RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
 
   

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GAGO COUTINHO. (Almirante) e Sacadura Cabral. ALBUM DE PROVAS FOTOGRÁFICAS: DEMARCAÇÃO DAS FRONTEIRAS DE ANGOLA - BAROTZE.

Missão de Delimitação da Fronteira Sueste de Angola. 1912 a 1914.

In fólio oblongo (de 28x40 cm) com 23 fólios cartonados.

Contendo 178 impressões fotográficas a p/b no formato 8x11 cm e 1 impressão fotográfica a p/b no formato 12,5x16,5 cm. Apresenta-se um fólio com a falta visível de uma prova fotográfica.

Encadernação original (do editor) com as pastas revestidas a seda verde, com ferros a seco sobre a pasta anterior, apresentando o título completo: « VIAGEM ATRAVEZ D'AFRICA: Benguella a Lourenço Marques. Missão Delimitação da Fronteira Sueste de Angola. 1912 a 1914 ».

Exemplar da recolha fotográfica oficial da Missão de Delimitação, tendo este mesmo exemplar pertencido a um dos oficiais que participaram na viagem de dois anos, desde 1 de Outubro de 1912 até 22 de Setembro de 1914.

Álbum de Fotografias da Missão Geográfica das Fronteiras entre Angola e o Barotze na Rodésia. Original produzido pelo grande geógrafo, astrónomo e navegador Almirante Gago Coutinho.

Contém um conjunto coevo de 179 provas fotográficas originais de grande valor geográfico, topográfico, paisagístico, cinegético, científico, histórico-etnográfico e político nas quais é possivel referenciar os locais e as datas através de outros acervos dispersos nos arquivos nacionais. Documenta a viagem na África Central, até às nascentes do Rio Zambeze, identificando pela topografia e também pela fotografia o curso deste rio e de muitos outros.

As imagens deste álbum foram, na sua maior parte, realizadas durante um ano de viagem: desde final do ano de 1912 até final do ano de 1913. Os locais geográficos possíveis de referenciar neste acervo de imagens são no ano de 1912, a passagem dos rios Kutato, Kukema, Kasseque, Bulo-Bulo, Kuanza e Kassai. No ano seguinte, em 1913, a Missão passou os rios Luau, chegou à cabeceira do rio Peyla, atravessou o Zambeze. tendo subido até à sua nascente, atingindo e colocando a marca no Txenhaje e a marca no Txefoio. Atravessaram o Rio Maninga em Agosto, junto ao qual tinham estabelecido um acampamento em Junho. Posteriormente dirigiram-se para a marca do Chito, na Rodésia, encontrando-se com o observador inglês no meio da demarcação do Paralelo 13, em Mapala, ou Xalala, algures entre o Chito e Marcos L4 e L5. A partir daí demarcam a linha até ao extremo da fronteira leste de Angola. Depois procuraram a nascente do Kualala e demarcaram a zona junto aos rápidos do Txoulueji (Marco L16) e, a partir daí, em direcção contrária, colocam os restantes marcos até ao L24 no interior oeste de Angola. Atravessam de seguida o rio Lunghevungo e atingem Zualala e Ixalala e, já no final do ano, em Dezembro, desceram o Zambeze (Rio Gambué e Rio Ngamine) e passaram os Rápidos de Nhandné e os Rápidos de Katuna, tendo registado imagens da equipa junto aos rios e na manobra das embarcações.

O então Capitão-Tenente Carlos Viegas Gago Coutinho (1869 - 1959) foi posteriormente um pioneiro e um herói da navegação aérea junto com Sacadura Cabral. Recebeu uma guia de marcha do Ministério da Marinha e Colónias em 5 de Agosto de 1912: «para se apresentar na Direcção Geral para ser o comissário de limites da delimitação da fronteira sueste da Provincia de Angola». Simultaneamente, Gago Coutinho, na sua grande capacidade de lidar com instrumentos de precisão, também é o fotógrafo da expedição, colocando-se nas próprias fotografias do seu grupo pela utilização do temporizador (ou auto-retrato) do aparelho fotográfico. Também é de notar que o ensino da fotografia tinha sido instituído na Escola Naval por Portaria de 19 de Maio de 1888. Voltou desta Missão de Delimitação no final do ano de 1914.

O então Primeiro-Tenente Sacadura Cabral (1881-1924) assentou praça em 1897 como aspirante de Marinha e frequentou a Escola Naval, onde se classificou em primeiro lugar. Em missões geográficas e geodésicas em Moçambique conheceu Gago Coutinho. Em Angola, assumiu o cargo de subdiretor dos serviços de Agrimensura (nomeação de 1911) e participou com Gago Coutinho na missão do Barotze na delimitação das fronteiras leste do país. Em França durante a Primeira Guerra obteve o brevet de piloto aviador militar e nos anos seguintes ajudou a constituir a primeira unidade de aviação. Foi nomeado Diretor dos Serviços de Aeronáutica Naval (1918), Comandante da Esquadrilha Aérea da Base Naval de Lisboa e integrou a Comissão Mista de Aeronáutica (1920). Em 1921 fez com Gago Coutinho e Ortins de Bettencourt a viagem aérea Lisboa-Madeira e em 1922 realizou com Gago Coutinho a primeira travessia do Atlântico Sul no hidroavião “Lusitânia”. Faleceu num desastre de aviação, em 1924, quando pilotava um avião de Amesterdão para Lisboa. Em vida foi doutor honoris causa pela Universidade do Porto.

Este álbum tem uma importância histórica e cientifica pelo facto de se tratar de um item original da Missão de Demarcação de 1912-1914 e por ser uma fonte documental sobre a formação das fronteiras do território angolano, tendo assim um valor ilimitado para a prova da soberania da ocupação do território, efectuada por europeus, mas na qual participaram activa e entusiasticamente os africanos, tal como pode ser observado nas fotografias do grupo expedicionário e pelas palavras de Gago Coutinho nas obras publicadas sobre este assunto.

As potências europeias, após a Conferência de Berlim (1884) e até à Primera Guerra Mundial (1914), delimitaram fisicamente os territórios rateados por via desse acordo internacional, no entanto, empreenderam a tarefa com rigor científico e até ao máximo dos limites possíveis atribuídos. Esta delimitação vai ser efectuada «a régua e esquadro» avançando em linha recta, criando fronteiras, anexando e desanexando territórios, tal como acontece neste caso. As provas fotográficas mostram-nos como a expedição de Gago Coutinho irrompeu pelo interior da África através do paralelo 13º, colocando marcos geodésicos e comemorando o estabelecimento das fronteiras que prolongaram Angola mais 200 quilómetros em linha recta dentro da África Central, com a anexação da quadrícula do Cazombo, já convencionada pelos acordos luso-britânicos que se seguiram ao Ultimatum de 1890.

A descrição dos conteúdos fotográficos do álbum são unicamente possíveis com o recurso às referências bibliográficas abaixo citadas. Este álbum não apresenta títulos de posse, legenda, paginação, ou mesmo qualquer anotação externa que o acompanhe. A identificação das tomadas fotográficas e lugares geográficos foram possíveis pelo cruzamento do acervo do IICT (Instituto de Investigação Científica Tropical) e das comunicações elaboradas por Gago Coutinho e publicadas igualmente pelo IICT. Assim podemos afirmar que o álbum acompanha a viagem até ao final da demarcação, na sua maior longitude geográfica, que ocorreu no marco geódésico L1A na actual fronteira com a Zâmbia.

As imagens do álbum seguem a sequência da descrição de Gago Coutinho, efectuada na sua comunicação na Sociedade de Geografia de Lisboa, em 11 de Janeiro de 1915. Começa com as fotografias na margem do rio Cassai. As fotografias dos grandes cursos de rios que foram passados em jangada ou "ferry"; o contacto com as populações e o choque cultural como no caso da imagem do gramofone; a imagem dos postos administrativos e da casa «muito cómoda» do comerciante Joaquim Fonseca, em Kazesse (pág. 5 do álbum); e ainda a imagem de um acampamento-base antes da grande jornada efectuada com os carros Boer.

A partir da página 9 até à pagina 17 o autor vai efectuar mais de 30 fotos com os carros Boer. A utilização destes foi fundamental e Gago Coutinho explicou-a muito detalhadamente. Os carros Boer foram os navios de uma «frota» que se estendia muito no terreno e percorria 40 quilómetros por dia, em etapas de 8 a 16 quilómetros. Eram 9 carros Boer puxados por 20 bois cada um: 180 bois no total. Carregavam alimentos para um ano e meio, mais de 100 quilómetros de fazendas que era a moeda local, 17 toneladas de cimento para erguer os marcos, tendas e barracas,entre muitas outras coisas.

Notar que o material científico tais como goneómetros e teodolitos do mais moderno que existia, além do importantissimo cronómetro, seguiam cuidadosamente carregados à mão, não tendo a expedição tido qualquer queda ou incidente e registando, no final, apenas poucas fracções de segundo de diferença, os quais foram acumulados apenas na viagem de regresso.

Após as imagens do percurso até à zona de demarcação (página 17 do álbum), segue-se, até à pagina 27, um conjunto de imagens de caça (ao hipópotamo, ao leão, ao tigre e  aos búfalos) e imagens de confaternização, nomeadamente com o Major Gordon que era o observador inglês da missão portuguesa. Aqui parecem ter sido reveladas ou impressas as imagens que tinham sido realizadas na viagem para África a bordo do navio. Seguem-se as imagens da demarcação propriamente dita.

A frequência das imagens captadas acumula-se nos sete primeiros marcos construídos e nos últimos nove. Pelo meio, logicamente, o autor esteve mais concentrado nos cálculos da demarcação do que na obtenção de fotografias. No entanto documentou o início e o fim dos trabalhos. Muitas fotos documentam um aspecto técnico que é cientificamente muito importante: a construção de sítios à crista artificiais de forma a corrigir as incorreções verticais que os instrumentos davam e criar pela primeira vez no hemisfério sul um levantamento recto, plano e continuo com 200 quilómetros. Segundo os ingleses apenas os portugueses, e em particular um marinheiro, podia criar e subir a esta mastreação para efectuar as medições. As fotos mais pungentes são as do último marco extremo - o marco L1A - em que todos nativos são duplamente fotografados de dois ângulos, sentados numa atitude consciente da importância do momento.

Este álbum não contém imagens fotográficas da segunda parte da viagem efectuada após os trabalhos de marcação da fronteira. A segunda parte desta viagem - à qual que Gago Coutinho se recusa chamar de «expedição» ou de «exploração» - tem imagens registadas no acervo do IICT.  No entanto referem-se ao território da Rodésia, da África do Sul e de Moçambique. Nesta parte da viagem Gago Coutinho e o seu grupo da comissão de delimitação seguem o curso do alto Zambeze, de barco e a pé, chegando a Livingstone e às Cataratas de Victória onde tomam um comboio para Joanesburgo e depois outro para Lourenço Marques. Aí tomam um luxuoso paquete inglês que os transporta para a cidade da Beira.

Nestas cidades aferem o cronómetro através do cabo submarino e verificam uma variação não-significativa de 2 graus. Tomam na Beira um comboio que os leva à Rodésia do Norte, Kasanshi, Katanga, e de regresso ao meridiano 24º no cruzamento com o paralelo 11º, onde no referido ponto geográfico se reunem simultaneamente as seis comissões de delimitação de todos os países envolvidos (nesse ponto geográfico tocam-se as fronteiras de três países).

De volta a Angola percorreram mais de mil quilómetros a pé até encontrarem o caminho de ferro, a poucas centenas de quilómetros da costa de Benguela. Toda a travessia da África foi realizada sem escolta, sem armas de fogo (excepto a arma de Coutinho que se encontrava na mão de um africano), sem fugas, sem feridos e sem mortos. Coutinho pediu desculpa pela falta de aventuras e por ter perdido o prestígio de ter repetido a antigamente famosa travessia da África, pois «como se vira fora só questão de paciência e não custára nada» [In Obras Completas, Volume I, pág. 208].

Referências foto-bibliográficas on-line do IICT - Instituto de Investigação Científica Tropical - o qual possui uma colecção de negativos e outras colecções de provas positivas que se encontram digitalizadas e com a respectiva ficha foto-bibliográfica nas seguintes entradas:

- - «[Álbum fotográfico nº5] Missão de Delimitação da Fronteira Sueste de Angola: 1ª parte dos trabalhos Inscrições na última página do álbum: 'Contém este álbum 69 fotografias, documentos dos trabalhos da comissão de demarcações da fronteira Sueste de Angola em 1912, 13 e 14. Lisboa, 1 de Novembro de 1914 Ass. Gago Coutinho (…)'. Álbum nº5; Author: Gago Coutinho; Local: Angola; Data: 1912-1914»

- - «Missão de Delimitação da Fronteira Sueste de Angola: 1ª parte dos trabalhos [negativos originais] Negativos que correspondem às provas do álbum MGG/Alb5 "Missão Geodésica da África Oriental 1907-1910" bem como a restantes negativos que complementam a mesma missão. As legendas atribuídas aos negativos foram transcritas a partir da correspondência com o álbum. Os negativos, oriundos do Centro de História/IICT, encontravam-se dispersos por diversas caixas incluidas no núcleo da Comissão de Cartografia. Foram tratados e disponibilizadas no âmbito do projecto FCT HC/0067/2009, “Meio século de ciência colonial: olhares cruzados sobre o arquivo e a actividade científica da Comissão de Cartografia (1883-1936)”; Author: Gago Coutinho; Local: Angola; Data: 1912-1914»

Referência bibliográfica do IICT: GAGO COUTINHO. OBRAS COMPLETAS DE. Editadas por A. Teixeira da Mota. Agrupamento de Estudos de Cartografia Antiga. Secção de Lisboa. Junta de Investigações do Ultramar. Lisboa. 1972 e 1975. (Esta obra disponibliza-se conjuntamente com este Album de Provas Fotográficas de Gago Coutinho).

Referência cartográfica: CARTA DE ANGOLA - Escala 1:2.000.000. Ministério do Ultramar - Fotolitografado e impresso na Empresa Gráfica de Angola. Luanda 1966. Mapa realizado pelos Serviços de Apoio Geodésico e Cartográfico, da Missão Geográfica de Angola, sob as tutelas da Junta de Investigação do Ultramar e do Ministério do Ultramar; efectuada com os dados de Compilação e Desenho dos Serviços Geográficos e Cadastrais do Governo Geral de Angola. Este mapa disponibliza-se conjuntamente com este Álbum de Provas Fotográficas de Gago Coutinho, visto que o mesmo descreve os limites de fronteira e a numeração dos Marcos Geodésicos de Fronteira (bem como a localização e a numeração dos marcos colocados por Gago Coutinho fora das fronteiras de Angola, tal como no caso do já referido marco geodésico L1A.

Confrontação das fotografias deste Álbum de Provas com as Estampas que ilustram o 1º volume das Obras Completas de Gago Coutinho entre as páginas 516 e 516:

Estampa XIa – Passagem do Kukema (presente no canto superior esquerdo da pág. 13 do Álbum de Provas)

Estampa XIb – Rio Lumpue (presente no canto inferior direito da pág. 12 do Álbum de Provas)

Estampa XIIa – Passagem de ponte (presente no canto superior esquerdo da pág. 12 do Álbum de Provas)

Estampa XIIb – Passagem de rio (presente no canto superior esquerdo da pág. 16 do Álbum de Provas)

Estampa XIIIa – Na margem do Cassai (presente no canto inferior direito da pág. 1 do Álbum de Provas)

Estampa XIIIb – Passagem do Luau (presente no canto superior direito da pag. 14: e nos cantos superiores direito e esquerdo, e no canto inferior esquerdo da pág. 15 do Álbum de Provas)

Estampa XIVa – Marco geodésico e hélio (presente no canto superior esquerdo da pág. 40 do Álbum de Provas)

Estampa XIVb – Represa de pesca no Maninga (outra pose presente no canto superior direito e no canto inferior esquerdo da pág. 24 do Álbum de Provas)

Estampa XVa – Marco L5 e Major Gordon (não existe no Album de provas, no entanto o Major Gordon é identificável na imagem no canto XXXXXXXX da pág. XX do Álbum de Provas)

Estampa XVb – Marco de fronteira L 16 e rio Liambeje para sul (presentes outras poses nos cantos superior e inferior esquerdos da pág. 34 do Álbum de Provas)

Estampa XVIa – Chata no Alto Zambeze (não existe no Album de provas, no entanto existe uma imagem algo semelhante no canto inferior direito da pág. 6 do Álbum de Provas)

Estampa XVIb – Cais de Lourenço Marques (não existem imagens idênticas no Álbum de Provas)

Estampa XVIIa - Forte de Kakenghe (não existem imagens idênticas no Album de Provas)

Estampa XVIIb – Marco Mapala (não existe no Álbum de provas, no entanto existem outras imagens desta sequência dos trabalhos)

Estampa XVIIIa – Povoação Luchaze (não existe no Álbum de Provas)

Estampa XVIIIb – Cronómetro e teodolito à pinga (não existe no Álbum de Provas

Referência histórico-cientifica de Cláudia Castel, Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa:

« [... ] Depois de numa expedição anterior ter perdido as fotografias tiradas com a sua máquina pessoal, apostou na compra do melhor material disponível. Por sua iniciativa foram feitas centenas de clichés para fixar a paisagem, o relevo do terreno, a forma dos montes e todos os marcos; essas fotografias foram reunidas num álbum que devia funcionar como registo e prova documental dos trabalhos efetuados. […] Entre outubro de 1912 e meados1914 chefiou a missão portuguesa de delimitação da fronteira de Angola no Barotze (fronteira com a Rodésia) integrada por Filipe Vieira da Rocha, Costa Marques, Costa Santos, o sertanejo Manuel Nunes Correia e o médico naval Augusto da Cunha Rolla. A missão portuguesa partiu do Lobito, viajou de comboio até ao Huambo e a partir daí a caravana prosseguiu com 9 carros boers. Encontrou-se com a missão inglesa, chefiada pelo major H. Gordon, no meridiano 24º E de Greenwich. Os trabalhos tiveram início em maio de 1913. A demarcação de 400 km e a verificação de mais 200 km no meridiano de 22º E de Greenwich foi realizada a pé, pois já tinham morrido todas as montadas da expedição portuguesa. A missão lusa continuou a pé até ao rio Zambeze, de lancha até próximo das cataratas Vitória e daí de comboio para Joanesburgo, chegando a Lourenço Marques em dezembro. No observatório astronómico da capital moçambicana conferiu os cronómetros, tendo verificado que desde que saíra de Lobito, catorze meses antes, o desacerto era apenas de dois segundos. Em Moçambique procedeu ao reconhecimento geográfico da Serra da Gorongosa e corrigiu as coordenadas de diversos pontos do território. Em maio de 1914 a missão regressou à fronteira de Angola seguindo em direção a Elisabethville, no Congo belga (meridiano 24º E de Greenwich) onde se encontrou com as missões britânica e belga. Desentendimentos com a primeira levaram Gago Coutinho a transmitir o comando das operações de fronteira a Viera da Rocha. Seguiram para o meridiano 22º E de Greenwich e concluíram a delimitação dos 400 km de fronteira com a Rodésia. Dali, e num mês, percorreram 1500km (de volta) até ao planalto de Benguela [...] ».

Descrição das Provas fotográficas, uma a uma, começando no canto superior esquerdo e terminado no canto inferior direito de cada página:

Pagina 1 Acostagem do paquete Portugal junto a um cais flutuante do Lobito || Passagem de um rio com uma jangada ferry transportando um carro bóer, referenciada na emulsão do negativo como sendo a  passagem do Kuanza em Novembro de 1912 (ver negativos IICT Ref. n24190; n24199 e outros idênticos) || Imagem idêntica à primeira desta página, e poderá ser a chegada da Missão ao porto do Lobito || Foto na «margem do Cassaí» um grupo com um cavaleiro com a arma à cinta (identificada na estampa XIIIa das Obras Completas; e ver REf. IICT n24416 «Cassaí em 8 de Novembro de 1912»).

Pagina 2 Acampamento de tendas com Coutinho do lado esquerdo e Sacadura sentado numa cadeira com cinco africanos à sua volta. Ref IICT idêntica à foto do n24181 || Passagem de rápidos em canoas junto a margens pedregosas || Panorama de um rio com densa floresta ao fundo. Ref. IICT n24241 Março de 1913 Medições na margem do rio. || Idem, a vegetação alta no mesmo local do rio. Ref. IICT n23922: Passagem fluvial do Zambeze em Março de 1913.

Página 3 Grupo num acampamento de tendas (europeu montado num burro e africano com fato e capacete colonial). Ref IICT  n24293: «Acampamento. Comandante Marques parte do Zualala: Sul Nov. 1913» || Passagem dos rápidos em jangadas, tendo sido ma foto tirada em contraluz. Ref. IICT n23918:  Rápidos do Catuna, em 13 de Dez. 1913 || A foto referenciada por Coutinho com o título “o preto do gramofone” || foto em falta neste local.

Página 4 Foto em contraluz com uma linha de carregadores e dois europeus a avançar; todos vistos de perfil, referenciada como a passagem do Zambeze em Abril de 1913. Ref IICT n24323: Transporte de equipamento ao ombro. Abril de 1913 || Foto vendo-se a coluna a avançar sobre a paliçada, referenciada nas Obras Completas como sendo a represa de pesca no Rio Maninga. Ref IICTn24198: «Passagem pelo Maninga em 13 de Agosto de 1913» || Foto na passagem de um rio. Ref IICT n24194: «Represa no Zambeze» || Foto com duas chatas desmontáveis em primeiro plano, colocadas na beira de um rio (Alto Zambeze?) com toldos montados sobre as embarcações. Ref. IICT n24239 «Gambue, 12 de Dez. 1913.

Página 5 Vista de um rio ao longe no meio da savana || A casa do comerciante Joaquim Ferreira em Kazessse com uma tenda da coluna e um catre montado em frente || O grupo prepara-se para passar em chatas desmontáveis depois de ter descarregado os carros. Ref IICT n24182: Rio Lunghevungo. Vila da margem Sul. Out de 1913 || Canoa de pesca no meio dos canaviais de um rio  

Página 6 Foto com Coutinho e outros dois europeus, colocados do lado esquerdo da foto, como forma mostrar o aglomerado da aldeia (de Kazesse?). Ref. IICT n24413 «Missão ... Dezembro de 1913» || Vários elementos europeus no meio do mato || Passagem dos rápidos numa canoa/chata desmontável Ref. IICT n24262: Rápidos Catuna em 13 de Dez. 1913|| Coluna avançando com vário equipamento entre os quais se veem baldes, e vendo-se no último carregador a coronha da arma de Coutinho (pertence à sequência da passagem do Zambeze em Abril de 1913). Ref IICT n24191: Ponte (aliás Fonte) do Zambeze, em Abril de 1913.

Página 7 Acampamento numa aldeia com cubatas quadradas em colmo encontrando-a do meio com a bandeira portuguesa e Coutinho em frente com outros três europeus. Ref. IICT n24322: Retrato de grupo em acampamento em Abril de 1913. || Panorama de um rio ao longe na savana. Ref IICT n24349: «No Rio Lunghévungo, em Outubro de 1913» || Vista da coluna de carregadores que avançam pela savana, em campo aberto, em grandes intervalos (confrontar com negativo n24414, transporte de equipamento em Novembro de 1913) || Panorama da colocação das canoas/chatas desmontáveis nos rápidos de um rio com uma margem muito rochosa. Ref IICT n24260: Cataratas Nhandne em 12 de Dez. de 1913.

Página 8 Outra foto idêntica à anterior da página 3; referenciada por Coutinho com o título “o preto do gramofone” || Um europeu com o teodolito fixado sobre o cepo de uma árvore e os carregadores com os sacos e os baldes. Segundo a legenda manuscrita na emulsão do negativo n24502 trata-se de «Compras de farinha em Junho de 1913» || Foto idêntica à da página 5 com «canoa de pesca no meio dos canaviais de um rio» || Panorama das margens de um rio com os seus rápidos. Ref IICT n23921. »Passagem fluvial do Zambeze em Março de 1913».

Página 9 Foto idêntica à da página 3 «Grupo num acampamento de tendas (europeu montado num burro e africano com fato e capacete colonial)». Observa-se nesta fotografia dois grupos de africanos: um grupo à esquerda, de pé, vestidos e calçados à europeia; e à direita e sentados no chão estão à maneira indígena. Ref. IICT n24515: «Acampamento. Comandante Marques parte do Zualala: Sul Nov. 1913» || Foto idêntica à da página 1 «passagem de um rio com uma jangada ferry transportando um carro bóer. Ref. IICT n24199: Passagem do Rio Kuanza em Novembro de 1912 || Foto do grupo dos europeus – provavelmente e melhor foto de grupo deste álbum – e assim colocada num maior formato de papel. Mostra os oito elementos da expedição da demarcação sentados em cadeiras de campanha, em pano, debaixo de uma grande tenda na qual se veem as suas bagagens e um grande gramofone. À direita na imagem encontra-se um grumete africano vestido e calçado à europeia, mostrando o seu fato com os vincos perfeitamente passados a ferro, e sobre o seu ombro uma toalha de grumete. || Panorama com dois cavaleiros à frente da coluna de 6 carros bóer através da savana (trata-se do negativo n 24388 escrito na emulsão «Bulo-Bulo, 3 de Novembro de 1912».

Página 10 Foto dos bois dos carros bóer a passarem um rio soltos e a nado. Ref. IICT n24404 || Foto de um carro bóer visto pela sua retaguarda com o seu carregamento || Foto dos condutores dos carro bóer com os seus aguilhões sobre uma zona pantanosa. Ref IICT n24419: «Cabeceira do Rio Peyla. Janeiro de 1913» || Foto de um carro bóer a passar a vau um rio com a carga completa e ajudado no balanço pelos carregadores.

Página 11 Foto com o panorama dos carros bóer aproximando-se || Imagem de um carro bóer metido à mão dentro de uma jangada/ferry (esta foto é de uma sequência à qual pertencem a segunda foto da página 1 e segunda foto da página 9 || Passagem de um rio a vau encontrando um carro bóer dentro de água e outro no horizonte. Trata-se da || Foto do grupo de capatazes negros em frente de um carro bóer; encontrando-se um armado com a arma de Coutinho e outro com munições.

Página 12 Foto de Passagem de Rio igual à referenciada nas Obras Completas (Estampa XIIa). Ref IICT n24391: «Passagem do Rio Kukema em 22.Nov.1913» || Imagem de um carro bóer metido de uma jangada/ferry (esta foto é de uma sequência à qual pertencem a segunda foto da página 1; segunda foto da página 9; e a segunda foto da página 11). Ref IICT n24200: Passagem do Rio Kuanza em Novembro de 1912 || Passagem de Rio idêntica à foto referenciada nas Obras Completas (Estampa XIIa) || Passagem do Rio Lumpué (igual à foto referenciada nas Obras Completas (Estampa XIb)

Página 13 Passagem do Kukema em 22 de Novembro de 1912 (igual à foto referenciada nas Obras Completas, Estampa XIa, Ref IICT n22406) || Foto da mesma sequência da imagem da quarta fotografia da página 6: «colocação das canoas/chatas desmontáveis nos rápidos de um rio com uma margem muito rochosa» || Foto da mesma sequencia da imagem da quarta fotografia da página 10: «um carro bóer a passar a váu um rio com a carga completa e ajudado no balanço pelos carregadores» || Grande plano da passagem a vau de dois carros bóer dentro de um rio seco.

Página 14 Foto do arrasto das canoas/chatas sobre roletes de madeira. Ref IICT n24257: «Rápidos, 12 de Dez. de 1913» [esta foto deve pertencer à sequência das páginas 4 (4ª); 5 (2ª); 7 (4ª) e 13 (2ª)] || Foto da Passagem do Luau, em 15 de Janeiro de 1913, referenciada na Estampa XIIIb das Obras Completas. || Foto da sequência da imagem da página 13 (4ª): «Grande plano da passagem a vau de dois carros bóer dentro de um rio seco» || Foto de grupo de Coutinho e outros quatro europeus em frente a um carro bóer num acampamento fixo; apresentando as roupas impecáveis. Ref IICT n 24363: «Em 15.5.1913».

Página 15 apresentando 3 fotos seguidas com a Passagem do Luau que, tal como já foi referido, está referenciado na Estampa XIIIb das Obras Completas || Grande plano da passagem de carro bóer a vau dentro de um rio.

Página 16 Foto da subida de um carro bóer pela margem de um rio. Igual à Estampa XIIb das Obras Completas. Ref. IICT n4071 com a legenda. «No Kutato. Rio Lumpué. Em Novembro de 1912» || Foto de um mastro topográfico com cerca de 20/30 metros junto um acampamento || Foto da mesma sequência anterior (já referida na página 14 e anteriores) com o arrasto das canoas/chatas sobre roletes de madeira || Foto da subida de um carro bóer pela margem de um rio (da sequência da foto inicial desta página). Ref. IICT n24259: Transporte de equipamento na travessia do Rio Ngamine, em 12 de Dez. 1913.

Página 17 Idem, foto da sequência anterior || Ibidem, foto da sequencia anterior || Idem, foto da sequencia da página 14 (3ª) || Foto de dois europeus e um africano segurando um troféu de caça que parece ser uma chita.

Página 18 Foto do grupo de caça com uma leoa abatida || Idem, outra fotografia || Foto de uma palanca abatida no meio da savana || Foto de um hipopótamo abatido à beira de um rio.

Página 19 Idem, foto do mesmo hipopótamo abatido com um africano à sua frente || Idem, foto do mesmo hipopótamo abatido com um europeu deitado em cima || Foto de grupo de Coutinho outros cinco europeus da missão de delimitação || Outra foto da série anterior do hipopótamo abatido à beira do rio com doze africanos ao seu lado.

Página 20 Idem, outra foto do hipopótamo abatido || Foto de um elemento europeu da missão (não identificado trajando com grevas) Foto de grupo de africanos com 2 antílopes abatidos || Foto de dois cães (que acompanham a missão) e mordem uma pacaça moribunda verificando-se aqui a excelente velocidade mecânica desta máquina fotográfica

Página 21 Outra foto do mesmo elemento europeu da missão (não identificado e trajando com grevas) || Outra foto dos mesmos cães com outra peça de caça maior|| Foto de grupo carregando as peças de caça maior para dentro de um carro bóer || Foto do grupo europeu da missão quando da viagem para Angola dentro do navio (Coutinho fotografou e Sacadura Cabral consta do grupo). Ref. IICT n24319: Retrato de grupo a bordo do Paquete Portugal.

Página 22 Outra fotografia informal do mesmo grupo a bordo do navio para Angola. || Fotografia de cubata com dois africanos em frente || Fotografia de um europeu segurando um búfalo com um africano vestido à europeia montado no animal. (Existem 2 referências desta foto: Ref. IICT: n24325 e Ref. IICT n24634) «Maninga, 1 de Julho de 1913»: membros da equipa montados num boi || Fotografia de grupo com Coutinho a pé; um elemento montado num cavalo e outro elemento montado num búfalo [Notar que existem referencias de Coutinho estar na Maninga desde Junho de 1913].

Página 23 Outra foto da sequência do grupo de caça anterior || Foto de europeu montado a cavalo com a sua carabina, enquanto os cães farejam a peça de caça morta. || Foto de grupo com sete europeus junto a tenda na savana e Coutinho com uma corneta de caça na mão || Foto de um europeu com dois africanos, um cavalo, e quatro cães de caça.

Página 24 Foto de grupo de um régulo africano com as suas mulheres e o seu clã. Ref. IICT n24888 com o título apócrifo: «Pessoal contratado». Na emulsão apenas: «25 de Nov. de 1913» || Foto de dois membros da missão a fazerem a leitura do teodolito dentro do seu observatório de campo || Foto muito esbatida de batedores de caça africanos na savana. Ref. IICT n24374: «14 de Agosto de 1913, Nascente do Kualala» || Outra foto da sequência anterior da caçada.

Página 25 Foto de grupo com Coutinho ao lado de Sacadura e de outros quatro membros da missão no meio da bandeira portuguesa. Ref. IICT n24335: «Grupo em Ixalala, Nov. de 1913» || Foto de europeu com polainas, gravata e um quépi, segurando um macaco pela trela || Outra foto da sequência anterior (da foto da pág. 22, 3ª) de: «um europeu segurando um búfalo com um africano vestido à europeia montado no animal» || Foto de grupo de um soba africano muito bem vestido com um fato de casaco e descalço, a ao seu lado a sua consorte vestida de tecidos coloridos e estampados; ambos junto aos seus ministros e grumetes. Ref. IICT n24328

Página 26 Outra foto da sequência anterior a bordo do navio || Outra foto da sequencia anterior com «dois membros da missão a fazerem a leitura do teodolito dentro do seu observatório de campo» || Primeira imagem deste álbum do grupo da missão junto a um marco. Trata-se do Marco L23 erigido em 5 de Outubro de 1913 (i.e. 3º ano do aniversário da Implantação da República). Os membros posam junto ao marco e a uma bandeira da República Portuguesa hasteada e com o escudo perfeitamente visível. Ref IICT n25162. || Foto de dois brancos junto a um grupo de mulheres e crianças africanas. Ref. IICT n24368: «Membros da equipa e pessoal contratado. 5 de Junho de 1913».

Página 27 Foto de grupo com Coutinho ao lado do observador inglês – o Major H. Gordon – e outros membros da Missão. Foto referenciada pelo IICT como tendo sido escrito na emulsão (negativo n24365) «Encontro com Morgan no Xalala, Novº 913» [Note-se o erro de dislexia pois o major inglês chamava-se Gordon, e noutras fotos, não presentes neste album, aparecem «Madame Gordon e Major Gordon. Mapála» ] || Foto com membros da missão junto à bandeira portuguesa. || Foto de Coutinho com 3 membros portugueses junto à construção de um mastro. Ref. IICT n24279: Grupo em 13 de Junho de 1913 || Foto de Coutinho com os membros africanos da missão carregando cordas e roldanas no meio da floresta.

Página 28 Foto do grupo junto ao Marco L3 em 5.7.1913 || Foto de grupo construindo um marco (ainda com a sus estrutura em madeira) no meio da savana || Foto da construção do Marco L4 em 2.7.1913 || Idem, outra foto da construção do Marco L4 com Coutinho a olhar para o mesmo.

Página 29 Outra foto da sequência do Marco L23 erigido em 5 de Outubro de 1913 || Foto do Marco L7 erigido em 20.8.1913 com um europeu e um africano da cada lado (negativo IICT n24346) || Idem, foto de Coutinho apoiando a mão no topo do Marco L7 (negativo IICT n24343)  || Foto dos acabamentos das inscrições do marco L8 (sem a data gravada nesse momento).

Página 30 Foto do Marco L1A (no extremo da demarcação em 12.8.1913) com os trabalhadores sentados à sua volta || O Marco L22 com Coutinho segurando o poste || O Marco L24 (?) junto aos rápidos || O Marco L24 em 14.10.1913 com Coutinho e quatro membros da missão.

Página 31 Idem, da sequência anterior || O Marco L19 em 23.9.1913 com equipa da construção || O Marco L20 em 23.9.1913 onde aparece um Coutinho segurando o poste, e um europeu montado no burro que sobreviveu a todos os outros animais da missão (negativo n24689) || Marco L3 em 5.7.1913 com Coutinho e outros membros da missão rebocando o marco, e com o acampamento e o teodolito aparecendo na imagem (negativo n26329).

Página 32 Construção de um marco ainda não inscrito || Marco L6 com os trabalhadores || Bela foto do Marco L2 com a equipa a terminar os acabamentos em 8.8.1913 || Marco L17 no meio do mato.

Página 33 Foto do Marco L17 em 19.9.1913 || Foto do marco L4 com Coutinho a segurar o poste junto aos trabalhadores || Foto do Marco L21com Coutinho a segurar o poste e outro elemento montado no famoso burro da missão || Outra foto, de outro ângulo feita ao Marco L6 (idêntica à da página anterior).

Página 34 Foto do Marco L16 junto aos Rápidos do Txouluéji, em 16 de Setembro de 1913 || Foto do Marco L1A || Outra foto do Marco L16 com vista para os Rápidos do Txouluéji || Foto do Marco L19. Ref IICT idêntica à n24240 que mostra o Zambeze para Sul.

Página 35 Foto do Marco L22 || Foto do Marco L18 || Foto de Torre (que o IICT julga ser a torre da Mukanga) com retrato de grupo: membros da equipa e contratados junto ao marco de torre || Idem, Torre da Mukanga.

As Páginas 36 e 37 apresentam um conjunto de 8 fotos (4 em cada página) com as torres de madeira, de orientação ou triangulação, com 20/30 metros de altura, no topo das quais se encontra um observador, que, a julgar pela forma de vestir, tratar-se-à de Gago Coutinho. Os acampamentos encontram-se anexos a estas torres.

As Páginas 38 e 39 apresentam um conjunto de 8 provas (4 em cada página) com a demarcação da Rodésia do Norte: Foto com uma escada que sobe por um monte e pela árvore em cima do mesmo || Foto com torre na crista das árvores || Foto da Estação Chito || Foto da mesma Estação Chito referenciada pelo IICT como sendo o Negativo n24481; tendo uma árvore com baliza; um africano a segurar o chapéu; o teodolito fixado no cimo do marco; e um membro da missão junto ao poste com a luz de hélio. No marco lê-se «Chito MPB 20-VII-913 13º 8’ 19 N. RHODESIA» || Foto com uma baliza triangular pertencente a outro local || Seguem-se 3 fotos das sequências anteriores.

Página 40 Foto de um marco geodésico e luz de hélio, com a equipa a operar o equipamento no cimo da elevação, referenciada nas Obras Completas (Estampa XIVa) || Foto de dois homens em contraluz, na savana, junto a uma árvore, a fazerem leituras com sextante || Foto de uma árvore com cerca de 30 metros, junto ao acampamento, no como da qual um homem faz a leitura pelos instrumentos. Ref. IICT n24415 Torre da Nascente do Txenháje, 17 de Maio 1913?) || Foto de estação com mastro pertencente à sequência das páginas 36 e 37.

Página 41 Foto de Coutinho e de Sacadura ([Ref. IICT n23803) com dois capatazes africanos junto a uma árvore envolvida com a legenda «MPB Nov. 913 Late. 15º 6’ 45’’» || Foto com membros da equipa e nativos junto a marco no cimo de um monte. O IICT refere a possibilidade de ser a foto do Marco L1 no extremo da demarcação dentro da fronteira de Angola (Ver Ref. IICT n24596) || Idem, foto de marco no cimo de um monte || Retrato de grupo – Membros da equipa na floresta. Ref IICT 24255: «4 de Fevereiro de 1913».

Página 42 Outra foto semelhante à primeira prova da página anterior nº41 [Foto de Coutinho e de Sacadura com dois capatazes africanos junto a uma árvore envolvida com a legenda «MPB Nov. 913 Late. 15º 6’ 45’’»] || Foto de um poste (de 30/40 metros) acima da crista das árvores de uma floresta || Foto de Coutinho (com um relógio ao peito) e outros 2 membros da equipa, junto a uma tenda. Ref. IICT n25557: «No Maninga em 14 de Agosto de 1913».

Página 43 apresenta 4 fotos de mastros com as respectivas bandeiras em baliza. A primeira e a terceira fotos desta página (ver Ref. IICT n24475) referem-se à Marca Txefôio de 36 metros, em 14 de Junho de 1913. A segunda foto desta página é outra marca topográfica não especificada (Ref. IICT n24283: «Medições no topo de uma árvore»).

Página 44 Idem, imagem de torre ou baliza no cimo de uma árvore || Ibidem, imagem de torre ou baliza no cimo de uma árvore || Ibidem, imagem de torre ou baliza no cimo de uma árvore com acampamento de trabalho na base. Ref IICT foto idêntica ao n24273 || Foto de uma baliza baixa com alvo quadrado; e Coutinho faz uma leitura no teodolito junto a outro membro da equipa montado num burro.

Página 45 (e última deste álbum de provas fotográficas) apresentando apenas duas fotos: imagem de uma árvore junto a um teodolito e a uma luz de hélio com um homem no cimo da respectiva árvore e outra imagem com um marco em plena savana em campo aberto, junto a uma baliza (mastro em forma de tripé baixo), e a equipa a terminar os acabamentos de um marco (parece estar escrito L18 ou L8?) e à volta do marco muitas latas de cimento abertas.

Referência: 1809JC010
Local: M - Gravureiro P.9


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