RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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PINTO. (Frei Heitor) IMAGEM DA VIDA CHRISTAM,

ORDENADA POR DIALOGOS: COMO MEMbros da sua composiçam. O primeiro he, da verdadeyra Philosophia. O segundo, da Religião. O terceyro, da Iustiça. O quarto, da Tribulação. O quinto, da Vida Solitaria. O sexto, da Lembrança da Morte. COMPOSTOS PELO R. P. F. Hector Pinto, da Ordem de S. Hieronymo: & por elle acrescentados nesta vltima impressam. EM EVORA. Impresso por Manoel Lyra. Com licença do S. Officio: Anno 1603.

In 12º de 13x8 cm. com [iv], 252 [ii] fólios.

Encadernação da época em pergaminho flexível com título manuscrito na lombada. Ilustrado com um selo a talhe-doce na última página do prólogo: “I. H. S. MEO. EXULTABO. IN. DEO. IESU”. Ornada com vinhetas capitulares. Rara impressão eborense saída do prelo do mesmo  impressor e impressa com os mesmos caracteres da famosa edição dos 'piscos', Os Lusíadas, Lisboa 1584. Contendo um importante capítulo final (que não consta no sumário inicial) com a descrição simbólica do brasão de cidade de Coimbra, explicando a importância do seu conhecimento, como fonte do saber.

Inocêncio III, 175: “ FR. HEITOR PINTO, natural da villa da Covilhã (outros dizem que da de Mello, qualquer d'ellas na provincia da Beira), professou o instituto de S. Jeronymo no mosteiro de Belem a 8 de Abril de 1543. Foi doutor em Theologia pela Universidade de Siguença, e Lente da cadeira d'Escriptura na de Coimbra, Reitor no collegio da mesma cidade, e Provincial da Ordem em Portugal, eleito em 1571. A opinião vulgar o dá falecido em Castella no anno de 1584 com suspeitas de veneno, mandado propinar por Filippe II. Imagem da vida christam, ordenada per dialogos, como membros de sua composiçam. O primeyro he da verdadeyra philosophia. O segundo da religiam. O terceyro da justiça. O quarto da tribulaçam. O quinto da vida solitaria. O sexto da lembrãça da morte. Impressos em Coimbra per João de Barreira 1563. 8.º Segunda edição, ibi, pelo mesmo 1565. 8.º E novamente, Braga, por Antonio de Mariz 1567. 8.° Lisboa, por Antonio Ribeiro 1580. 8.º Ibi, por Antonio Alvares 1591 e 1592. Evora, por Manuel de Lyra 1603. 8.º… Depois de tantas e tão successivas reimpressões, que bem mostram o acolhimento e estima que esta obra mereceu desde o seu apparecimento, sahiram a final as duas partes reunidas em um só volume, Lisboa, por Miguel Manescal 1681. 4.º Tenho noticia de alguns exemplares d'esta ultima, vendidos de 960 a 1:200 réis. Todas as referidas reimpressões fazem consideraveis differenças entre si, e nenhuma concorda com as primeiras, porque os editores foram alterando de cada vez o que bem lhes pareceu. Falando do merecimento de Fr. Heitor Pinto, diz o nosso grande philologo Francisco Dias Gomes (Obras Poeticas pag. 29): «Quem quer vêr uma verdadeira imagem da eloquencia do divino Platão, e do eloquentissimo Cicero, lêa os Dialogos d'este auctor. Além da mais pura e sancta moral christã, que constitue o fundo especial dos ditos dialogos, n'elles admirará quem os lêr em grau superior todas as graças do estylo, o mais puro e correcto. » Não são menores os louvores que lhe dá o outro benemerito philologo Agostinho de Mendonça Falcão: «A suavidade (diz elle) e amenidade de sua linguagem enleva a alma, e faz que se lhe affeiçoe o leitor d'ella maravilhado, que sempre descobre novos primores em sua leitura, e ninguem ha a quem não maravilhem suas comparações saborosas, e espante a superabundante copia de erudição sagrada e profana. » O P. Antonio Pereira de Figueiredo, com quanto o colloque no logar decimo-outavo da serie por elle formada dos classicos portuguezes, ainda assim o antepõe a Fr. Luis de Sousa, Lucena, Freire d'Andrade, Vieira e Bernardes. Os Dialogos foram traduzidos nas linguas castelhana, franceza e italiana, e em todas lograram varias reimpressões. Aquelles que tiverem a curiosidade de as conhecer, podem consultar a Bibl. de Barbosa. Não as transcrevo aqui, por não tornar mais diffuso este artigo. José Agostinho de Macedo (em uma sua carta inedita, que possuo, dirigida a Fr. Fortunato de S. Boaventura) affirma como cousa certa que o dialogo da Vida solitaria é fiel traducção de outro de Petrarca. Quem quizer poderá verificar a exactidão d'esta afirmativa, confrontando entre si os dous auctores, o que eu não hei tido occasião de fazer. Omitto aqui, pela causa sobredita, a enumeração das obras theologicas de Fr. Heitor Pinto, escriptas na lingua latina, as quaes gosavam, e gosam ainda de muita estimação no seu genero, até entre os estrangeiros”.


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Referência: 1103JC181

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