804PG146
Local: M-5-D-45


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