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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. S. FRANCISCO. (Fr. Pedro de) EXPLICAÇÃO DO SALMO CINCOENTA:FEITA A ROGO DA MADRE Dona Isabel de Sancto Antonio, ou de Lima. Pello P. Fr. Pedro de S. Francisco, frade Menor da Provincia de Portugal. EM LISBOA. Por Pedro Craesbeeck Impressor delRey. Anno 1629. De 18x14 cm. Com (xvi)-188-(xx) pags. Encadernação da época em pergamonho fléxivel. Inocêncio VI, 404. “Contêem o indice dos logares da Sagrada Escriptura allegados na obra. São raros os exemplares d'este livro, «em que, como diz o censor Jorge Cabral, que o reviu por ordem do Sancto Officio, resplandece a erudição, doutrina, piedade e sabedoria do auctor. Fr. Pedro deS. FRANCISCO. (2.º), diverso do antecedente, comquanto professasse o mesmo instituto, e na mesma provincia. Foi Mestre de theologia, e Provincial na sua Ordem. - N. na praça de Mazagão em Africa, pertencente então a Portugal, e m. no convento de Lisboa a 10 de Agosto de 1638 com 84 annos de edade. Explicação do Salmo cincoenta, feita a rogo da madre Dona Isabel de Sancto Antonio, ou de Lima. Lisboa, por Pedro Craesbeeck 1629. 4.º de VIII (innumeradas)-188 folhas numeradas na frente, e mais 10 no fim, tambem innumeradas, que contêem o indice dos logares da Sagrada Escriptura allegados na obra. São raros os exemplares d'este livro, «em que (como diz o censor Jorge Cabral, que o reviu por ordem do Sancto Officio) resplandece a erudição, doutrina, piedade e sabedoria do auctor». Eu conservo com estimação um, assás bem tractado, que com varias outras obras de nossos auctores classicos comprei ha annos no espolio do falecido dr. Rego Abranches. Esta, que o auctor modestamente intitulou Explicação, é um amplissimo e ingenhoso commentario do psalmo penitencial Miserere mei Deus, em que o auctor, tomando successivamente por thema cada um dos versos do mesmo psalmo, mostra: no 1.º «Como por muitos e graves que sejam os peccados, sempre é maior a misericordia divina, a qual não sómente está prestes para perdoar nossas culpas, mas ainda se dá por offendida da tardança com que o peccador a busca. No 2.° Que o peccador arrependido sempre resurge mais affervorado do que era antes que cahisse na culpa, se perfeitamente se arrepende d'ella. No 3.º Que a verdadeira perfeição consiste em não se dar por contente com a que alcança o peccador convertido a Deus, antes o verdadeiro proveito está em ir cada dia mudando a fortaleza da carne em forças do espirito. No 4.º Que todo o proveito espiritual do peccador arrependido consiste no maior conhecimento da culpa, e que a falta d'elle aggrava mais a Deus que a mesma culpa. No 5.º As razões por que David disse que sómente contra Deus peccára. E juntamente se mostra que contra as promessas de Deus não são poderosos os peccados para impedir o effeito d'ellas. No 6.º Que as leis do peccado original, que comprehendem todos os filhos de Adão, não abrangem a Virgem nossa senhora, e que só ella foi preservada d'ellas. E que a primeira festa de sua conceição immaculada celebraram os sanctos anjos. No 7.º Tracta-se das excellencias da verdade, sobre a qual está fundada toda a doutrina de Christo, que foi o proprio mestre d'ella: e os primeiros fundadores da grande fabrica da egreja catholica, seus discipulos, em verdade fundaram todo seu edificio, prégando-a muito pura ao mundo. No 8.º Que de o peccador detestar e affeiar muito sua culpa, e accusar a maldade d'ella, se segue ser mais formosa sua alma, e mais alva que a neve no sangue de Christo. No 9.º Como só os gosos interiores da alma são os que se devem grangear e que é avantajado de todos os contentamentos da vida aquelle que recebe uma alma, quando sobre as quebras da amisade com Deus e restituida ao estado que tinha perdido pela culpa, de que resurge a maior graça do que antes d'ella tinha recebido. No 10.º Declara-se que cousa seja a face de Deus, e como não perdoa um peccado sem outro. No 11.º Que o gasalhado mais acceito a Deus na terra e o nosso coração aparelhado com pureza e humildade. No 12.º Qual seja o infelice estado em que fica o christão que enjeita dar a Deus em seu coração o gasalhado que n'elle lhe pede. No 13.º Que pelo peccado se perde não si, a graça da alma mas tambem a alegria do coração, e ainda a nobreza do sangue. No 14.º Quanto importa o bom exemplo na vida de quem deve emendar as alheias. E quão efficaz remedio foi da conversão de muitos idolatras em Maluco o insigne capitão Antonio Galvão, portuguez. No 15.º Que mais segura o céo louvar a justiça de Deus, que louvar sua misericordia. No 16.° Que cousa seja abrir Deus ao christão os beiços, e como os não abre a quem só com os beiços o louva. No 17.º Como de direito natural são devidos a Deus os sacrificios, e quaes são os que Deus não acceita. No 18.° Que a nenhum anjo nem sancto podemos sacrificar, porque só a Deus se deve a adoração de latria, que nos sacrificios se faz. No 19.° Que a destruição dos muros da cidade é obra dos moradores d'ella e a reedificação d'elles é obra só de Deus. No 20.º Que ainda que Deus deixou lograr aos judeus, depois da morte de Christo, a sancta cidade de Jerusalem, o templo e altar que lograram até á destruição que fez Tito, nunca foram sacriticios que Deus acceitasse».” Referência: 1003CS033
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