RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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CORREIA PAES. (Miguel Carlos) MELHORAMENTOS DE LISBOA E SEU PORTO.

Volume I. Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, Impressor da Casa Real. Lisboa. 1882.

De 22x15 cm. Com 436 pags. Encadernação da época com lombada em pele.

Ilustrado com um mapa desdobrável “Carta Topográfica da Cidade de Lisboa reduzida da que foi levantada na escala de 1:1.000, em 1856 a 1858, sob a direcção do General Filippe Folque Director-geral dos trabalhos geodésicos, publicada em 1871” (Esta carta indica a vermelho os melhoramento s posteriores à carta de Filipe Folque e as obras a executar para o futuro).

Obra (apenas o primeiro de 2 volumes) com descrição pormenorizada da história do abastecimento de água a Lisboa; do seu saneamento; planeamento da rede ferroviária e portuária; planeamento do traçado das Avenidas Novas, etc.

Inocêncio XVII, 47: “Miguel Carlos Correia Paes ou Miguel Paes, nascera em 1825. Destinando-se á carreira das armas, seguiu os cursos superiores para a engenharia. Assentou praça em 1842, foi promovido a alferes em 1851, a tenente em 1857, a capitão em 1868, a major em 1880 e a tenente-coronel em 1881. Exerceu as funções de chefe do movimento nas linhas férreas do sul e sueste, e desempenhou outras comissões de serviço publico. Era condecorado com a ordem militar de S. Bento de Aviz. Foi um colaborador assíduo do Diário de noticias, publicando uma serie muito notável de artigos relativos aos melhoramentos de Lisboa, etc. Morreu em Lisboa a 17 de Março de 1888. Vejam-se os jornais lisbonenses do dia seguinte. Pela maior parte dedicaram artigos á memoria honrada de Miguel Paes, um fanático pelos progressos da capital do reino, o seu sonho de todos os dias. A esse propósito escrevia o Diário Illustrado, de 18 de Março: «... Miguel Paes acabou de sonhar o seu último sonho sobre a grandeza futura de Lisboa, sem que, ai d’ele! o visse realizado. Morreu sem ter visto concluídas as obras do porto de Lisboa e a avenida da Liberdade. Morreu sem ter visto atravessar de S. Pedro de Alcântara para a Graça o belo viaduto que ele sonhava e nós também. Morreu sem ter visto iniciar-se a colossal construção da ponte sobre o Tejo, de todos os seus sonhos o mais querido...»”


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Referência: 1006JC020

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