RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
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JOÃO DE CANTO E CASTRO. 5º. PRESIDENTE DA REPÚBLICA. [Fotografia+livro].

Ampliação de fotografia a preto e branco, de Canto e Castro da autoria de Marques de Abreu. Lisboa. 1918. 

De 99,5x64 cm. montada sobre cartão. 

O Presidente da República, Vice-Almirante Canto e Castro, com o uniforme de gala da Armada Portuguesa, sentado numa cadeira estilo português do século XVII, com o braço direito repousando no respectivo braço da cadeira e com o braço esquerdo sobre a borda de uma mesa do mesmo estilo com uma chaminé de tijoleira em fundo.   

Fotografia que não é referida na principal bibliografia sobre este Presidente da República e que só foi reproduzida, em extratexto, entre as páginas 112 e 113, na biografia da autoria de Maurício de Oliveira publicada em 1944, que oferecemos para venda juntamente com a fotografia. Existe uma fotografia, que foi reproduzida em postais e na fotobiografia da autoria de Óscar Enrech Casaleiro com o mesmo uniforme e no mesmo cenário, mas em que Canto e Castro está de pé.   

Devido ao período muito conturbado em que exerceu funções, por não ter ambições políticas e devido ao seu carácter reservado e discreto, existem muito poucas fotografias do Presidente da República Canto e Castro, facto que valoriza muito esta rara fotografia de grande formato.    

Muito importante para a história da Primeira República, da iconografia da época, para o estudo da imagem e do estatuto do Presidente da República e para a história das fardas militares. 

João de Canto e Castro da Silva Antunes. (Lisboa, 19 de Maio de 1862 - 14 de Março de 1934) foi oficial da Armada e atingiu o posto de Almirante. Foi Governador de Moçambique em 1892 e deputado em 1908. Durante a República dirigiu a Escola de Alunos Marinheiros, em Leixões, chefiou o Departamento Marítimo do Norte e em 1915 dirigiu a Escola Prática de Artilharia Naval. 

Durante o governo de Sidónio Pais foi nomeado director dos Serviços do Estado-Maior Naval, Secretário de Estado da Marinha e Ministro da Marinha, cargo de que tomou posse a 9 de Setembro de 1918. 

Depois do assassinato de Sidónio Pais, desempenhou as funções de Presidente da República de 16 de Dezembro de 1918 a 5 de Outubro de 1919. O seu mandato foi marcado pela remoção do poder dos apoiantes de Sidónio Pais, pelo regresso ao governo do Partido Democrático e pela repressão das revoltas monárquicas, facto que causou grande tensão e desgaste a Canto e Castro, que era monárquico mas decidiu defender o regime republicano.         

Depois de deixar a Presidência da República exerceu os cargos de Presidente do Tribunal da Armada, em 1924 e de Presidente do Conselho Superior de Disciplina da Armada. em 1925.  

O fotógrafo José Antunes Marques Abreu (Pereira, Freguesia de Mouronho de Tábua 1879 - Porto 1958). em 1899, integra, como operador o atelier de zincogravura da "Fotografia Universal", instalada na rua de Cedofeita, tendo como director artístico Courrége. No atelier "Courrége & Peixoto" realizou as zincogravuras das revistas "Sombra e Luz" (1900-1902) e "Theatro Portuguez" (1902). Em 1901, dirigiu as oficinas de fotogravura do jornal "O Primeiro de Janeiro" e mais tarde passa apenas a dedicar-se às suas oficinas "Marques de Abreu zincogravura, fotogravura, símile-gravura", na Rua de S. Lázaro, n.º 336. De 1905 a 1912 publicou a colecção de monografias "Arte: Archivos de Obras de Arte", reproduzindo obras de Soares dos Reis, Bordalo, Teixeira Lopes, Sousa Pinto, mas também de Miguel Ângelo, Rubens, Rafael, Velázquez, acabando por se tornar num arquivo de obras artísticas nacionais e estrangeiras. A produção editorial de Marques Abreu foi diversificada, sendo de assinalar mais de 28 títulos, de que se pode destacar os "Álbum do Porto" e o "Álbum de Portugal"(1914), "Vila do Conde e o seu alfoz: origens e monumentos"(1923) e o álbum "Vida Rústica - Costumes e Paisagens"(1924). Também é de salientar a produção de zincogravuras para outros editores como o caso de Emílio Biel, na obra "O Douro", de Manuel Monteiro. Em 1914 o Ministro Prof. Alfredo de Magalhães, através da Portaria de 5 de Janeiro de 1914, apresenta publicamente testemunhos de louvor pelos “(…) serviços que tem prestado à causa da Instrução Nacional, e pelo seu notável esforço editorial de eruditas monografias sobre arqueologia e história da "Arte Portuguesa"(…).” Em 17 de Dezembro de 1928, o Governo conferiu-lhe o Grau de Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada. Marques Abreu desde o início da sua actividade dedicou-se à gravura, sobretudo no campo da gravura química, especializando-se na zincogravura. Este processo veio permitir a edição de publicações ilustradas com grandes tiragens, nomeadamente periódicos. Marques Abreu foi um dos pioneiros dessa técnica entre nós.

BIBLIOGRAFIA. 

CASALEIRO (Óscar Enrech)  João do Canto e Castro. O Paradoxal. Museu da Presidência da República. Lisboa. 2006. 

OLIVEIRA. (Maurício de) O DRAMA DE CANTO E CASTRO. Um monárquico Presidente da República. Com Prefácio do General Freitas Soares. Editora Marítimo Colonial, Lda. Lisboa. 1944.

 

Referência: 1906PG097
Local: GRAVUREIRO GAV A


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