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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. REGIMENTO DO SANTO OFFICIO DA INQUISIÇÃO DOS REINOS DE PORTUGALORDENADO COM O REAL BENEPLACITO, E REGIO AUXILIO PELO EMINENTISSIMO, E REVERENDÍSSIMO SENHOR CARDEAL DA CUNHA, DO CONSELHOS DE ESTADO, E GABINETE DE SUA MAGESTADE, E INQUISIDOR GERAL NESTES REINOS, E EM TODOS OS SEUS DOMÍNIOS. IMPRESSO EM LISBOA. Na Officina de Miguel Manescal da Costa. Anno MDCCLXXIV (1774). In fólio de 28x20 cm. Com (viii)-158 pags. Encadernação da época inteira de pele mosqueada com nervos e ferros a ouro na lombada. Em Portugal publicaram-se três edições do Regimento da Inquisição 1613, 1640 e 1774, sendo esta a terceira e última. Este regimento apresenta cada uma das suas normas com um prólogo no qual enquadra os aspectos históricos e bibliográficos do aparecimento de várias ideologias, tais como: jacobinismo, judaísmo, feiticeiros, astrólogos judiciários, cultos e livros de falsos santos da Igreja, sigilistas, apóstatas e hereges, etc. Inocêncio III, 354 X, 229, e VII, 58. “D. JOÃO COSME DA CUNHA, Cónego regular de Santo Agostinho com o nome de D. João de N. Senhora da Porta, Doutor em Leis pela Universidade de Coimbra, Bispo de Leiria em 1746, Arcebispo de Évora em 1760, Conselheiro de Estado e Regedor das Justiças, Presidente da Real Mesa Censória em 1768, Comissário geral da Bula da Cruzada, Inquisidor geral em 1770, e Cardeal da Sanca Igreja Romana em 6 de Agosto do mesmo ano. Nasceu em Lisboa em 1715, sendo filho do quarto Conde de São Vicente. Morreu em 1773. [Houve erro tipográfico em a data do óbito, pois foi em 1783, e não 1773, como saiu. Era fácil emendar se, porque em 1774 aparece a assinatura do cardeal no regimento do santo oficio, como se diz adiante no próprio Dicc]. No Panorama, tomo V, de 1841, pag. 295 e 296, vem uma nota biográfica deste celebre prelado, tão considerado do Marquez de Pombal e tão ingrato ao seu protector. Aí não é bem tratado o cardeal. Foi ele quem traduziu o Catecismo de Montpellier, que se imprimiu em Lisboa por Miguel Manescal da Costa, em 1765]. Para a sua biografia vej. os Estudos de Canaes a pag. 112. Vem aí tratado por verdadeiro lobo no rebanho do Senhor! Pedro José da Fonseca, dedicando-lhe a edição que fez dos Poemas de Antonio Ferreira, alude à sua rica biblioteca, aí qualificada de «archivo admiravel de bom gosto no número, na escolha e na variedade raríssima das edições.» E parece que tudo isto era verdade. Contudo, é desta biblioteca que se conta a chistosa anedota, atribuída ao Marquez de Pombal: que sendo-lhe um dia mostrada pelo proprietário, dizendo-lhe este que continha para mais de onze mil volumes, o Marquez correndo-os respeitosamente com os olhos, e fazendo uma genuflexão, respondera que «nesse caso venerava neles as onze mil virgens!» Com o nome de D. João de N. Senhora da Porta publicou… Também anda com o seu nome o Regimento do Santo Officio da Inquisição, decretado em 1774, do qual tratarei em um artigo especial. Não sei todavia que parte ele tivesse na organização e redacção daquele trabalho talvez pouca, ou nenhuma. A ser verdade o que afirma Jacome Ratton nas suas Recordações (onde de pag. 320 a 324 vem espécies curiosas relativas ao Cardeal) tanto o Regimento, como o respectivo Alvará de confirmação foram escritos sob o ditado do próprio Marquez de Pombal, e o oficial da Secretaria, que os escreveu, foi José Basílio da Gama. Regimento do Santo Officio da Inquisição dos reinos de Portugal, ordenado com o real beneplacito e regio auxilio pelo em.mº e rev.m° sr. Cardeal da Cunha, etc. Inquisidor geral n'estes reinos e em todos os seus dominios. Lisboa, na Offic. de Miguel Manescal da Costa 1774. Fol. de VIII 158 pag. No Catalogo da livraria de Lord Stuart vem descrito um exemplar, sob n.º 2023, com a nota de raro. Sê-lo ia noutro tempo porém depois da extinção do Santo Oficio espalharam se no mercado bastantes exemplares. Monsenhor Ferreira Gordo teve na sua livraria exemplares de todos os referidos Regimentos, que comprara pelos seguintes preços, a saber: o de 1613, 1:200 réis, o de 1640, igual quantia, o de 1774, 960 réis.”
Inocêncio III, 354 X, 229, e VII, 58: 'Cardinal Cosme da Cunha, Augustine, Doctor of Laws from the University of Coimbra, Bishop of Leiria in 1746, Archbishop of Évora in 1760, State Councellor, President of Censorial Board in 1768, Inquisitor General in 1770, and Cardinal of the Roman Church on 6 August of that year. Born in Lisbon in 1715 fourth son of the Earl of St. Vincent. He died in 1783 [not in 1773 as firstly mentioned] Biographical sketch of this celebrated prelate appeared in “Panorama” and regarded ungrateful to his patron the Marquis of Pombal. He translated the Catechism of Montpellier, which was printed by Michael Manescal Costa in 1765. For his biography see Studies of Canaes pag. 112 who considered him a real wolf among the herd of the Lord! His rich library was described as 'archive of admirable good taste in number, choice and variety of rare editions.' However, about this library is a witty anecdote, attributed to the Marquis of Pombal: it was shown to him one day by the owner, telling him that it contained more than eleven thousand volumes, Marquez ran them respectfully with eyes and making a genuflection, replied that 'this case venerated them the eleven thousand virgins!' Jacome Ratton says in his Memoirs that the Regimento do Santo Officio was written under the dictation of the Marquis of Pombal himself, and the official Secretariat, who wrote it was José Basílio da Gama”. Referência: 1010CS012
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