![]() ![]() | ![]() |
|||||||
|
|
RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
|
|
Clique nas imagens para aumentar. PROGRESSOS ACADEMICOS DOS ANONYMOS DE LISBOA.PRIMEYRA PARTE. OFFERECIDOS AO SENHOR ANTONIO GALVAÕ & CASTELLO-BRANCO. Fidalgo da Casa de Sua Magestade, Commendador da Commenda da Villa de Meãa, & Franca, na Ordem de Christo, & Secretario das Justiças. LISBOA OCCIDENTAL, Na Officina de JOSEPH LOPES FERREYRA, Impressor da Sereníssima Rainha nossa Senhora. M. DCC. XVIII. (1718). De 21x16 cm. Com (10)-380 pags. Encadernação da época inteira de pele com ferros a ouro na lombada e no rótulo amarelo. Obra produzida por uma das academias literárias que existiram no século dezoito e precederam a fundação da Academia Real das Ciências. Em Portugal fundação desta academia foi tardia, no entanto várias academias pautaram-se por um excelente trabalho colectivo. Esta Academia dos Anónimos foi fundada em Lisboa pelo 6º conde de Vilar Maior e 2º Marquês de Penalva D. Manuel Teles da Silva. Chamava-se assim porque era condição expressa que os poetas nela filiados não deveriam assinar as suas produções. Algumas vezes adoptaram porém pseudónimos que e logo se sabia a quem pertenciam. Os Anónimos foram também conhecidos por Academia dos Ocultos e as suas conferências existem coleccionadas na magnífica biblioteca dos Condes de Tarouca. Inocêncio VII, 26. “Comprehendem‑se n'este livro muitas composições tanto de verso, como de prosa, pertencentes aos socios d'aquella Academia, sendo entre elles os principaes: José do Couto Pestana, Francisco Leitão Ferreira, Lourenço Botelho Souto‑maior, Agostinho Gomes Guimarães, Jeronymo Godinho de Niza, Julio de Mello de Castro, José de Sousa, Fr. Simão Antonio de Sancta Catharina, etc. Dos indices que rematam o volume se colligem os nomes dos academicos, e as obras que a cada um d'elles pertencem na collecção. Não posso descobrir a razão que houve para que os Progressos deixassem de ser incluidos no pseudo-Catalogo da Academia, constando elles em grande parte de composições de auctores, cujos nomes figuram no mencionado Catalogo, como póde ver‑se dos proprios que acima indiquei. Francisco Xavier de Oliveira nas suas Mémoires du Portugal, tomo II, pag. 373, enganou‑se sem duvida, julgando impresso tambem o segundo tomo, ou segunda parte dos Progressos, que ninguem, que eu saiba, ha visto até agora. Eis aqui o que elle diz ácerca da Academia, e dos seus membros, auctores d'aquellas composições: «Tive a honra de conhecer quasi todos os senhores academicos que compuzeram as obras conteúdas nos dous tomos referidos, e fui amigo de alguns com distincção. Um d'elles era Ignacio de Carvalho Souto‑maior, em cuja casa se executavam as seriozas assembléas d'estes nobres e illustres, litterarios e poetas, nas quaes concorri muitas vezes, sempre com gosto, e sempre com applauso. Estas funcções se fizeram sempre com muita gravidade, e lembro‑me de que essa se conservou ainda n'aquellas chamadas de Domingo gordo, em que era sempre orador o padre Fr. Simão de Sancta Catharina, religioso do mosteiro de Belem, e que pelo estylo das ditas suas orações, eram mais jocosas que sérias assembléas. Tambem me parece que me lembro dos nomes dos quatro mestres que liam em differentes materias alternativamente. Eram, se me não engano, ou se me não esqueço, o dito Ignacio de Carvalho Souto‑maior, hoje academico da Academia Real, o P. Francisco Leitão Ferreira, Lourenço Botelho, e um certo João Baptista, mais conhecido pelo appellido de Doutor Nocturno, que pelo seu proprio nome secretario era Jeronymo Godinho de Niza. Todos estes se tinham em conta de grandes homens, e verdadeiramente era uma conta em que todos os homens os tinham, porém com suas differenças que eu não sei fazer, ou com suas desigualdades, que elles póde ser que não quizessem confessar. No numero dos academicos havia versistas, e havia poetas. Ainda que nos Progressos se imprimiram as obras mais approvadas, não deixaram de passar algumas que são reprovadas de todos, menos de seus auctores. Extinguiram‑se estas assembléas ha muitos annos (isto se escrevia em 1742), empregando‑se grande parte dos seus adjuntos na Real Academia da Historia Portugueza, erigida no presente seculo pelo nosso augustissimo e sapientissimo monarcha, el‑rei D. João V, nosso senhor. Não foi decadencia, foi sublimidade a que succedeu n'aquella extincção a este nobilissimo corpo, pois que concorreu a formar outro, que não só é nobilissimo sem comparação, mas sem comparação o mais apurado, e o mais douto de quantas universidades academicas se admiram na Europa, o que havemos de provar pela producção de uma grande quantidade de obras que já vimos, e pela maior parte de outras obras que impacientemente esperâmos.” Referência: 0903LM008
Indisponível Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
|
Pesquisa Simples
|
||
![]() |
|||
|